terça-feira, fevereiro 17, 2009

Agência Brasil - Exportações de têxteis caem pela metade, segundo Abit - Direito do Trabalho

 
17 de Fevereiro de 2009 - 11h12 - Última modificação em 17 de Fevereiro de 2009 - 11h12


Exportações de têxteis caem pela metade, segundo Abit

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Os produtos de cama, mesa e banho estão entre os principais produtos exportados pelo Brasil. No entanto, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) divulgou ontem (17) uma nota afirmando que a exportação desses produtos sofreu uma retração de 52% em janeiro de 2009 quando comparado ao mesmo período do ano passado. O segmento vestuário amargou uma queda de 45,8%.

Segundo a nota, o setor têxtil e de confecção brasileiro fechou o primeiro mês de 2009 com um déficit de US$ 168,7 milhões, excluindo o comércio de fibra de algodão. O resultado deve-se ao valor de US$ 245 milhões em importações contra US$ 76,3 milhões em exportações. Se forem incluídas as fibras de algodão, o déficit cai para US$ 108,8 milhões.

“A explicação para essa queda brusca nas exportações vem da forte retração dos mercados. No entanto, nossa maior preocupação está nas medidas de protecionismo que outros países estão adotando referente às importações. As empresas com o governo terão que tomar medidas para garantir a competitividade do produto nacional diante de um mercado mais disputado”, argumenta o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho.

Ele explica que a queda das exportações do setor está associada aos efeitos da crise na Argentina e nos Estados Unidos, dois dos principais mercados do setor têxtil.

“Com a crise econômica, deixamos de exportar US$ 25,8 milhões em produtos para o país norte-americano em janeiro, o equivalente a 56,4% a menos em relação ao mesmo mês do ano passado. A Argentina adotou novas medidas protecionistas [licenças não-automáticas] e acabamos diminuindo em 53,2% o envio de produtos ao país vizinho, o que representa US$ 20,3 milhões a menos no faturamento com esse país, quando comparamos janeiro de 2009 com 2008”, disse.

As exportações brasileiras de produtos têxteis e confeccionados apresentaram, em janeiro, queda de 33,5% em termos de valor e 27,23% em volume, se comparado ao mesmo período do ano passado. Quando excluídas as fibras de algodão, o quadro se agrava, com queda de 45,57% em termos de valor e de 48,83% em volume.

As principais quedas afetaram fibras têxteis (- 13,5%), fios (-15,15%), filamentos (- 68,34%), tecidos (- 52,25%), linhas de costura (- 63,28%) e confecções (- 45,22%).

Quando comparadas ao mesmo período de 2008, as importações em janeiro apresentaram queda de 22,6% em termos de valor e 35,14% em volume, nos produtos que têm incluídas as fibras de algodão. Já os que não possuem esse insumo apresentam uma queda de 22,14% em termos de valor e 34,37% em volume.

Alguns produtos importados tiveram crescimento. Entre eles os tecidos de algodão (+ 57,78%), os tecidos de filamentos (+ 14,31%) e vestuário (+ 53,48%).

A nota da Abit explica que o aumento nas importações de vestuário (53,4%) é resultado dos contratos fechados há seis meses. Portanto, compras feitas antes da crise, com produtos embarcados em novembro e desembaraçado pela alfândega brasileira em janeiro. A Abit acredita que esse crescimento deve sofrer redução nos próximos meses.



 


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