6 de Julho de 2009 - 21h26 - Última modificação em 7 de Julho de 2009 - 06h57
Buscas por desaparecidos da Guerrilha do Araguaia começam esta semana
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O grupo do Exército responsável pela busca dos restos mortais de desaparecidos da Guerrilha do Araguaia inicia nesta semana, no Pará, a visita e reconhecimento das áreas onde estariam enterrados os corpos de guerrilheiros, militares e camponeses possivelmente mortos no confronto entre os opositores do regime militar liderados pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e tropas do Exército, no início da década de 70.
De acordo com o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, as escavações deverão começar apenas em agosto. Na etapa seguinte, o material, caso seja encontrado, será enviado aos laboratórios de perícia para a identificação.
“Tenho a convicção de que será efetivada [busca pelos desaparecidos] com amplo acompanhamento da imprensa e parentes. Se não se achou, é por que não foi possível”, disse.
Vannuchi e os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, reuniram-se hoje (6) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) para discutir o assunto, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está na França.
A reunião também teve o objetivo de chegar a um consenso sobre quem deve comandar as buscas. Militares e defensores dos direitos humanos divergem a respeito do tema.As negociações caminham para que o Ministério da Defesa comande a operação, com algum tipo de participação de representantes de entidades de defesa dos direitos humanos, conforme relato de fontes do Palácio do Planalto.
A busca pelos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia ganhou força depois das recentes declarações de Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Curió abriu seus arquivos pessoais e revelou que 41 guerrilheiros foram executados pelos militares durante a guerrilha.
Até hoje não se sabe quantas pessoas morreram nos conflitos do Araguaia, na divisa dos estados do Pará, Maranhão e Tocantins (na época ainda parte do estado de Goiás).
Edição: Aécio Amado/O título foi alterado para adequação![]()
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