quinta-feira, julho 09, 2009

Agência Brasil - Indicadores da CNI mostram aumento de utilização da capacidade instalada da indústria - Direito do Trabalho

 
7 de Julho de 2009 - 18h07 - Última modificação em 7 de Julho de 2009 - 18h07


Indicadores da CNI mostram aumento de utilização da capacidade instalada da indústria

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O aumento da capacidade instalada da indústria indica uma recuperação consistente do setor. A constatação é do economista chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, ao divulgar hoje (7) os indicadores da indústria do mês de maio.

“Depois de cair vertiginosamente no fim do ano passado, o uso da capacidade instalada tem melhorado de forma mais consistente, motivado pela recuperação gradual da demanda de consumo doméstico e pelo forte reajuste de estoques feito pelas empresas”, afirmou. “Mas isso foi a partir de um patamar considerado muito baixo”, completou.

A utilização da capacidade instalada cresceu 0,4 ponto percentual entre abril e maio, passando de 79,4% para 79,8% – dados dessazonalizados. Em maio de 2008, o índice estava em 82,4%. "Isso mostra que a indústria já fez um ajuste mais forte de estoque e que um aumento da demanda poderá resultar no aumento da produção", disse o economista da CNI.

De acordo com o economista da CNI, “três dos 19 setores analisados passaram a registrar expansão de faturamento: o de minerais não metálicos, que cresceu 4,2% na comparação com maio de 2008; o de têxteis, que aumentou em 1,9% durante o mesmo período; e o de vestuário, com 1,1% de crescimento”.

Por outro lado, foi registrada, também na comparação com maio de 2008, uma queda mais intensa no faturamento de outros setores, como o de couro e calçados (-8,6%), de refino e álcool (-12,9%), de material eletrônico e de comunicação (-14,4%), e de produtos de metal (-16,5%).

O economista chefe da CNI informou ainda que a alternância de dados positivos e negativos registrados a partir de maio demonstra que a economia do país está num processo de transição. “Teremos um segundo trimestre com as características de transição, e isso fica evidente quando constatamos a alternância de dados positivos e negativos dos indicadores de maio”, disse.

Castelo Branco avaliou que a recuperação do crescimento industrial depende primordialmente dos investimentos e das exportações. “Essas duas demandas são extremamente importantes para a normalização da atividade e para um ritmo de crescimento mais claro e sustentado. Mas infelizmente elas ainda não estão presentes em nossos indicadores”, disse.

A expectativa do economista da CNI é de que a situação de melhora fique mais evidente quando a partir de julho. “O segundo semestre deverá ser diferente, apresentando de forma mais clara os sinais de recuperação, ainda que moderada”, prevê Castelo Branco.




Edição: Aécio Amado  


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