sexta-feira, julho 24, 2009

Agência Brasil - Procuradora quer que STF garanta a transexuais direito à troca de nome - Direitos Humanos

 
22 de Julho de 2009 - 21h11 - Última modificação em 22 de Julho de 2009 - 21h11


Procuradora quer que STF garanta a transexuais direito à troca de nome

Marco Antonio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A procuradora da República Deborah Duprat propôs ontem (21), ainda como procuradora-geral em exercício, uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja reconhecido o direito dos transexuais substituírem o prenome e o sexo no registro civil, independentemente da realização de cirurgia de transgenitalização.

Segundo Deborah Duprat, o não reconhecimento deste direito dos transexuais viola os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da vedação à discriminação odiosa, da igualdade, da liberdade e da privacidade.

“Impor a uma pessoa a manutenção de um nome em descompasso com a sua identidade é, a um só tempo, atentatório à sua dignidade e comprometedor de sua interlocução com terceiros, nos espaços públicos e privados”, ressaltou Duprat.

Para a procuradora, não é a cirurgia que concede ao indivíduo a condição de transexual. A troca de prenome seria justificável sempre que o gênero reivindicado não esteja apoiado no sexo biológico.

Duprat lembrou ainda que “o não reconhecimento do direito expõe os transexuais a danos gravíssimos, em especial os abalos à auto-estima e o sofrimento pelo preconceito cotidiano, o que não é passível de reparação a qualquer tempo.”

A procuradora pediu ao STF que convoque audiência pública para debater a questão. A ação proposta foi formulada com base em representações feitas pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e pela Articulação Nacional de Travestis e Transexuais.



Edição: Antonio Arrais  


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