12 de Julho de 2009 - 16h15 - Última modificação em 12 de Julho de 2009 - 16h15
Voluntários se unem no Rio de Janeiro para ajudar presos de cadeia superlotada
Marco Antonio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Um mutirão de profissionais liberais reunidos pela organização não governamental (ONG) Rio de Paz iniciou, neste fim de semana, um trabalho humanitário de assistência aos presos na Polinter de Neves, em São Gonçalo (RJ). A situação degradante dos centenas de presos detidos em um espaço de 25 metros quadrados na unidade sensibilizou o presidente da ONG, Antônio Costa, em visita realizada há um mês, e motivou a mobilização.
“Vi centenas de homens tentando se manter manter vivos, em células fétidas, úmidas, escuras, abafadas. Muitos com doenças e outros que já tinham cumprindo pena, num total desrespeito ao que prevê Constituição Federal”, recordou Costa.
“Ontem (11) estivemos lá levando advogados, médicos e dentistas para tentar minimizar a situação. Pensamos também numa ampla reforma daquela prisão, com a participação da sociedade civil, e em uma pressão popular para que as órgãos responsáveis não permitam mais isso”, acrescentou.
Além da assistência médica, jurídica e odontológica, foram doados aos detentos produtos de higiene pessoal. Na avaliação de Costa, os presidiários brasileiros estão abandonados pelo poder público e ainda enfrentam o “ódio”de grande parte da classe média.
A expectativa da ONG Rio de Paz é obter a adesão de mais voluntários para estender, assim que possível, os mutirões a outras unidades prisionais.
Edição: Nádia Franco![]()
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