quarta-feira, outubro 01, 2008

Agência Brasil - Juiz afirma que CNJ vai ajudar a combater exploração sexual de crianças em Brasília - Direitos Humanos

 
28 de Setembro de 2008 - 17h48 - Última modificação em 28 de Setembro de 2008 - 18h16


Juiz afirma que CNJ vai ajudar a combater exploração sexual de crianças em Brasília

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá auxiliar o Governo do Distrito Federal (GDF) no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes nas proximidades da Rodoviária de Brasília, denunciada na última semana pelo jornal Correio Braziliense. De acordo com a matéria, as crianças estariam sendo vítimas de exploração sexual ao preço de R$ 3, e adolescentes de 14 e 15 anos eram vítimas de pedofilia em troca de comida e roupa. 

O juiz auxiliar da presidência do CNJ, Paulo Tambori, disse hoje (28) que se reúne na próxima terça-feira (30) com representantes do GDF e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para discutir a melhor forma de solucionar o caso .

“O que nós podemos oferecer excepcionalmente é uma ajuda para montar um espaço da Vara da Infância e da Juventude. E também auxiliar no que for possível na capacitação de agentes públicos que trabalhem com crianças e adolescentes”, explicou Tambori.

Segundo ele, a Vara da Infância e Juventude deverá ganhar um novo espaço no Touring Club – prédio ao lado da plataforma superior da rodoviária da capital, no centro da cidade. O local será alugado pelo GDF para ser totalmente destinado a acolher crianças em situação de risco.

De acordo com Paulo Tambori, o CNJ também pretende atuar como um mediador na busca de cursos profissionalizantes para adolescentes, além de ajudar a montar o espaço do conselho tutelar e de assistência social.

“A parte mais importante é que o ministro presidente do conselho, Gilmar Mendes, deseja que o CNJ auxilie no que for possível dentro de suas competências”, afirmou.

Ele disse ainda que o conselho pretende criar um banco de dados para levar ajuda parecida a outras unidades da federação. “Uma idéia eficaz em Brasília, pode não ser em Belo Horizonte. Então, vamos sempre acessar esse banco para ver que projetos podemos ajudar melhor”, concluiu Paulo Tambori, referindo-se também a parcerias voltadas a crianças e adolescentes em conflito com a lei.



 


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