30 de Setembro de 2008 - 18h52 - Última modificação em 30 de Setembro de 2008 - 19h41
Tarso Genro diz que políticas de segurança pública ainda precisam ser aperfeiçoadas
Marco Antônio Soalheiro Repórter da Agência Brasil 


Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Luziânia (GO).-O ministro da Justiça, Tarso Genro, lança o Batalhão Especial de Pronto Emprego (Bepe). O Bepe fará parte da Força Nacional de Segurança Pública, como um novo setor especializado para atuar em situações de grave crise
Luziânia (GO) - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje (30) que as políticas de segurança pública adotadas no país ainda carecem de aperfeiçoamento, ao comentar resultado da pesquisa CNI/Ibope segundo a qual 50% dos brasileiros avaliaram negativamente a segurança pública no Brasil.
Segundo o ministro, já houve uma redução dos índices de violência que será potencializada com a implementação das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
“É claro que tem que melhorar muito e para isso está aí o Pronasci. Não é um programa espetacular, que gere efeito imediato. É um programa de implementação gradativa e de mudança de paradigma. A queda sustentada de índices virá depois de 2 a 3 anos da implantação.”
Tarso Genro também citou a construção de postos de policiamento comunitário pelos estados como uma das principais medidas para combater a criminalidade. Segundo ele, essa é uma responsabilidade dos gestores estaduais, mas que será apoiada pelo governo federal, inclusive com recursos do Pronasci.
O ministro ressaltou que a presença da Força Nacional de Segurança no Entorno do Distrito Federal, entre outubro de 2007 e agosto de 2008, resultou na queda de homicídios e na diminuição do número de ocorrências. Sobre o novo Batalhão de Pronto Emprego (Bepe), lançado hoje (30), Tarso exemplificou situações em que a tropa será utilizada.
“O Bepe vai atuar em uma situação em penitenciária, num determinado bairro ou região em que a Polícia Militar local perde o controle. Nesse caso, o Bepe vai auxiliar e tem condições de fazer a intervenção imediata”, assegurou.
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