quinta-feira, maio 28, 2009

Agência Brasil - Mídia disputa mercado pela espetacularização e não pela qualidade da informação, afirma Tarso - Direito Administrativo

 
27 de Maio de 2009 - 16h19 - Última modificação em 27 de Maio de 2009 - 16h39


Mídia disputa mercado pela espetacularização e não pela qualidade da informação, afirma Tarso

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, abre o seminário Mídia e Segurança Pública, preparatório à 1ª Conferência Nacional sobre Segurança Pública, marcada para agosto em BrasíliaBrasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, abre o seminário Mídia e Segurança Pública, preparatório à 1ª Conferência Nacional sobre Segurança Pública, marcada para agosto em Brasília
Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje (27), na abertura do seminário Mídia e Segurança Pública, que há uma disputa de mercado pela espetacularização e não pela qualidade da informação. “A mídia tem a capacidade de convencer a sociedade. É preciso um pacto entre ela e as autoridades, para darmos solidez ao projeto democrático no país”, disse.

Jornalistas, pesquisadores, estudantes e representantes de entidades da sociedade civil debateram hoje, durante o seminário, promovido pelo Ministério da Justiça, o papel dos meios de comunicação na área de segurança pública, que contou com a participação do ministro. Segundo ele, a cobertura que a mídia faz na área de segurança é boa, mas fragmentada.

“Fatos violentos são reportados, mas as matérias não costumam apresentar soluções. Falta um debate mais concreto, com o posicionamento de especialistas e das comunidades que sofrem com a violência”, alertou o ministro.

Para a diretora presidente da EBC, Tereza Crunivel, que também participou da mesa de debate, a mídia pública tem um papel importante nesse contexto, no sentido de assegurar que o conteúdo não fique subordinado ao mercado ou ao Estado, e defendeu que as editorias de polícia dos meios de comunicação sejam substituídas por editorias de segurança pública.

“Em países da Europa não se emite opinião sobre coisa não julgada, e isso ajuda no combate à banalização e à espetaculosidade do conteúdo”, disse Tereza Cruvinel. Para tanto, afirmou ela, “é necessário questionar a diferença entre interesse público e interesse do público”.


Edição: Antonio Arrais  


Agência Brasil - Mídia disputa mercado pela espetacularização e não pela qualidade da informação, afirma Tarso - Direito Administrativo

 



 

 

 

 

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