terça-feira, dezembro 01, 2009

Agência Brasil - Mais da metade dos soropositivos que vivem no Brasil não trabalha - Direito do Trabalho

 
1 de Dezembro de 2009 - 10h44 - Última modificação em 1 de Dezembro de 2009 - 10h44


Mais da metade dos soropositivos que vivem no Brasil não trabalha

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Pesquisa divulgada hoje (1º) pelo Ministério da Saúde indica que 58% das pessoas que vivem com aids no Brasil não trabalham. Entre as mulheres, o índice chega a 62% e entre os homens, a 55%. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelo estudo, também revelam que mais de 20% dos 1.260 pacientes ouvidos perderam o emprego após o diagnóstico da doença.

Os homens citaram a aposentadoria por doença (31,3%), a incapacidade para o trabalho (14,7%) e o recebimento de auxílio-doença (24,6%) como os principais motivos para não estarem trabalhando.

No grupo das mulheres soropositivas, 28% são donas de casa, 15,4% foram aposentadas por causa da aids, 11% relataram incapacidade para o trabalho e 15,4% recebem auxílio-doença.

Os pesquisadores analisaram ainda os principais fatores associados à autoavaliação do estado de saúde dos pacientes como excelente ou boa. Fatores sociais como escolaridade e renda tiveram impacto positivo.

De acordo com o estudo, soropositivos com pelo menos o ensino fundamental completo têm 70% mais chances de fazer uma boa avaliação de sua saúde do que aqueles com ensino fundamental incompleto. Quem pertence às classes sociais A e B apresentam duas vezes mais chances de ter boa avaliação do que os das classes D ou E.

Já o fato de estar aposentado por causa da aids, incapacitado para o trabalho ou receber auxílio-doença diminui em 55% as chances de uma boa autoavaliação do estado de saúde.



Edição: Juliana Andrade  


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