sexta-feira, janeiro 11, 2008

Operação Hurricane - Para Marco Aurélio não se pode prender e depois apurar

Fonte: Consultor Jurídico


Operação Hurricane
Para Marco Aurélio não se pode prender e depois apurar

 

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar em Habeas Corpus para o empresário João Oliveira de Farias, preso e investigado em decorrência da Operação Hurricane da Polícia Federal, que apura venda de sentenças judiciais para favorecer o jogo ilegal no Rio de Janeiro. A decisão garante que o empresário fique em liberdade até o julgamento final do HC.

 

O empresário é acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa e contrabando. Foi preso em abril 2007, junto com outros investigados na Operação Hurricane, por determinação da juíza da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Em junho passado, foi posto em liberdade em decorrência da decisão que favoreceu Antônio Petrus Kalil, o Turcão, também preso na operação da PF.

 

Com o pedido de liminar, o advogado de Farias busca garantir a liberdade de seu cliente que supostamente está na iminência de ser preso em conseqüência da instauração de um novo processo criminal contra ele, fruto do desdobramento da operação.

 

No Tribunal Regional Federal da 2ª Região, João Farias teve seu pedido de liberdade negado. No Superior Tribunal de Justiça, a ministra Laurita Vaz, relatora, determinou o arquivamento do HC com base na Súmula 691 do Supremo.

 

O ministro Marco Aurélio destacou que a imputação específica atribuída ao empresário nesse pedido de Habeas Corpus diz respeito a lavagem de dinheiro. Segundo o relator, na casa de João Oliveira de Farias teriam sido encontrados R$ 600 mil em espécie. O valor, conforme o Ministério Público, decorreria de exploração do jogo do bicho, máquinas caça-níquel e casas de bingo.

 

“O ato tem como base maior a imputação e, quanto a esta, não cabe presumir a culpa”, entendeu o relator, ressaltando que deve ser aguardada a instrução processual e a prova por parte do Ministério Público, antes do decreto de prisão. Para ele, “a descoberta do que se aponta como esquema, como organização criminosa, direciona não à conclusão sobre a continuidade delitiva, mas à cessação da atividade ante a persecução criminal”.

 

O ministro Marco Aurélio destacou que a ordem de prisão inverte o que é previsto pelo Direito, “prendendo-se para, posteriormente, apurar-se, ter-se a culpa formada e, então, impor-se a pena”. Por isso, concedeu a liminar e determinou o recolhimento do mandado de prisão ou, se já houver ocorrido a execução, a expedição de alvará de soltura em benefício do empresário, caso não esteja preso por outro motivo.

 

HC 93.233

Revista Consultor Jurídico, 2 de janeiro de 2008


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Consultor Jurídico

Ventos da democracia - Resolução muda forma de como são eleitos membros do TRE

Fonte: Consultor Jurídico


Ventos da democracia
Resolução muda forma de como são eleitos membros do TRE

por Fernando Porfírio

 

Agora é lei. E ela provoca um sopro de democracia na cúpula do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Todos os membros da magistratura paulista podem concorrer aos cargos do TRE. A novidade foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico do Estado, na forma de resolução.

 

A norma disciplina a eleição para os cargos do TRE, classe magistrado. A tradição da magistratura paulista era a de indicação interna para o preenchimento desses cargos. A tradição desafiava o critério da impessoalidade. Agora, todos os desembargadores (classe desembargador) ou juízes de entrância final (classe juiz de direito) podem concorrer.

 

A proposta foi apresentada ao Órgão Especial pelo desembargador Ivan Sartori, em dezembro. O pedido foi rejeitado, com o argumento da urgência da eleição. Sartori reapresentou a matéria uma sessão depois da rejeição de sua proposta. A resolução foi aprovada por unanimidade.

 

A proposição sofreu duas alterações importantes, por sugestão do atual presidente do TRE, desembargador Marco César: convocação anterior ao término do mandato bienal e restrição, na classe juiz de direito, aos magistrados de entrância final.

 

A resolução ainda traz outra inovação: ela exige do candidato, mesmo desembargador, prova de produtividade. A votação acontecerá em sessão secreta. A outra novidade será a votação pelo Plenário Constitucional do Tribunal de Justiça e não apenas pelo Órgão Especial, mas decisão do CNJ no PCA 260 ainda impede outras atribuições ao Pleno que não a eleição do Conselho Superior da Magistratura e dos membros do Órgão Especial.

 

Foi apresentado mandado de segurança ao STF contra a medida, mas, após quatro votos a favor da liminar em sessão no começo do ano, o ministro Cezar Peluso pediu vista e ainda permanece com os autos.

 

Os TREs são tribunais Federais, mas sua direção é ocupada por desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados. Os magistrados estaduais ocupam os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor regional eleitoral. Esses dois últimos cargos acumulados por um só desembargador.


Lei a íntegra

RESOLUÇÃO Nº 443/2007

Disciplina a eleição de que trata o art. 120, parágrafo 1º, inciso I, da Constituição Federal, referente à escolha dos membros do Tribunal Regional Eleitoral.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, por seu ÓRGÃO ESPECIAL, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar a eleição dos membros do Tribunal Regional Eleitoral, oriundos do Judiciário do Estado, CONSIDERANDO a necessidade de observância dos princípios constitucionais previstos no art. 37 “caput” da Carta da República,

 

RESOLVE:

Artigo 1º - Até quarenta dias antes do término do mandato bienal dos suplentes no Tribunal Regional Eleitoral, classe desembargador, o Presidente do Tribunal de Justiça fará publicar edital de convocação dos desembargadores da Corte última, com prazo de cinco a dez dias, para inscrição.

§ 1º - Essa convocação também será realizada se sobrevier vaga na mesma classe, publicando-se o edital em até cinco dias, contados da vacância.

§ 2º - Duas são as suplências e a vaga objeto de eleição será sempre de suplente, salvo se recusada ou indeferida, pelo Órgão Especial, a recondução, como titular, do suplente em exercício mais votado ou eleito em escrutínio precedente e, sucessivamente, do seguinte na ordem de votação ou de escrutínio posterior, também em exercício, quando, então, haverá votação para a vaga de titular em aberto.

§ 3º - O edital será publicado no órgão oficial impresso ou eletrônico, fazendo-se chamada no site digital do Tribunal Justiça, em destaque, ou remessa aos correios eletrônicos funcionais de todos os desembargadores.

Artigo 2º - O desembargador que desejar concorrer ao cargo deverá fazê-lo por escrito, no prazo do edital e até às 18 horas do último dia, mediante:

a) indicação de todas as suas atividades diversas da judicatura e, em face delas, demonstração de disponibilidade de horário para o exercício do cargo, no caso de convocação, ou declaração de que não as exerce;

b) demonstração de que nos dois últimos anos até a data da inscrição proferiu, anualmente, votos em número correspondente a até dez por cento inferiores à média dos votos proferidos por todos os desembargadores da Seção ou Seções a que pertença ou pertenceu.

Parágrafo único. Em se tratando de novel desembargador ou de desembargador que não integrou Seção pelo período referido na letra “b” deste artigo, será considerada a média de votos desde a data de sua posse ou integração em Seção.

Artigo 3º - Publicada a lista dos inscritos no mesmo veículo e forma em que publicado o edital, o prazo para impugnação será de 48 horas.

Artigo 4º - Vencido o prazo do artigo anterior, a matéria será colocada na pauta da sessão seguinte do Órgão Especial para decisão motivada de eventuais impugnações, realização da eleição e proclamação do eleito.

§ 1º - O Presidente poderá convocar até dois desembargadores integrantes do Colegiado para secretariá-lo na apuração.

§ 2º - Havendo impugnação de candidatura, o Órgão Especial a decidirá desde logo, podendo postergar a eleição para a sessão que, imediatamente, se seguir.

Artigo 5º - Haverá segundo escrutínio envolvendo os dois candidatos mais votados sempre que, no primeiro, nenhum deles obtiver mais de um terço dos votos de todos os membros efetivos do Órgão Especial ou de seus substitutos ou suplentes.

§ 1º - Em segundo escrutínio será eleito o candidato mais votado, independentemente do número de votos.

§ 2º - Havendo empate, em primeiro ou em segundo escrutínio, será eleito o mais antigo no Tribunal e, persistindo o empate, o mais idoso.

Artigo 6º - Proclamado o resultado e não sendo ele impugnado na própria sessão, que será pública, as cédulas de votação serão inutilizadas.

Artigo 7º - O resultado da eleição será comunicado, de imediato, ao Presidente do Tribunal Regional Eleitoral e publicado no órgão oficial impresso ou eletrônico. Parágrafo único. As decisões sobre eventuais impugnações serão publicadas da mesma forma.

Artigo 8º - Ressalvado o disposto na letra “b” do art. 2º, esta resolução se aplica, no que couber, à eleição dos membros do Tribunal Regional Eleitoral, classe juiz de direito, cabendo à Corregedoria Geral da Justiça fornecer ao Órgão Especial, antes da eleição, informação sobre a assiduidade funcional dos inscritos, que devem integrar a entrância final.

Artigo 9º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 

São Paulo, dezembro de 2007.

CELSO LUIZ LIMONGI Presidente do Tribunal de Justiça.


Revista Consultor Jurídico, 2 de janeiro de 2008


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Consultor Jurídico

Retrospectiva 2007 - No cenário político, Judiciário foi ator principal

Fonte: Consultor Jurídico


Retrospectiva 2007
No cenário político, Judiciário foi ator principal

por Maurício Cardoso

 

Este texto sobre Política faz parte da Retrospectiva 2007, série de artigos em que são analisados os principais fatos e eventos nas diferentes áreas do direito e esferas da Justiça ocorridos no ano que terminou.

O homem do Brasil em 2007 foi o ministro Joaquim Barbosa. Além de ganhar o título de Homem do Ano, da revista IstoÉ, foi considerado um dos cem brasileiros mais influentes do país pela revista Época, ocupou a capa da própria Época e da Veja e deu entrevistas aos principais jornais do país. Tudo isso veio como reconhecimento pelo desempenho brilhante do relator do processo do mensalão, o julgamento dos 40 políticos acusados de receber e pagar propinas para manter a base política do governo no Congresso.

 

O feito do ministro tem alcance jurídico limitado. Afinal, em julgamento estava apenas se os mensaleiros deviam ou não passar de acusados a réus no processo. Com isso, o julgamento do processo apenas começou, mas o gesto de Joaquim Barbosa, relatando o julgamento histórico, colocou o Supremo Tribunal Federal, e por meio dele todo o Judiciário, no centro das decisões políticas do país.

 

Tanto quanto o prestígio do ministro Joaquim Barbosa, cresceu em 2007 a polêmica em torno do papel do Judiciário no cenário político e a respeito de divisão de poderes na República. Com efeito, o Judiciário soube ocupar os vazios institucionais abertos pela crise que abala os alicerces do Legislativo, começando pelo mensalão e terminando, por ora, com o escândalo Renan Calheiros.

 

O avanço do Judiciário na seara política deu-se não apenas ao amparo da Constituição Federal como também respondeu a seguidos apelos dos próprios políticos. E se deu numa medida muito mais ampla do que a espetacular abertura do processo do mensalão pode sugerir.

 

Mandado de injunção

Assim, o Supremo passou a usar com mais contundência e freqüência o Mandado de Injunção, dispositivo previsto no inciso LXXI do artigo 5° da Constituição e que é concedido “sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania”. Com o Mandado de Injunção, o Judiciário pode determinar que o Legislativo regulamente um dispositivo. Pode também dar as diretrizes para que o direito não regulamentado seja exercido, até que o Legislativo faça a sua parte.

 

Em maio, o Supremo declarou mora do Congresso Nacional em regulamentar o aviso prévio proporcional. No mesmo mês, concedeu um prazo de 18 meses para que o Congresso aprove lei que regulamente a criação de novos municípios. Se a lei não for aprovada até o fim deste prazo, os municípios criados depois de 1996 poderão ser declarados inconstitucionais em dois anos.

 

Em outubro, os ministros foram ainda mais longe e estabeleceram que, enquanto o Congresso não se manifestar sobre a matéria, fica valendo para os servidores públicos a legislação que regulamenta o direito de greve dos trabalhadores privados. Para o ministro Celso de Mello, o atraso de 19 anos para regulamentar um direito constitucional “traduz incompreensível sentimento de desapreço pela autoridade, pelo valor e pelo alto significado de que se reveste a Constituição Federal”.

 

Prova de fidelidade

Mas a grande intervenção política do Judiciário, aquela que deve gerar mais conseqüências, foi feita com menos alarde. Ao dizer que o mandato dos eleitos para ocupar cargos públicos pertence aos partidos e não às pessoas físicas que ocupam estes cargos, o Tribunal Superior Eleitoral, primeiro, e o STF em seguida e definitivamente, instituíram o princípio moralizador da fidelidade partidária na política brasileira. Também neste caso o Supremo ocupou o vazio criado pelo legislativo, mas desta vez não precisou recorrer ao Mandado de Injunção. Bastou dar sua interpretação ao texto Constitucional.

 

Neste caso, políticos contrariados e mal acostumados reclamaram da ingerência do Judiciário nas lides parlamentares e executivas, mas abusaram dos recursos à Justiça para resolver querelas que eles próprios criaram.

 

Fazer ou não sessões e votações secretas no Congresso é questão que diz respeito ao regimento interno e às práticas parlamentares, que deveria ser resolvida pelos congressistas, mas esta foi uma das causas que fez senadores e deputados pedirem socorro à Justiça em 2007. Na pauta do STF aguardam decisão outras causas de natureza genuinamente legislativa e política, como a verticalização nas eleições e a cláusula de barreira. Quanto mais o Congresso se perde em suas próprias contradições, mais trabalho dá ao Judiciário.

 

Divisão de poderes

Nem o Executivo, na figura do presidente da República e sua fúria legiferante, via Medida Provisória, ficou imune ao controle do Judiciário. Antes que o ano terminasse, o Supremo deu mais um puxão de orelhas na classe política quando declarou inconstitucional a tramóia do Executivo de revogar MPs para destrancar a pauta de votações e depois voltar a editar a mesma MP como se nada tivesse acontecido.

 

Em setembro, para destrancar a pauta da Câmara para a votação da CPMF, o governo revogou a MP 379, que prorrogava o prazo para registro de armas até dezembro. Com a retirada da medida, o texto original do Estatuto do Desarmamento, que fixava o prazo até junho, voltou a vigorar. Dois dias depois, outra MP, a de número 394, foi editada sobre a mesma matéria, com pequenas modificações O mesmo estratagema foi usado com outras duas MPs.

 

O PSDB, PPS e DEM pediram socorro ao Supremo movendo três Ações Diretas de Inconstitucionalidade contra a reedição das três MPs. Para o ministro Carlos Britto, ao revogar a MP o Executivo está assumindo o papel do Legislativo, a quem cabe aprovar ou rejeitar as normas. Para o ministro Marco Aurélio, a atitude do governo foi um “drible na Constituição”. O artifício foi também qualificado como fraude pelo ministro Cezar Peluso. E o ministro Gilmar Mendes chamou a atenção para a armadilha do parágrafo 10 do Artigo 62 da Constituição, que ao pretender acelerar a votação das MPs, determinando o trancamento da pauta, acaba atrasando a votação também de outras matérias de interesse do governo.

 

Mas neste ponto, já era um membro do Judiciário tentando suprir a falta de idéias do Legislativo e do Executivo. Assim, não é de se estranhar que Joaquim Barbosa, o homem do ano, tenha sido proposto como candidato a presidente do Brasil. Pensando bem, é melhor que ele fique onde está. Como juiz, terá muito mais oportunidade de fazer boas coisas, inclusive políticas, para o país.

 

Revista Consultor Jurídico, 2 de janeiro de 2008


Consultor Jurídico


Sobre o autor

Maurício Cardoso: é diretor de redação da revista Consultor Jurídico


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Consultor Jurídico

Você saberia reconhecer se um site é seguro ?

Fonte: DNT - O Direito e as novas tecnologias


22-12-2007

Você saberia reconhecer se um site é seguro ?

 

Confira as valiosas dicas da Certisign sobre como os usuários podem reconhcer se estão acessando um site seguro e não caia em armadilhas....

 

Para ter certeza de que uma página é segura não basta verificar se existe um certificado de servidor, ou seja, não basta à presença do cadeado fechado na barra de seu navegador.

 

Para sua segurança, preste atenção a dois detalhes fundamentais:

 

1. Ao clicar no cadeado, verifique se o certificado exibido, foi emitido para o mesmo endereço da página onde você está.


2. Confira no certificado se ele foi emitido por uma autoridade certificadora confiável.

Para emitir um Certificado de Servidor a Certisign, assim como a VeriSign e suas afiliadas, realiza rigorosa validação de dados para conferir a propriedade do domínio para o qual o certificado será emitido. Se a empresa solicitante não tiver a propriedade do domínio deverá apresentar procuração da proprietária autorizando o gerenciamento do certificação digital para aquele domínio.

 

Outras autoridades certificadoras, de segundo e terceiro níveis, emitem o certificado de servidor sem nenhum processo de validação de dados de propriedade de domínio.

 

Não confie em certificado emitido por uma autoridade certificadora sem reconhecimento público porque ele pode ser clonado ou emitido para por uma terceira pessoal para uso indevido chegando a ações criminosas.

 

Reconhecer um site seguro é muito fácil. Basta prestar atenção nestes detalhes:

 

1. Verifique na barra de endereços se o site utiliza o protocolo https. Basta conferir se o endereço começa com https.

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2. No rodapé da página, confira o cadeado à direita.

imgsiteseguro02.jpg

3. Clique 2 vezes no cadeado para exibir o certificado de segurança...

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... onde devem constar a validade (Válido de: 12/08/2002 até 27/08/2003, no exemplo), a quem foi atribuído (Emitido para: www.certisign.com.br, no exemplo) e a entidade certificadora (Emitido por Secure Server Certification Authority, no exemplo).

 

4. Confira se o endereço da página que você está acessando é o mesmo do campo "emitido para" do certificado.



DNT - O Direito e as novas tecnologias: Você saberia reconhecer se um site é seguro ?

 

IDG Now! - Os 10 álbuns mais vistos do ano

Fonte:

http://www.idgnow.com.br

Internet > Mídia Digital

Os 10 álbuns mais vistos do ano

(http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/12/20/idgnoticia.2007-12-20.0994191874)


Por Redação do IDG Now!

Publicada em 27 de dezembro de 2007 às 07h00

São Paulo - Dos celulares mais bonitos e aos USB mais bizarros. Confira os álbuns mais vistos.


2007_albuns_mais_88O ano de 2007 contou com produtos de encher os olhos de qualquer um, também com outros tão estranhos que atiçam a curiosidade.


Imagens do filme 'Transformes,' dos cobiçados iPhone e iMac, produtos luxuosos ou mesmo os USBs mais estranhos do mercado estão entre os álbuns mais visitados pelos leitores do IDG Now! este ano. Veja a seleção:


1. 10 celulares bonitos
O blog Fosfor.se, um dos mais influentes da Europa, fez sua lista. Será que você concorda?


2. Imagens do Google Earth
Com o software do Google é possível encontrar as imagens mais inusitadas do planeta.


3. Falsos iPhones
Conheça alguns dispositivos que se esforçaram para se parecer com a inovação da Apple.


4. Maior máquina do mundo
Maior acelerador de partículas do mundo é capaz de recriar condições semelhantes após o Big Bang.


5. Rivais do iPhone
Conheça os aparelhos que podem desafiar o potencial do celular da Apple.


6. A história do celular
Você já viu foto do primeiro celular? Acompanhe a evolução do portátil nesta galeria de fotos.


7. Filme Transformers
Veja as imagens de Transformers, brinquedos que chegaram às telas do cinema.


8. Produtos de luxo
Confira gadgets e hardware que utilizam materiais nobres, como cristais, diamantes e ouro.


9. Novo iMac
Novo iMac é feito em vidro e em alumínio com disco de 1 Terabyte. Veja fotos.

10. USB Bizarros 2

Dispositivos úteis e até inúteis que podem ser conectados às portas USB do seu PC.


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IDG Now! - Melhores e piores

Fonte:

B2U

Stelleo Tolda é diretor-presidente do MercadoLivre.com

Publicada em 21 de dezembro de 2007 às 14h10

Atualizada em 27 de dezembro de 2007 às 10h24


http://www.idgnow.com.br

Mercado > Colunistas > B2U

B2U

Stelleo Tolda é diretor-presidente do MercadoLivre.com


Melhores e piores

(http://idgnow.uol.com.br/mercado/b2u/idgcoluna.2007-12-21.4544444526)

Publicada em 27 de dezembro de 2007 às 08h00

Atualizada em 27 de dezembro de 2007 às 10h24


Stelleo Tolda avalia quem marcou e quem perdeu pontos no mercado de TI em 2007.

 

É tempo de fazermos um balanço do ano que passou. Assim sendo, fiz uma lista dos melhores e piores itens ligados à internet e ao mundo digital. A lista tem apenas a intenção de apontar os destaques e os fiascos do ano. Nada mais.

 

Vamos aos melhores do ano:

Notebooks foram uma sensação em 2007. Segundo dados da Abinee, dos 10 milhões de computadores vendidos, 2,1 milhões, foram notebooks. A redução do preço e a sofisticação do comportamento do usuário impulsionaram o aumento nas vendas. Vale também mencionar os laptops de baixo custo para os alunos de escola pública. Inclusão digital e educação.

 

Facebook - A rede de relacionamentos mais acessada cresce significativamente chamando a atenção de gigantes e desenvolvedores.

 

Entrada das classes C, D e E na rede e também no comércio eletrônico – em função da expansão do crédito e do barateamento do preço dos PCs. As classes C, D e E juntas somam 3.185 milhões de consumidores com renda familiar mensal de menos de 2.836 reais em São Paulo, ao passo que as classes A e B têm mais de 1,8 milhão de pessoas aptas a comprar pela internet.

 

iPhone - no que diz respeito ao produto em si, considero-o revolucionário com sua interface que incorpora gestos para abrir, fechar, mover objetos etc.

 

Web 2.0 - definitivamente os conceitos de colaboração, participação e criação coletivas caíram no gosto popular e no dia-a-dia de indivíduos e organizações.

 

Google Maps - mapeamento e informações sobre empresas, locais dos estabelecimentos e informações para contato. Um produto dos nossos tempos auxiliando nas tarefas off-line.

 

BlackBerry - a era da convergência se consolidou. Mobilidade, acesso à informação, conveniência, velocidade e praticidade cada vez mais concentrados em um aparelho único.

 

Agora, os piores:

 

Windows Vista - apesar da expectativa, a adoção é lenta e as vendas ficaram abaixo do esperado.


Set-top box - muito se fala sobre a TV Digital, sobre a melhoria da qualidade da imagem, porém, ainda não se deram conta é de que a maioria ainda tem TV de tubo, que é incompatível com o conversor. Além disso, o governo federal prometeu o aparelho a 200 reais. Sabemos que o preço está muito acima disso...

 

iPhone -  apesar de tê-lo colocado como um dos destaques do ano, também o deixo entre os piores destacando a estratégia de lançamento da Apple que mais uma vez ignorou o nosso mercado, o sexto maior poder de compra do mundo, de acordo com o Banco Mundial.

 

Zune - o tocador de MP3 da Microsoft, lançado no fianl de 2006, ainda não conseguiu fazer frente ao iPod.

 

Rádio digital - os projetos para melhorar a qualidade da AM e da FM ficam para 2008, apesar das promessas para 2007.

 

Mobile Payment - ainda não temos a adesão necessária para grandes projetos de pagamento móvel. Poucas empresas têm iniciativas tímidas. Estamos torcendo para a iniciativa se expandir.

 

Mobile banking - por falta de padrão o serviço que promete facilitar ainda mais o acesso remoto aos bancos ainda não decolou.

 

E, claro: que em 2008 tenhamos muitos mais sucessos ligados ao mundo digital para celebrar do que fiascos.

 


Stelleo Tolda é diretor-presidente do MercadoLivre.com desde o seu lançamento em 1999, e também editor do blog MLOG.


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IDG Now! - Década digital

Fonte:

IDG Now! » Internet » Colunistas » Web Marketing

Colunistas

Web Marketing

Especialistas do Interactive Advertising Bureau Brasil (IAB Brasil) debatem a mídia online

Publicada em 08 de janeiro de 2008 às 16h48

Atualizada em 08 de janeiro de 2008 às 17h27


http://www.idgnow.com.br

Internet > Colunistas > Web Marketing

Web Marketing

Especialistas do Interactive Advertising Bureau Brasil (IAB Brasil) debatem a mídia online


Década digital

(http://idgnow.uol.com.br/internet/web_marketing/idgcoluna.2008-01-08.1254303139)

Publicada em 08 de janeiro de 2008 às 16h53

Atualizada em 08 de janeiro de 2008 às 17h27


Estamos preparados para a comunicação digital com o consumidor?

Por Marcelo Coutinho

 

Na virada de 1999 para 2000, só se falava de “década digital” que viria com a chegada do milênio. Nas televisões, jornais, revistas e outdoors, pipocavam anúncios de provedores gratuitos, provedores americanos desembarcando no país “para ensinar os brasileiros a usar a Internet” etc. Era uma euforia impulsionada pela especulação financeira e pelo desconhecimento das reais capacidades do meio.

 

O fim da bolha não foi o fim da Web, mas sim uma “pausa” para ajustar modelos de negócios e fluxo de investimentos ao aprendizado sobre a nova tecnologia e sobre seus usos por parte dos consumidores. Fenômenos semelhantes ocorreram com o aparecimento do telégrafo, do rádio e da televisão. E servem para lembrar que uma mídia dificilmente “acaba” com a outra, mas que novas mídias crescem e se ajustam em um processo de “simbiose” e sobreposição com as mídias já existentes.

 

A história se repete. Marx fez esta observação em um contexto diferente, mas igualmente adequado para o que aconteceu com a Web nos últimos 2 anos. Passada a “bolha” e a “depressão” (quem trabalha neste setor sabe como foi difícil o período de 2002/2004), aumentou a integração da Web com a vida cotidiana (não mais uma plataforma para distribuição de conteúdo, mas também de comunicação, expressão e relacionamento), seu uso por parte da população em geral e sua integração com a estrutura produtiva –no nosso caso, a cadeia da comunicação mercadológica: anunciantes, veículos, agências e institutos de pesquisa.

 

Comecemos pelos consumidores. “Nunca antes na história deste país...” tanta gente comprou computadores. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) foram vendidos em 2007 mais de 10 milhões de computadores, um crescimento de 23% sobre o ano anterior, que já registrara um recorde (em 2006, o crescimento foi de 46% sobre 2005).

 

Os brasileiros compraram mais computadores do que televisores.  Ao mesmo tempo, o IBOPE/NetRatings, informa que o Brasil passou o ano todo na liderança do tempo de uso da Internet nos domicílios: foram cerca de 22h mensais em média, superando potências como Estados Unidos, Japão, França e Inglaterra.

 

A questão que fica para 2008: como estes novos internautas irão utilizar a rede? Na sua maior parte são consumidores de classe C, usuários de “primeira viagem”, que compraram um micro com acesso por causa da pressão dos filhos e na expectativa de contribuir para a educação e empregabilidade dos mesmos. Quais os conteúdos, serviços e formatos mais adequados para interagir com este público, e como o uso da rede vai influir no consumo de outras mídias, notadamente a TV aberta?

 

Mas os consumidores são apenas parte da história. E os anunciantes? Percebi, ao longo de 2007, um interesse crescente não somente na utilização da rede como veículo (ou seja, para campanhas baseadas em banners e outros formatos derivados da noção de “compra de espaço”), mas também em temas como redes sociais, blogs, games, virais etc.


Com a digitalização das relações sociais, existe espaço para as marcas se inserirem nos relacionamentos das pessoas, da mesma maneira como elas se inserem no relacionamento entre as pessoas e os veículos de comunicação.

 

É claro que neste processo, os anunciantes correm um risco de “perderem o controle” sobre suas marcas. Ou realizarem algumas experiências frustrantes (há quanto tempo seu avatar não aparece no Second Life?). Mas se não participarem deste espaço, não terão muita coisa para controlar quando as crianças e jovens de hoje ingressarem no universo do consumo na próxima década (como mostrou um interessante estudo da Associação Européia de Publicidade Interativa). Portanto, quanto mais acelerado este aprendizado, melhor.

 

As questões sobre como fazer isso acontecer não são poucas, nem simples. Envolvem desde temas operacionais (como medir o impacto de uma ação neste terreno? Como assegurar um monitoramento adequado?) até temas éticos: é “certo” uma marca participar de uma conversação “privada”? Os consumidores aceitarão isto de bom grado? Quais as implicações jurídicas se os consumidores sofrem algum dano por participar de uma comunidade fundada por uma marca ou “espalhar” um viral? Estas questões precisam começar a ser enfrentadas em 2008.

 

No meio desta conversação digital entre anunciantes e consumidores, estão as agências. Como o crescimento dos investimentos na rede, as estruturas analógicas das agências tradicionais terão que ser revistas para a maior agilidade exigida pelo meio digital. As agências de publicidade foram concebidas para um mundo em que os custos de agenciar a publicidade eram muito altos, daí sua viabilidade econômica (os custos de coordenação). Ainda hoje elas ganham mais com a intermediação do que com a criação. Como manter esta fórmula em um meio que se caracteriza exatamente pela “desintermediação”?

 

O custo de coordenação na Web permanece muito elevado, se é para utilizar o meio de maneira inteligente. Ao mesmo tempo, o custo do “relacionamento” é baixo (e consequentemente, a comissão da agência). Conciliar estas tendências leva tempo dentro de estruturas organizacionais tradicionais, por isso 2008 deve ser marcado por uma maior aproximação (ou incorporação) dos profissionais e agências “digitais” com os grupos tradicionais.

 

A década digital começa agora. Sua empresa está preparada?


Marcelo Coutinho é diretor de Análise de Mercado do IBOPE Inteligência e co-autor do capítulo “As Novas Mídias e as Eleições”, no livro “A Mídia e as eleições de 2006”, recém-lançado pela Fundação Editora Perseu Abramo. E-mail: marcelo.coutinho@ibope.com.br


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IDG Now! - 7 tecnologias quentes para 2008

Fonte:

Colunistas

TI Corporativa

Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting e CEO da DOM Strategy Partners

Publicada em 20 de dezembro de 2007 às 17h37

Atualizada em 03 de janeiro de 2008 às 10h24


7 tecnologias quentes para 2008


http://www.idgnow.com.br

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TI Corporativa

Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting e CEO da DOM Strategy Partners


7 tecnologias quentes para 2008

(http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/ti_corporativa/idgcoluna.2007-12-20.4478217992)

Publicada em 03 de janeiro de 2008 às 08h00

Atualizada em 03 de janeiro de 2008 às 10h24


7 Hot Techs aponta as principais tendências tecnológicas a se acompanhar a partir deste ano.

Por Daniel Domeneghetti

2008_tecnologia_corporativa_88Anualmente, o TechLab (laboratório de pesquisas e análise de tecnologias) da E-Consulting Corp. divulga o estudo anual “7 Hot Techs”, que aponta as principais tendências tecnológicas a se acompanhar nos anos futuros.

 

Como coordenador do estudo, sempre reforço aos analistas, pesquisadores e consultores de nossa equipe que procurem selecionar as tecnologias e conceitos tecnológicos que, apesar de no momento poderem ser mercadologicamente imaturas, comercialmente inviáveis ou até mesmo tecnologicamente incompatíveis, certamente serão aquelas que, em dois ou três anos, irão impactar radicalmente na forma como as empresas, seus negócios, relacionamentos e processos corporativos serão conduzidos a partir de então. Portanto, radar nelas.

 

São tecnologias às quais recomendamos que os CIOs, CTOs e até CFOs e CEOs comecem a acompanhar a partir de agora, para que suas empresas se mantenham competitivas no futuro. Assim, não são tecnologias para adoção imediata, mas sim para estudo imediato sobre potencial adoção no médio-prazo e sobre como fazer isso, quais suas implicações, restrições, benefícios etc.

 

Isto posto, vamos às tecnologias e conceitos tecnológicos que selecionamos para 2008:

 

1) User-Oriented Meta Component Application Frameworks - termo utilizado para designar os frameworks totalmente transparentes, auto-integráveis, componentizáveis e implementáveis, delineados sob o prisma  do usuário final. Estes frameworks são compostos por tecnologias de diferentes padrões e naturezas, porém com alto grau de interoperabilidade e performance casada. Eles serão os novos sistemas (de gestão, comunicação, transação etc.) do futuro.

 

2) TI como Processo - primeiro a tecnologia substituiu processos por softwares de gestão, tais como ERP (Enterprise Resource Planning) e CRM (Customer Relationship Management). Depois, integrou etapas de diferentes processos e diferentes atores em cadeias eficientes. Agora, a Tecnologia da Informação reescreve os processos corporativos a partir de sua redefinição via SOA (Service Oriented Architecture). A mudança central deste ponto em diante, portanto, será passar a desenhar os processos nativamente a partir de TI, uma vez que TI corporativa, cada vez mais, será processo desde sua gênese.

 

3) CDO (COO + CIO) - Chief Delivery Officer, a fusão do COO (Chief Operation Officer) com o CIO (Chief Information Officer). Com a evolução de TI e processo para praticamente a mesma coisa e com o renascimento do papel do CTO, que agora deverá cuidar de infra-estrutura em geral (segurança, conectividade, hardware, eletricidade, facilidades, máquinas etc.), o papel do COO e do CIO tendem a se confundir fortemente. Desta forma, as funções se consolidam em conduzir processos e entregar a performance esperada pela empresa em seus diversos negócios. Vale lembrar que conduzir processos, cada vez mais será pilotar a performance, sob a ótica de negócios, dos sistemas e aplicativos de TI.


4) InterneTI - A Internet vem se tornando o principal celeiro de desenvolvimento das aplicações corporativas, tanto de infra-estrutura, como de operação. E isso será cada vez mais verdade, uma vez que convergência, mobilidade, interoperabilidade e segurança vêm tornando este tipo de abordagem mais e mais eficiente. Daí, haverá grande tendência a se construir “fora” da empresa boa parte dos aplicativos e sistemas corporativos (endossando tendências como TI Serviço, TI Utility etc.), bem como de se pilotar boa parte da operação de TI da empresa (armazenamento, segurança etc.), endossando tendências como outsourcing.


Outro ponto é que naturalmente os sistemas corporativos tenderão a ser, em alguns casos, 100% baseados em web de início, o que transformará, no limite, todas as empresas em elos de uma rede integrada maior de sistemas em operação transacionando informações. A isto, damos o nome de multistakeholder integration network, ou seja, a teia de agentes econômicos integrados que será a cara do mercado colaborativo/competitivo nos próximos anos.

 

5) Consumidor 2.0 - Este processo de desenvolvimento da multistakeholder integration network, somado à evolução das redes sociais, das ferramentas 2.0, da convergência total de mídias e dos modelos colaborativos criará as chamadas Learning Web Networks, pilotadas pelos consumidores 2.0 -consumidores geradores de mídia, processo hoje ainda na maternidade.


Com sua atuação propositiva, crítica, transformadora e vigilante, estes consumidores acabarão sendo catapultados a se integrar efetivamente às redes colaborativas de desenvolvimento de produtos e serviços das próprias empresas.

 

6) Knowledge Components - Da mesma maneira que aplicativos de TI e softwares em geral se transformaram em componentes replicáveis e com forte apelo de usabilidade, o conhecimento em si também será formatado em componentes agregáveis, beneficiáveis e comercializáveis, verdadeiros pacotes de output transacionados de usuário para usuário, agregados em redes interdependentes.

 

7) GAI-TI (Gestão de Ativos Intangíveis de TI) - É sabido que TI responde por boa parte dos investimentos anuais das empresas, mas que, por outro lado, caracteriza-se por ser um investimento cujo resultado, à exceção de modelos de redução de custo por substituição, é de natureza mormente intangível, já que está ligada à elementos como ganhos de performance, modelo de negócio, conhecimento, inovação etc.


Desta forma, e para se balizar a discussão com CFOs, CEOs, conselhos e acionistas, caberá ao CIO ser capaz de provar o valor gerado pelos investimentos feitos em TI, principalmente quando o efeito prático perceptível destes investimentos estiverem ligados à perenidade competitiva da empresa (portanto, de médio-longo prazo).

 

Por fim, outras tecnologias, como SOA, Convergência e Mobilidade, Personal Knowledge Management e Gestão do Capital Tecnológico (GCT), já apontadas em anos anteriores por nossos estudos, também estarão no palco principal das discussões de TI em 2008.

 

Daniel Domeneghetti é CEO da DOM Strategy Partners®, sócio-fundador da E-Consulting® Corp. e coordenador do TechLab® ECC, que edita anualmente o 7 Hot Techs®. E-mail: dd@ec-corp.com.br


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