sexta-feira, maio 02, 2008

Sinopse 02/05/2008 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás

 

02/05/2008

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Gazeta Mercantil
Valor Econômico
Estado de Minas
Outros Jornais
Revistas

 

JORNAL DO BRASIL

 

- Investimentos no Brasil duplicarão

- A elevação a grau de investimento vai, no mínimo, duplicar o volume de recursos externos atraídos pelo Brasil. Analistas ouvidos pelo correspondente do JB em Nova York, Osmar Freitas Jr., prevêem que mais de US$ 60 bilhões serão captados dos americanos. Na onda da credibilidade do país, o Banco Mundial pôs US$ 7 bilhões a disposição até 2011 para financiar projetos de infra-estrutura. Enquanto a Bovespa comemora a melhor rentabilidade do mundo, o agronegócio teme que o ingresso e capital valorize o real, prejudicando os exportadores. (págs. 1, Economia A17 a A19)

- As duas principais centrais sindicais do país, CUT e Força Sindical, unidas, reivindicam a redução da jornada de trabalho e 44 horas semanais no país. A proposta, que fez parte das comemorações do Dia do Trabalhador, ontem, em São Paulo, tem o apoio do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que pretende negociá-la com os empresários. (págs. 1 e A3)

- A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) vai contestar, no Supremo Tribunal Federal (SFT), a medida provisória do governo que eleva, de 9% para 15%, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as instituições financeiras. A Câmara dos Deputados aprovou o aumento terça-feira - decisão que será apreciada agora pelo Senado. (págs. 1 e A2)

 

FOLHA DE SÃO PAULO

 

- Exportadores temem invasão de dólares

- Exportadores temem que a elevação do Brasil ao grau de investimento - que indica segurança para investir no país - pela agência Standard & Poor's prejudique o setor e até torne negativo o saldo da balança comercial brasileira no ano que vem.

A avaliação da agência favorece a entrada de mais capital estrangeiro no país, o que resultará n valorização do real em relação ao dólar.

Com isso, os produtos exportados pelo Brasil terão mais dificuldade para competir no mercado externo. "Foi ótimo para o Brasil e péssimo para o comércio exterior", avalia José Augusto de Castro, da AEB, a associação de exportadores do país.

Para o setor, será necessário diminuir a taxa de juros. Já Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, acredita que o grau de investimento não deve se traduzir em aumento significativo da entrada de capital externo no país ou pressão maior sobre o câmbio. (págs. 1, B1 e B2)

- O imposto sindical, equivalente a um dia de salário do trabalhador, gera acirrada disputa entre as centrais pela filiação de sindicatos.

Para receber os recursos, as centrais têm de comprovar representatividade, medida, entre outras coisas, pelo número de sindicatos filiados. As que conseguirem poderão abocanhar 10% da arrecadação, ou R$ 100 milhões, segundo especialistas.

O maior alvo das centrais são 4.046 sindicatos sem filiação, mas os demais também são cooptados. (págs. 1 e B6)

- A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais foi a maior reivindicação das centrais sindicais no 1º de Maio. Nos festejos, elas tentaram recolher 1 milhão e assinaturas para propor projeto de lei nesse sentido. As comemorações em SP reuniram 1,7 milhão de pessoas, segundo a Força Sindical. (págs. 1 e B5)

- Editoriais - Leia "Bons companheiros" acerca do hábito presidencial de minimizar desvios de conduta; e "o fator Wright". (págs. 1 e A2)

- O grau de investimento alcançado pelo Brasil vai reforçar o interesse dos grandes investidores internacionais. A entrada de capitais tem permitido ao sistema bancário aumentar, sem riscos maiores, o prazos de seus financiamentos. Não tenho dúvida de que os juros reais voltarão a cair durante os próximos meses. (págs. 1 e B2)

- O tal "investment grade" mede só o risco que correm os investidores ao pôr dinheiro no país, e não o risco que correm os brasileiros no cotidiano ou no futuro. Não mede que o Brasil "perdeu a guerra" contra a dengue, como admite o governo. Nem o risco de sair às ruas de SP, Rio ou Belo Horizonte. (págs. 1 e A2)

- O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou a retomada do controle de quatro empresas do setor de hidrocarbonetos (petróleo e gás) e a nacionalização da maior telefônica do país.

A medida engloba campos onde se produz gás exportado para o Brasil. O anúncio foi feito três dias antes de referendo sobre autonomia no departamento e Santa Cruz, oposicionista. (págs. 1 e A8)

 

O ESTADO DE SÃO PAULO

 

- Ações brasileiras sobem até 9,72% na bolsa de NY

- A promoção dos títulos da dívida pública brasileira a grau de investimento não se esgotou na quarta-feira: ontem, com o mercado financeiro parado no Brasil por causa do feriado, ela continuou provocando altas significativas nas ações e empresas brasileiras negociadas n bolsa de Nova York, as chamadas ADRs. As ações da Goltiveram a maior alta, de 9,72%, seguidas pelas do Bradesco (8,10%), Braskem (7,70%), Vivo (6,22%) e Itaú (5,74%). Analistas consideram que as maiores beneficiárias do grau de investimento foram as empresas mais sensíveis aos juros, como bancos e companhias voltadas para a demanda doméstica, que devem se beneficiar da queda do custo de captação de recursos. A desaceleração econômica dos Estados Unidos e o fraco de muitas empresas americanas levaram investidores a olhar mais de perto as ADRs. Já as ações de Petrobras e Vale, normalmente preferidas do mercado, não tiveram bom desempenho, afetadas pela queda do preço de commodities ontem. (págs. 1 e B1 a B3)

- Para tentar segurar o PMDB na base aliada nas próximas eleições, o presidente Lula criou um "conselho permanente" para as consultas políticas com a cúpula do partido. Dois ministros fazem parte: Nelson Jobim, da Defesa, e Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional. O grupo já teve uma primeira reunião informal. (págs. 1 e A4)

- O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, classificou como adequado o reajuste no preço da gasolina e do diesel na refinaria (10% e 15%, respectivamente). "Não seria correto repassar ao mercado o aumento dos combustíveis a taxas semelhantes às elevações do petróleo", disse, pois a "eficiência do Brasil deve ser levada em conta. Gabrielli garantiu que não há mais reajustes a caminho. (págs. 1 e B6)

- O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, defendeu-se, ontem, durante as comemorações do 1º de Maio, das suspeitas de envolvimento num esquema de desvio e recursos públicos do BNDES. Disse que somente a imprensa conhece as acusações da citação de "um Paulinho" na investigação da Polícia Federal. (págs. 1 e A5)

- O Banco Mundial (Bird) aprovou ontem um plano e parceria com o Brasil que prevê empréstimos no valor de US$ 7 bilhões nos próximos quatro anos. É uma mudança radical nas relações da instituição com o País: em vez de empréstimos para o governo federal, passa a conceder empréstimos a Estados, em projetos que o Brasil indicar como prioritários. O relacionamento mudou porque os governos estaduais sanearam suas finanças. (págs. 1 e B3)

- Notas e informações: Para manter o grau de investimento, o País precisa, dia a Standard & Poor's, de mais mudanças econômicas, como reduzir o custo Brasil, simplificar impostos e baixar taxas de importação. (págs. 1 e A3)

- Faculdades autônomas foram melhores na prova do Enade. (págs. 1 e A12)

 

O GLOBO

 

- PF diz que Paulinho recebeu propina o escândalo BNDES

- O relatório da Polícia Federal sobre o escândalo de desvio de recursos do BNDES, enviado à 2ª Vara Criminal de São Paulo, diz que o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), recebeu R$ 325 mil de propina para intermediar um empréstimo de R$ 124 milhões do BNDES para a prefeitura de Praia Grande (SP). Segundo a PF, o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), repassou R$ 2,6 milhões à quadrilha em troca da aprovação de financiamento de R$ 124 milhões. O dinheiro, diz a PF, foi dividido em partes iguais entre 8 pessoas, inclusive Paulinho. (págs. 1, e e 4)

- Na festa de 1º de Maio organizada pela CUT, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A festa da Força Sindical foi esvaziada pelas denúncias contra Paulinho. (págs. 1 e 5)

- Estudo da Unesco mostra as desigualdades econômicas na educação: entre os 20% mais ricos, 77,2% freqüentam o ensino médio, contra apenas 24,5% dos mais pobres. No ensino superior, 40,4% dos mais ricos estudam, e somente 0,8% dos mais pobres. (págs. 1 e 13)

- Durante as negociações com a Petrobras para autorizar o aumento de 10% da gasolina, o governo informou que não deseja novos reajustes em 2008. Além do risco inflacionário, a idéia é evitar desgaste em ao eleitoral. (págs. 1 e 28)

- Como reflexo da elevação do Brasil a país com grau de investimento, títulos da dívida externa e papéis de empresas brasileiras negociadas em Nova York tiveram ontem desempenhos expressivos, O Global 40, título mais líquido, atingiu seu recorde. Algumas companhias, por sua vez, registraram altas superiores 5%. O Banco Mundial anunciou US$ 7 bilhões para o país. (págs. 1, 27 e 28)

 

GAZETA MERCANTIL

 

- Grau de investimento atrairá recurso externo

- O grau de investimento concedido pela Standard & Poor's ao Brasil, na última quarta-feira, vai promover um aumento da participação de fundos "private equity" (de participação direta) nas companhias brasileiras. Essa participação deverá ser recorde neste ano, segundo especialistas no setor. Estima-se que nos últimos dois anos os private equity captaram de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões para investir em aquisições de empresas no País. Em 2008, o valor poderá aumentar entre 30% e 40%, projeta o sócio da Ernst Young Carlos Asciutti. "Com o grau de investimento, os private equity poderão captar recursos de fundos de pensão norte-americanos para investir no Brasil", afirma. Com a nova classificação de risco, o Brasil passa a fazer parte do grupo de países considerados seguros para investir e fica em condições de igualdade em relação aos seus principais concorrentes nos mercados emergentes - a Rússia, a China e a Índia. A classificação, que passou de BB+ deu BBB-, representa o primeiro degrau na escala dos países bons para investir. Várias empresas brasileiras já receberam o grau de investimento de agências de risco. As primeiras foram a mineradora Vale do Rio Doce e a indústria de bebidas Ambev. Para Júlio Gomes de Almeida, consultor do Iedi, boa parte dos benefícios do grau de investimento já havia sido antecipada e a vinda de recursos para o setor produtivo irá fortalecer as áreas industrial e de serviços. (págs. 1, E1 A E8)

- A elevação do Brasil ao grau de investimento (investment grade) é a mais relevante - e bem-vinda - notícia econômica que oPaís poderia receber desde a estabilização da moeda e o advento do Real em meados da década de 90. Tanto mais por dar-se em meio à preocupante turbulência que há meses sacode mercados ao redor do mundo.

Com a promoção, o Brasil passa a destino privilegiado de novas e pujantes fontes de liquidez da economia global - fundos de pensão, seguradoras, etc. Reforçada com a boa nova, a economia brasileira deverá receber em 2008 o maior fluxo de Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs) de sua história.

Mais do que motivo de celebração, o grau de investimento é, a um tempo, um rito de passagem e uma janela de oportunidade. Nenhuma economia vertebrada à globalização pode dar-se ao luxo de

não gozar de bom conceito junto a classificadores de risco. Ainda que a credibilidade de agências, como a Standard & Poor's, tenha se abalado ante a recente crise da economia norte-americana, os efeitos da promoção - mesmo os de natureza psicológica - sobre investidores e outros tomadores de decisão serão dos mais benéficos para o País.

Muitas razões alicerçaram o investment grade. A vitalidade das exportações nos últimos cinco anos, o encolhimento da dívida soberana, o profissionalismo na condução do Banco Central. A modernização, enfim, por mais tardia e incompleta, das relações capitalistas no País.

O cenário externo favorável, contemporâneo a grande parte da presidência Lula, aguçou um voraz apetite mundial por commodities. Animaram-se as perspectivas para o Brasil como potência energética. Convergem, assim, forças que deslocam o Brasil ao centro do interesse econômico mundial.

Há seis anos, muitos acreditavam no derretimento da base monetária - à semelhança do que ocorrera na Argentina um ano antes. O economista-chefe do banco Bear Stearns augurava, em 2002, que o Brasil declararia moratória antes mesmo do pleito que levou Lula à Presidência da República. Na última quarta-feira, o Brasil recebeu o grau de investimento. O Bear Stearns encontra-se varrido do mapa pela crise dos subprimes.

Ao lado da diminuição dos juros internos e da grande chance para as tão necessárias reformas fiscal e trabalhista, o momento é de novo desafio. Romper práticas e legislações que ainda fazem do País um dos mais difíceis lugares do mundo para a realização de negócios.

Se o governo não calçar o "salto alto" do grau de investimento e juntar-se à sociedade na simplificação da vida empresaria l, o Brasil pode rumar firme para a obtenção do "business grade". E consolidar-se, ao lado de China, Índia e Rússia, no quadro dos novos protagonistas econômicos do século XXI.

- Com a obtenção do grau de investimento e o aumento do diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos (EUA), os títulos de renda fixa devem ser os investimentos mais procurados por estrangeiros no curto prazo. As aplicações externas nesses papéis dispararam em março e somaram US$ 4,065 bilhões, valor 7,5% maior que o alcançado em março do ano passado. Segundo o diretor de investimentos do Safidié Private Banking, Otávio Vieira, a partir do momento que um país recebe o grau de investimento de no mínimo duas agências reconhecidas de classificação de risco, seus títulos de dívida soberana passam a integrar os principais benchmarks do mercado externo em renda fixa, como o índice do Lehman Brothers, Global Aggregate

Bond Index, e o World Govern ment Bond Index (WGBI) do Citigroup, que inclui os papéis mais líquidos do mercado de bônus, de países com grau de investimento. Além disso, a medida deve beneficiar os bônus de dívida de empresas brasileiras.

Para o diretor-presidente do BNP Paribas Asset Management, Marcelo Giufrida, com a perspectiva de aumento da Selic, hoje em 11,75%, em contraposição ao cenário de queda dos juros norte-americanos para 2% nesta semana, os investidores estrangeiros tendem a migrar para os títulos públicos brasileiros. Vieira destaca que a grande procura deve ser por papéis de longo prazo, com vencimento a partir de 2012. (págs. 1 e E5)

- A elevação do Brasil a grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, na quarta-feira, provocou uma corrida dos gestores para a reprecificação dos ativos brasileiros. A avaliação é de que o grau de investimento ainda não estava embutido no preço dos papéis, que vinham sendo negociados com desconto em relação aos ativos de outros mercados emergentes, disse o diretor-presidente do BNP Paribas Asset Management, Marcelo Giufrida.

A reprecificação será feita mesmo com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sendo a líder em valorização entre todas as bolsas do mundo neste ano, ao fechar abril com acumulado de 6,23%. A Bolsa deve se posicionar entre as principais apostas dos investidores institucionais estrangeiros, como fundos de pensão, seguradoras e hedge funds, que antes tinham limitações para investir no Brasil. (págs. 1 e E5)

- Ibama mantém embargo de 33 empresas do pólo gesseiro do Araripe (PE).(págs. 1 e A5)

- O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou ontem a expropriação de cinco empresas. Na Venezuela, Hugo Chávez fez

o mesmo com a siderúrgica Sidor. (págs. 1 e C12)

- Uma empresa boliviana é exemplo do potencial do microsseguro. O Banco Mundial estima em US$ 509 bilhões o mercado na América Latina. (págs. 1 e investnews.com.br)

- Paulo Skaf: O setor industrial é protagonista no processo de consolidação do Brasil como uma economia exportadora. (págs. 1 e A3)

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

- PF apura pagamento de propina a políticos.

- Investigado pela polícia federal cita a participação de "senador" e "ministro" em esquema de liberação de empréstimo do BNDES para prefeituras e empresas.(págs. 1 e 2)

- Além dos 8,8% no preço do diesel, o brasiliense corre o risco de pagar mais pela gasolina. Donos de postos do DF não descartam o aumento, apesar de o governo ter anunciado a redução de imposto para que a alta de 10% nas refinarias não chegue ao consumidor. (págs. 1 e 15)

- Brasil em alta forçará novas quedas do dólar.(págs. 1 e 14)

- Centrais defendem jornada de 40 horas. (págs. 1 e 13)

- Magistrados tentam impedir que 7 mil agentes políticos denunciados por improbidade administrativa sejam anistiados pelo STF. (págs. 1 e 6)

 

VALOR ECONÔMICO

 

- Setor privado já corta custos com o grau de investimento

- Para Renato Vale, presidente da CCR, uma das maiores concessionárias de rodovias do país, o Dia do Trabalho foi um feriado e tanto. A CCR, que conquistou em março a concessão de um trecho do Rodoanel de São Paulo, negocia financiamento de R$ 1,6 bilhão no mercado externo para pagar o governo de São Paulo. A promoção do Brasil a grau de investimento, na quarta-feira, vai reduzir o custo dessa captação em alguns milhões de dólares.

O caso da CCR mostra os benefícios imediatos da reclassificação do Brasil pela Strandard & Poor's. Além de aumentar o fluxo de recursos, essa promoção reduz os custos de capital e financiamentos para o setor privado. O próprio mercado já cuidou de expor os setores que devem ser mais favorecidos: construção, varejo e bancos. As ações da CCR, por exemplo, subiram 15,6% na quarta-feira, na Bovespa. Cirela e Gafisa, da área imobiliária, tiveram desempenho semelhante. No varejo, Lojas Renner avançou 14% e Cosan, que entrou no varejo de combustíveis com a compra da Esso, 15%. As ADRs dos dois maiores bancos privados brasileiros, Bradesco e Itaú, subiram ontem 8,1% e 5,7%, respectivamente, em Nova York.

A promoção do Brasil vai colocar o país no radar de muitos administradores estrangeiros, mas não deve provocar uma enxurrada de dólares de um dia para o outro. Fundos de pensão e outros investidores institucionais, embora fossem impedidos de aplicar no país antes do investiment grade, já haviam adotado normas mais flexíveis que permitiam aplicar em ações e outros papéis de países como o Brasil. O Calpers, maior fundo de pensão dos Estados Unidos, já tem US$ 885 milhões em ações de companhias brasileiras. Por outro lado, fundos mais conservadores podem exigir o grau de investimento de mais de uma agência para aplicar. "Fazemos revisões de nossa alocação a cada três anos e não mudamos rapidamente de posição", disse ao Valor Clark McKinley, do Calpers.

O índice de risco Brasil do JPMorgan caiu 8% nesta quinta-feira, para 207 pontos básicos. Analistas acreditam que o governo brasileiro poderá aproveitar a oportunidade para captar recursos no mercado externo, o que não faz desde que o início da crise nos EUA, em junho do ano passado. (págs. 1, C1 a C12 e D1)

- Maria Cristina Fernandes: imaturidade do PT par alianças tira suas chances de poder nos Estados. (págs. 1 e 5)

- A Procuradoria da Fazenda Nacional intensificou o uso de instrumento que reabre discussões tributárias já encerradas e ganhas pelas empresas. São as ações rescisórias que, nas contas da Fazenda, têm êxito de 80%. Em São Paulo foram ajuizadas 23 delas entre 2003 e 2006. Em 2007, foram 27 num ano só e, em Brasília, 35 desde 2006. O número é considerado alto porque em tese estes pedidos só são usados em casos excepcionais. O alvo das ações na maioria das vezes envolve valores milionários. A Lojas Americanas enfrenta rescisória na qual a Fazenda tenta reverter uso de créditos de IR. Ações contra Certisign e a Volkswagen rediscutem Cide e IPI, respectivamente. (págs. 1 e A3)

- As primeiras transações comerciais entre Brasil e Argentina em moeda local deverão começar a ser feitas entre agosto e setembro. Ainda em maio, os bancos centrais dos dois países iniciam testes do software com os bancos comerciais. (págs. 1 e A2)

- Só o milho escapou da onda baixista no mercado de commodities agrícolas em abril. Levantamento do Valor Data, baseado nos preços médios mensais dos contratos futuros mais líquidos, mostra que açúcar, café, cacau, suco, algodão, soja e trigo recuarem em relação a cotações de março. A queda é temporária: os preços não deverão entrar em queda livre em razão do cenário de longo prazo. A soja, com ganho de 76,6% em 12 meses, pode recuar de novo em maio, antes de um reaquecimento forte do mercado em junho e julho, diz Fernando Muraro, da AgRura. A cotação do trigo caiu em abril e está com viés de baixa. (págs. 1 e B14)

- A alta das cotações do açúcar no início do ano fez com que as usinas do centro-sul do país iniciem a colheita de cana da safra 2008/09 com pelo menos 90% da produção com os preços fixados. No mesmo período do ano passado, esse percentual era inferior a 50%. (págs. 1 e B14)

- Não se espere, no curto prazo, redução da taxa básica de juros (Selic) como decorrência do grau de investimento concedido ao Brasil. O Banco Central retomou o ciclo de aperto monetário em abril para reverter a expectativa inflacionária crescente, provocada pelo consumo. Essa situação não se alterou. A decisão da S & P, porém, deverá levar a economia a conviver, no futuro, com taxas de juros de equilíbrio mais baixas.

O presidente do BC, Henrique Meirelles, disse ao Valor que não se pode "singularizar" as decisões sobre taxa de juros. Segundo ele, não há garantia de que o grau de investimento vai apreciar a moeda. "O câmbio é um mecanismo de transmissão da política monetária, mas não o único", afirmou. Há outros fatores que determinam o câmbio: o real se apreciou nos últimos anos; o quadro das contas externas mudou; o Brasil cresce a taxas mais elevadas; e a economia mundial é mais instável. (págs. 1, A2 e C12)

- É voz corrente em La Paz o dito de que os bolivianos costumam se empurrar uns aos outros até a beira do precipício; aí, dão um passo atrás e começam tudo de novo. O referendo sobre o Estatuto de autonomia de Santa Cruz, marcado para domingo, parece confirmar essa idéia: o presidente Evo Morales eleva o tom contra os autonomistas e até parece que a Bolívia irá a uma guerra civil. Mas os empresários de Santa Cruz dependem da parte ocidental do país e Morales não teria força para uma intervenção militar.

Tudo indica que, ao final, irá prevalecer a negociação entre as duas partes. Ao menos até a próxima crise. (págs. 1 e A7)

- Bolívia e Equador estatizam empresas de petróleo e telefonia. (págs. 1 e A7)

OUTROS JORNAIS

 

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Dengue - achados mais de seiscentos novos focos.

- Agentes e saúde do Recife descobriram, só ontem, 626 novos focos da doença em visita a 263 municípios. Na Policlínica Agamenon Magalhães, em Afogados, movimento de pacientes foi intenso. (pág. 1)

- Dia do Trabalho - muita festa e protestos. (pág. 1)

 

Sinopse - Agência Brasil - Radiobrás

 

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