Deputados pedem anulação da votação da PEC dos Precatórios
Seis deputados federais entraram com um Mandado de Segurança (MS 38300) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados. De acordo com a ação, houve uma violação do devido processo legislativo na aprovação da matéria em primeiro turno. A causa seria a apreciação de uma emenda aglutinativa apresentada apenas no Plenário. Além disso, o presidente da Câmara, Arthur Lira, teria permitido que deputados em missão diplomática fora do Brasil votassem remotamente. Tal fato violaria os regulamentos da Câmara. Dessa forma, o Mandado solicita a concessão de uma liminar que suspenda a tramitação da PEC, bem como a anulação da votação da Emenda Aglutinativa Substitutiva nº 1 e todos os trâmites decorrentes. Os deputados responsáveis pelo mandado são: Alessandro Molon (PSB-RJ), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Joice Hasselmann (PSL-SP), Kim Kataguiri (DEM-SP), Marcelo Freixo (PSB-RJ) e Vanderlei Macris (PSDB-SP).PDT também pede a suspensão da PEC 23/2021
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) também entrou com um Mandado de Segurança (MS 38303) no STF. O Mandado apresentado também se refere ao fato de que o Deputado Arthur Lira permitiu que deputados em missão diplomática fora do Brasil participassem da votação de maneira remota.Rodrigo Maia pede suspensão da PEC dos Precatórios por falha legislativa
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também apresentou um Mandado de Segurança contra a PEC. Do mesmo modo que os demais, Maia critica a votação remota alegando que o fato seria um "abuso de poder" por parte de Arthur Lira. Além disso, a respeito da emenda aglutinativa, o Deputado diz que elas deveriam ter sido apresentadas na etapa de tramitação na comissão especial e não durante a votação no Plenário.Sindnapi irá protocolar ação contra a PEC
O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), a Força Sindical e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) irão protocolar uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) junto ao Superior Tribunal Federal (STF) contra a votação da PEC dos Precatórios. O objetivo da ação é a vedação da implantação da PEC referente às dívidas do INSS junto aos trabalhadores e trabalhadoras aposentados e pensionistas. O Sindicato, através de sua assessoria, manifestou-se no seguinte sentido:"Somos a favor do benefício de R$ 400,00 destinados a 20 milhões de brasileiros que passam fome em nosso país, inclusive entendemos que este valor não é o suficiente para saciar a fome e a miséria do povo brasileiro. Mas, o Governo acaba com o Bolsa Família. Propõe um benefício assistencial com duração de apenas 01 ano, escancarando o viés eleitoreiro do mesmo e, além disso, quer dar um calote nos aposentados e pensionistas que somente tem um montante maior para receber do INSS porque foram vítimas de erros da própria Administração Pública."Segundo o Sindinapi, o valor do precatório deveria consolidar-se no benefício mensal recebido. Dessa forma, a previsão é que o Sindicato protocole a ação ainda essa segunda-feira (8). Com informações do STF, Sindinapi e G1.
A aprovação da PEC na Câmara
A Câmara dos Deputados encerrou o primeiro turno da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 23/2021 com 312 votos favoráveis contra 144. A PEC limita o pagamento anual dos precatórios, permitindo descontos e reajustes pela taxa Selic. Ainda, estabelece um novo regime de pagamentos dos precatórios, autorizando o parcelamento de débitos previdenciários dos municípios. Ainda, conforme o texto aprovado, as dívidas da União, referentes ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), serão pagas prioritariamente em três anos:- 40% no primeiro ano, já em 2022;
- 30% em cada um dos dois anos seguintes, ou seja, em 2023 e 2024.
Dessa forma, somente uma autorização expressa do Congresso Nacional garantiria o contorno da regra. Após a votação dos destaques do texto, a Câmara precisa aprovar a PEC em votação de segundo turno. Somente assim poderá seguir ao Senado.
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