2 de Setembro de 2009 - 19h23 - Última modificação em 2 de Setembro de 2009 - 19h23
Representantes de trabalhadores e da indústria criticam manutenção de juros
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
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São Paulo - A manutenção da taxa básica de juros em 8,75% foi criticada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e pela Força Sindical. A Fiesp afirmou que considera desgastante ver reafirmada a mesma posição a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
A Fiesp, no entanto, considerou importante a repetição para promover um mínimo de mudança em relação aos juros, considerados altos pela federação.
“Acho muito cansativo, tanto para nós quanto para a sociedade, a Fiesp ficar repetindo a mesma coisa a cada anúncio da taxa Selic, feito pelo Copom. Entretanto, se batendo na mesma tecla, muito pouco tem mudado, imaginem então se ficássemos calados”, afirmou hoje (2), a entidade pouco depois do anúncio da decisão do colegiado.
A estabilização da Selic foi classificada como "conservadora e teimosa" pela Fiesp. Segundo a entidade, os juros altos prejudicam a recuperação da economia brasileira em relação à crise econômica internacional.
Já para a Força Sindical, o atual nível de juros beneficia os “especuladores” em detrimento do setor produtivo. De acordo com a central sindical, os trabalhadores “ansiavam por uma queda drástica na taxa básica de juros como estímulo à economia”.
Edição: Lana Cristina![]()
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