quinta-feira, setembro 03, 2009

Garçon por uma noite - ESPAÇO VITAL -

ESPAÇO VITAL - O melhor saite jurídico da Internet brasileira: Garçon por uma noite

(04.08.09)

Charge de Gerson Kauer


A história das 'sobrinhas' da tia Carmem e do cavalo Hebreu (EV de sexta, 31.07.09) fez com que pinpongasse - por iniciativa de leitores - uma outra história envolvendo notório advogado interiorano que, divorciado havia um ano - e sem reconstituir casamento - habituara-se a passar as noites de sexta-feira nas melhores casas noturnas da região.

Como ele era bem conhecido, estimado e tinha boa conta bancária, não lhe era difícil ser, semanalmente, o apaniguado para o desfrute das melhores companhias em momentos de libação (nos bares dos prostíbulos) e em deleites de alcova (nas suites espelhadas).

O advogado acostumara-se, nessa rotina, a conhecer mais de perto alguns companheiros de jornadas e a ajudar as moças da noite a resolver seus problemas e, até mesmo, a abandonarem a prostituição formal. Dava também gorjetas generosas aos seguranças, porteiros, camareiras.

Era conhecido como o 'Doutor Melhor'.

Mas faltava-lhe algo: queria conhecer o 'outro lado da vida' - vivenciar, com toques epidérmicos, as dificuldades de ser um 'trabalhador da noite'. Foi assim que, sigilosamente, entabulou com a dona de um prostíbulo que, em determinada sexta-feira, deixaria de ser cliente, para transformar-se em garçon.

Dito e feito. Peruca caprichada, bigode disfarçador, casaco branco, gravatinha borboleta, lá estava o advogado fazendo as vezes de garçon. E com relativa habilidade, ele ia e voltava da copa às mesas, entregando uisques, cervejas, filezinhos, sanduiches abertos etc. Foram seis horas de trabalho - das dez da noite, às quatro da madrugada.

Gentil no atendimento, o advogado garçon faturou belas e espontâneas gorjetas, além dos habituais 10% sobre o total de cada uma das contas.

No final da noitada, contou pouco mais de 600 reais como ganhos com a novel experiência de garçon incorporada à bagagem da vida,

Caridoso, no sábado, o advogado - antes de imergir, de novo, nas suas lides de operador do Direito - procurou o vigário da paróquia e doou inteiramente o valor ganho (exatos R$ 612,00) a uma obra assistencial.

Ante a surpresa do religioso, o advogado fez um apelo reticente:

- Padre, não condene as p... Elas fazem parte da alegria da nossa cidade!

Fonte: www.espacovital.com.br

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