terça-feira, junho 30, 2009

Agência Brasil - Ideal seria a reforma tributária, diz diretor da ACRJ ao analisar prorrogação de isenção do IPI - Direito Tributário

 
29 de Junho de 2009 - 18h44 - Última modificação em 29 de Junho de 2009 - 18h58


Ideal seria a reforma tributária, diz diretor da ACRJ ao analisar prorrogação de isenção do IPI

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Apesar de considerar benéfica a prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Aldo Gonçalves, afirmou à Agência Brasil que o ideal seria que o governo promovesse a reforma tributária. “É claro que o ideal seria uma reforma tributária mais ampla, mais profunda”, disse.

Gonçalves, no entanto, considera que para este momento de crise a decisão de prorrogar traz muitos benefícios para a economia. “Na medida em que se reduzem os impostos, as lojas podem vender mais barato, aumenta o consumo. E, aumentando o consumo, aumenta a produção, quer dizer, reduz o desemprego. O efeito cascata disso é muito benéfico, na medida em que gera mais consumo, mais produção, mais emprego”.

O economista Christian Travassos, da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio/RJ), afirmou que o Brasil ainda vive um momento de incerteza e instabilidade devido à crise financeira mundial. Por isso, analisou que, para o comércio, as medidas anunciadas pelo governo são bem vindas.

“São medidas bem vindas para a economia como um todo, porque as vendas representam mais empregos, mais disponibilidade de recursos para investimentos do comércio, maiores pedidos às linhas de produção. Então, é importante que o governo tome medidas nesse sentido, para que a gente possa ter, senão crescimento nas vendas na comparação ano a ano, pelo menos uma manutenção do patamar em que nós chegamos para assegurar uma economia aquecida”, disse.

Travassos lembrou que o Brasil vinha crescendo a taxas acima de 5% em 2007 e 2008 e, agora, a perspectiva é de redução desse patamar. Ele afirmou que o comércio tem respondido de modo satisfatório à redução do IPI. O setor de automóveis, que recebeu o incentivo mais cedo, já mostrou um crescimento consistente das vendas nos últimos meses. Na linha branca, disse que embora ainda não se possa afirmar que houve um avanço, já se percebe que não há retração.

“Quer dizer, o quadro de desaquecimento já foi amenizado com a inclusão da linha branca no pacote de isenção do IPI. E o governo tem que fazer isso mesmo, porque a redução tributária tem um efeito muito importante”, afirmou.





Edição: Aécio Amado  


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