sexta-feira, junho 25, 2010

Consultor Jurídico - Eleição no Órgão Especial do TJ paulista renova um quarto do colegiado - Notícias de Direito

Consultor Jurídico
Texto publicado quinta, dia 24 de junho de 2010
Seção de Direito Privado elege quatro de seis vagas
Ver autoresPor Fernando Porfírio

Eleição do Orgão Especial do TJ-SP 24/06/10, da esquerda para direita: Gastão Toledo de Campos Filho, Ruy Coppola, Boris Kauffamann, Marco César Müller Valente, Guilherme Strenger e Roberto Mac Cracken. - Antônio Carreta/TJ-SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo renovou nesta quinta-feira (24/6) um quarto (seis desembargadores) dos membros do Órgão Especial. O colegiado de cúpula da corte paulista é formado por 25 desembargadores, dos quais 12 são eleitos por votação direta e os demais são escolhidos pelo critério de antiguidade.

Como desembargadores de carreira foram escolhidos Guilherme Strenger (172 votos), Ruy Coppola (158), Boris Kauffamann e Renato Nalini (153 votos), e Gastão Toledo de Campos Filho (14). A vaga do quinto constitucional da advocacia ficou com o desembargador Roberto Mac Cracken, que obteve 155 votos. (Na foto, da esquerda para a direita, os desembargadores Gastão Toledo de Campos Filho, Ruy Coppola, Boris Kauffamann, Marco César Müller Valente, Guilherme Strenger e Roberto Mac Cracken)

Eleição do Orgão Especial do TJ-SP 24/06/10 - Antônio Carreta/TJSP

A Seção de Direito Privado, com quase metade dos integrantes da corte paulista, foi a grande vitoriosa. Vai ocupar quatro das seis cadeiras colocadas em disputa. Elegeu os desembargadores Boris Kauffmann e Roberto Mac Cracken (do chamado DP-1), Gastão Toledo (DP-2) e Ruy Coppola (DP-3). As outras duas vagas foram para a Seção Criminal (Guiherme Strenger) e de Direito Público (Renato Nalini).

Como suplentes foram eleitos os desembargadores Samuel Júnior (127), Octávio Helene (115), Urbano Ruiz (113) e Maria Cristina Zucchi (72 votos).

Eleição do Orgão Especial do TJ-SP 24/06/10 - Antônio Carreta/TJSP

Os eleitos vão ocupar as cadeiras dos desembargadores Ivan Sartori, Penteado Navarro, Maurício Vidigal, José Roberto Bedran e Eros Picelli (integrantes da carreira da magistratura) e Palma Bisson (do quinto da OAB).

O pleito é disciplinado pela Resolução 301/07. De acordo com a norma, ao surgir uma vaga, o presidente do Tribunal de Justiça terá de convocar o Tribunal Pleno — integrado pelos 360 desembargadores — para a escolha do novo ocupante. Pela regra, os desembargadores que integram o Órgão Especial pelo critério de antiguidade são inelegíveis.

A renovação é a maior já ocorrida de uma só vez no Órgão Especial. O pleito foi organizado nos moldes das eleições para cargos do Executivo e Legislativo, com o uso de urnas eletrônicas. A votação foi secreta e os eleitos conseguiram a maioria simples dos votos.

A última eleição para o Órgão Especial aconteceu em março, quando foram escolhidos quatro desembargadores para um mandato de dois anos. O desembargador Cauduro Padin foi o único novo membro do colegiado. Os outros três já integravam o grupo e foram reconduzidos: Mário Devienne, José Santana e José Reynaldo, este último da vaga reservada ao quinto constitucional da advocacia.

Na última disputa, o desembargador Mário Devienne liderou a eleição, tendo recebido 189 votos. Seu colega, José Santana, ficou em segundo lugar, com 152. O desembargador Cauduro Padin ganhou a terceira vaga da carreira da magistratura com a preferência de 141 votos.

A Emenda Constitucional 45/04, conhecida como Reforma do Judiciário, determinou que metade dos integrantes dos Órgãos Especiais dos tribunais deve ser composta por membros eleitos pelo voto direto dos desembargadores.

[Foto: Antônio Carreta, do Tribunal de Justiça de São Paulo]

Fernando Porfírio é repórter da revista Consultor Jurídico

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