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2.06.2006 [22h22]
A 1ª Vara da Família e das Sucessões do Fórum de Santo Amaro, zona sul, negou pedido de Suzane von Richthofen para administrar os bens dos pais, Manfred e Marísia. A informação foi confirmada ontem por Maria Aparecida Cardoso Frosini Lucas Evangelista, advogada de Andreas, irmão da jovem. "Andreas continua sendo o inventariante", afirmou.
O pedido foi feito em fevereiro e depois usado como argumento pelo Ministério Público Estadual (MPE) para requerer a prisão preventiva de Suzane. A jovem voltou para a cadeia no início de abril. Suzane atacou o irmão na petição em que pedia para substituí-lo na posição de inventariante. Sustentou que o rapaz agia de má-fé e cuidava dos bens da família "com total descaso e desleixo", o que estava levando à dilapidação do patrimônio da família - cujo valor é estimado em R$ 2 milhões
Maria Aparecida sustenta que os bens estão sendo cuidados "com muito zelo". Prova disso, afirmou, é que a Justiça aprovou a gestão do patrimônio feita pelo tio de Suzane e Andreas, o médico Miguel Abdalla. Ele teve de prestar contas quando passou o cargo de inventariante ao sobrinho, que acabara de completar 18 anos
Um dos advogados e protetor de Suzane, Denivaldo Barni, disse ontem que não poderia comentar o assunto porque o processo tramita sob segredo de Justiça. Para o assistente de acusação, Alberto Toron, a decisão da Justiça foi acertada. "Como responsável pela morte dos pais, não se justifica que ela seja inventariante." A forma como a petição se referiu a Andreas, disse o advogado, é sinal de que Suzane é "uma menina psicopata profundamente egoísta, que quer a todo custo se apoderar dos bens dos pais". Segundo Toron, "como não pode matar o irmão, ela o ataca moralmente”.
Agência Estado
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