quarta-feira, novembro 11, 2009

Agência Brasil - Empresários brasileiros acham positiva a decisão de retaliação comercial aos Estados Unidos - Direito Internacional

 
10 de Novembro de 2009 - 16h35 - Última modificação em 10 de Novembro de 2009 - 19h34


Empresários brasileiros acham positiva a decisão de retaliação comercial aos Estados Unidos

Renata Giraldi*
Enviada especial

 
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Maputo - Empresários brasileiros, cujos setores poderão ser atingidos com a sobretaxação de 222 produtos importados dos Estados Unidos, comemoraram hoje (10), na capital moçambicana, a iniciativa, adotada em retaliação aos subsídios ilegais concedidos pelo governo norte-americano a seus produtores de algodão.

Para alguns deles, a iniciativa funcionará como estímulo, enquanto outros afirmam que não haverá um impacto expressivo no mercado nacional, porque vários dos produtos já sofrem com as taxas elevadas.

O empresário gaúcho Luís Cusin, da rede de spas Kurotel, acredita que a decisão do governo brasileiro inicialmente tenha efeitos positivos em sua área de atuação. “Em um primeiro momento será positivo. Não vejo problema algum e acredito que abrirá mais espaço para os produtos nacionais”, disse ele, que também participa da missão ao sul da África.

Ontem (9) a Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou a lista de produtos importados dos Estados Unidos. O objetivo é sobretaxar 222 produtos em retaliação aos subsídios pagos pelo governo norte-americano à produção local de algodão. A ideia é incluir tecidos, eletrodomésticos, veículos, materiais hospitalares, frutas, peixes, complementos alimentares, cosméticos e algodão penteado, entre outros produtos.

A empresária Bianca Stumpf Linck, da Brastex, que produz panos de chão e algodão farmacêutico, elogiou a decisão do governo brasileiro. “Acredito que isso incentiva a fabricação dos produtos nacionais. A princípio, funcionará como estímulo na minha área, que é de têxteis e algodão”, afirmou Bianca.

Alguns setores avaliam que os efeitos não devem ser grandes. “O impacto é muito pequeno, porque hoje importa-se pouco dos Estados Unidos nos setores que deverão ser sobretaxados”, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Batista Lohn, que integra uma missão de empresários ao Sul da África, organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo especialistas brasileiros, os norte-americanos descumpriram as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em agosto, a organização autorizou o Brasil a aplicar sanções aos Estados Unidos em resposta à recusa norte-americana em eliminar os subsídios ao algodão.






*A repórter viajou a convite do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior//Edição: Nádia Franco  


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