sábado, novembro 14, 2009

Agência Brasil - Sindicalistas pedem apoio de Temer e Sarney para redução da jornada de trabalho - Direito do Trabalho

 
11 de Novembro de 2009 - 16h15 - Última modificação em 11 de Novembro de 2009 - 16h16


Sindicalistas pedem apoio de Temer e Sarney para redução da jornada de trabalho

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Antonio Cruz/ABr
Brasília - Participantes da marcha das centrais sindicais pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais fazem manifesto em frente ao Congresso NacionalBrasília - Participantes da marcha das centrais sindicais pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais fazem manifesto em frente ao Congresso Nacional
Brasília - Os presidentes das centrais sindicais se encontraram hoje (11) com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, e com o presidente do Senado, José Sarney, para tratar da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 44 para 40 horas a jornada semanal dos trabalhadores.

Durante a manhã de hoje, cerca de 20 mil trabalhadores, segundo a Polícia Militar, participaram de passeata na Esplanada dos Ministérios para reivindicar a redução da jornada.

As centrais querem que Michel Temer tente conciliar as negociações entre trabalhadores e empresários e chegue a uma proposta comum para ser colocada em votação. Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, os empresários são contrários à redução da jornada.

O presidente do Senado, José Sarney, afirmou que é a favor da PEC e que colocará o projeto em votação tão logo chegue à Casa. Segundo o presidente da Força Sindical, Sarney lembrou que foi em seu governo, em 1988, quando era presidente da República, que foi reduzida a jornada semanal de trabalho de 48 para 44 horas, em vigor atualmente.

O presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, afirmou que também foi tratado com Sarney a agilização da aprovação pelo Senado da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), já aprovada pela Câmara dos Deputados, por acordo de liderança. 

O documento da OIT, segundo Arthur Henrique, estabelece negociação coletiva no setor público em todos os níveis, municipal, estadual e federal.

Ele afirmou que há greves que duram de dois a três meses apenas para que os trabalhadores consigam entregar uma pauta de reivindicações ao empregador. A Convenção 151, segundo defende Arthur Henrique, garante democracia nas relações dos trabalhadores com o estabelecimento de data-base e espaço para as negociações.

O presidente da CUT afirmou que, apesar de algumas diferenças ideológicas, as centrais sindicais sempre se unem para defender interesses comuns dos trabalhadores, como ocorreu hoje durante a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília. O evento, segundo ele, é uma mostra de maturidade política.


Edição: Lílian Beraldo  


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