SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
02 de de 2008
O Globo
Tortura provoca atrito entre ministros de Justiça e Defesa
Integrantes do governo Lula não se entendem sobre a proposta de punição de torturadores da ditadura. Um dia após o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, defenderem a condenação de militares torturadores, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, divergiu publicamente da posição dos colegas, defendeu o Exército e criticou a reabertura do debate: A gente acaba discutindo o passado e não se preocupa com o futuro. Jobim defendeu que a discussão saia do âmbito do Executivo e fique restrita ao Judiciário. Para ministros do Supremo Tribunal Federal, a lei de anistia brasileira não permite a punição de crimes cometidos durante a ditadura. Em resposta ao ministro da Justiça, militares da reserva farão um seminário no Rio para defender a anistia. (págs. 1 e 14)Receita vai apertar cerco a sonegador
A Receita Federal pretende criar a declaração obrigatória de renda para quem movimenta muito dinheiro nos bancos, mesmo que seja considerado isento. A medida pode valer já em 2009 e visa a caçar sonegadores, combatendo os laranjas em negócios. (págs. 1 e 29)Lei Seca reduz mortes nas férias em 14,5%
Em julho, 530 pessoas morreram nas estradas federais do país, uma queda de 14,5%, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal, que creditou à Lei Seca um papel decisivo nessa redução. No Rio de Janeiro, a queda registrada foi de 30%. (págs. 1 e 16)Eleições 2008
Piada de salão: Delúbio Soares, tesoureiro do PT durante o mensalão, na campanha de Íris Rezende (PMDB). (págs. 1 e 4)Começam impugnações de candidatos ficha-suja
A Justiça Eleitoral negou ontem o registro da candidatura à reeleição da prefeita de Magé, Núbia Cozzolino (PMDB), que responde a 27 ações por improbidade administrativa. A juíza Patrícia Salustiano concluiu que Núbia tem um perfil incompatível com o cargo que pretende ocupar. Núbia disse que vai recorrer. O ex-prefeito de Caxias José Camilo dos Santos, o Zito (PSDB), que tenta voltar ao cargo, também é alvo do Ministério Público. (págs. 1 e 3)Combate à prostituição causa polêmica
O coordenador da operação Barrabacana, subsecretário estadual de Governo Rodrigo Bethlem, anunciou que, para coibir a prostituição nas ruas, equipes passarão a fotografar os veículos de quem procurar pelos serviços de prostitutas e travestis, na orla da Barra da Tijuca. A medida é considerada um abuso de autoridade pelo jurista Célio Borja, mas recebeu o apoio da Riotur e de entidades da Barra. (págs. 1 e 18)EUA irão reter laptops de passageiros
Agentes federais dos EUA agora podem reter por tempo indefinido dispositivos eletrônicos de passageiros, mesmo sem indícios de que o dono tenha cometido infrações. Laptops, celulares e Ipods estão na lista. (págs. 1 e 37)Governo quer Petrosal porque Petrobras é dos americanos... (págs. 1 e 3)
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O Estado de S. Paulo
Valor de ações cai ao menor nível em um ano
A instabilidade dos mercados financeiros globais fez com que o valor total das 398 empresas com ações negociadas na Bovespa caísse para R$ 2,138 trilhões, o menor nível em um ano. Só nos últimos dois meses a perda foi de R$ 438,5 bilhões. A tendência de curto prazo para a bolsa é negativa, o que faz com que as más notícias prevaleçam, diz o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. Informações ruins divulgadas ontem sobre as economias dos Estados Unidos e da China derrubaram novamente os mercados. A Bovespa registrou queda de 3,15% e a Bolsa de Nova York recuou 0,45%.
Um dos fatores que derrubaram as bolsas ontem foi a divulgação de prejuízos da montadora americana General Motors. No segundo trimestre, a GM contabilizou, em suas operações mundiais, perdas de US$ 15, 5 bilhões. (págs. 1, B1, B7 e B20)Governo Lula desmente conexões com as Farc
O chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que não concorda com os métodos das Farc e garantiu ter prestado apenas ajuda humanitária aos ex-padre Oliverio Medina, tido como embaixador da guerrilha no País. (págs. 1 e A20)Renegociação de tributos em atraso pode atingir R$ 15 bi
O Programa de Incentivo ao Pagamento de Débitos Tributários de Pequeno Valor poderá renegociar R$ 15 bilhões de dívidas. Segundo a Fazenda, este é o volume de créditos de até R$ 10 mil na Dívida Ativa na União. O programa corta multa, juros e encargos legais. (págs. 1 e B3)Estradas de SP, Rj e MG têm menos mortes
A Lei Seca reduziu em 14,5% o número de mortes no trânsito em julho deste ano comparado com 2007. É o melhor resultado para um mês de férias escolares nos últimos quatro anos. Segundo dados apresentados ontem pela Polícia Rodoviária Federal, São Paulo, Rio, Minas e Pernambuco registraram as maiores quedas de ocorrências (acidentes, mortos e feridos). Com menos internações, os cinco hospitais da capital já economizaram R$ 2,5 milhões. (págs. 1, C1 e C4)Demissão política na Receita
Ao se dobrar às pressões para a degola do secretário da Receita
Federal, Jorge Rachid, o presidente Lula perdeu uma oportunidade de demonstrar que aprendeu com os acertos. (págs. 1 e A3)A política de drogas
Miguel Reale Júnior: nada se avançará na disputa de tudo ou nada, do sim ou não. (págs. 1 e A2)------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Tráfico afugenta TRE
Esbarrou na ameaça do tráfico de drogas a operação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, realizada ontem na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, contra propagandas irregulares. Depois de retirarem placas e cartazes ilegalmente posicionados, ainda na entrada da favela, fiscais do TRE receberam o aviso de olheiros do tráfico. Vou chamar o dono da boca. Aqui vocês não mandam, disse um deles para a comitiva, que saiu da comunidade escoltada por dois veículos da PM com policiais armados de fuzis. As dificuldades de fiscalização se repetem na Baixada Fluminense. Em Nova Iguaçu, por exemplo, quatro pessoas respondem por uma área de 524 quilômetros quadrado. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3)Fundo destina US$ 1 bi para a Amazônia
O presidente Lula assinou decreto criando o Fundo Amazônia, que será coordenado pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e gerido pelo BNDES. O Plano Amazônia Sustentável continua sob a coordenação do ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. O fundo captará no primeiro ano US$ 1 bilhão em doações no Brasil e no exterior. (págs. 1 e País A11)Menos mortes nas estradas
O número de mortes em acidentes nas estradas federais caiu 14,5% no mês de julho, comparado ao mesmo período do ano passado. No Rio, os óbitos desabaram: quase 30%. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal, que credita a melhoria à Lei Seca e à fiscalização. (págs. 1 e País A12)Fiocruz ganha pólo para atacar dengue
A Fiocruz ganhou o mais moderno pólo de pesquisa em virologia da América Latina, o Pavilhão Hélio e Peggy Pereira (HPP). O centro, com nove laboratórios em 6 mil metros quadrados, custou R$ 19 milhões e se dedicará a pesquisas sobre dengue, gripe, rubéola, diarréias virais e hepatite viral, entre várias outras doenças. (págs. 1, Vida, Saúde & Ciência A23)Captação de órgãos não muda
O governo estadual não vai mudar a forma de captação de órgãos para transplantes no Rio, como querem associações que representam pacientes cada vez mais apreensivos. O modelo de São Paulo, com equipes para vasculhar hospitais, é descartado pelas autoridades. (págs. 1 e Cidade A14)------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Aumento de aluguel no DF é o maior do país
Levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Correio mostra que aluguéis de imóveis residenciais no Distrito Federal subiram, me média, 7,1% nos 12 meses terminados em julho. Nas outras sete capitais em que o percentual foi calculado, o aumento do preço cobrado dos inquilinos ficou em 4,9%. Aqui, o mercado apresenta uma particularidade: por conta da demanda alta, quanto menor o apartamento ou casa, maior a pedida dos proprietários na hora de renovar os contratos. O aluguel equivale a 0,7% ou mais do valor do imóvel no caso das quitinetes. Mas caio para 0,5% quando se trata de apartamentos de quatro quartos, diz Frederico Attié, presidente da Comissão de Valores Imobiliários do DF. (págs. 1 e 20)O rugido do leão
Sem dar detalhes, Receita Federal avisa que vai dificultar a vida de quem se declara isento do Imposto de Renda. (págs. 1 e 23)Deputados faltam ao 1º dia de trabalho. (págs. 1 e 6)
Justiça do Gama admite união gay
Vara de Família do Gama reconhece união homoafetiva entre um militar morto de Aids em 2006 e o pintor de paredes com quem viveu por 13 anos. O companheiro ganha o direito de receber parte da pensão paga pelo Exército. (págs. 1 e 40)O adeus colorido a Athos Bulcão
Discreto e sutilmente colorido, coerente com a trajetória do artista. Assim foi, no fim da tarde de ontem, o enterro de Athos Bulcão na cidade que ele viu nascer e escolheu para viver. Como aconteceu em 1976 o adeus a Juscelino Kubitschek, o cortejo fúnebre atravessou a W3 Sul e recebeu a saudação emocionada dos moradores da capital. (págs. 1, 33 a 36, Caderno C, Pensar e 4)------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Valor de bancos médios cai 34% depois dos IPOs
O mercado de ações não está bom para ninguém - o índice Bovespa caiu 6,86% neste ano -, mas os bancos de médio porte que abriram capital no ano passado chamam a atenção pelo seu péssimo desempenho na bolsa. Desde a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), nove bancos médios perderam até agora R$ 6,4 bilhões de seu valor de mercado, ou 34%, em média. Entre as empresas que fizeram essas ofertas nos últimos três anos, o setor financeiro foi o que mais sofreu com a instabilidade no mercado.
O Banco Cruzeiro do Sul, que lançou ações em bolsa em junho do ano passado, teve uma desvalorização de 56,45% até o dia 30 de julho. No mesmo período, Itaú PN subiu 19,63% e Bradesco PN avançou 23,71%. O Pine, primeiro a fazer o IPO, em março de 2007, já acumula queda de 52,05% e agora vale R$ 828 milhões. Considerado o mesmo período, as ações do Itaú registram queda de 0,27% e as do Bradesco sobem 10,40%. Esse comportamento não faz justiça à performance operacional dessas instituições, que estão capitalizadas e apresentam grande crescimento nas suas carteiras de crédito.
Fausto Vaz Guimarães Neto, do Cruzeiro do Sul, diz que o desempenho se deve ao mau humor dos investidores institucionais estrangeiros, principais compradores das ações dos bancos - no Indusval, compraram 90% das ações vendidas. Com a crise do mercado imobiliário americano, que afetou os resultados dos bancos estrangeiros, os grandes fundos de investimento decidiram sair do setor financeiro. "Não importava se a instituição era do Brasil, da Rússia ou da Ucrânia, houve venda generalizada de ações", diz Luiz Masagão Ribeiro, um dos controladores do Banco Indusval. No lançamento das ações, o quadro era de taxa de juro em queda e expansão do crédito ainda mais acelerada.
Mas os bancos enfrentaram alguns contratempos neste ano. Desde maio a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido está maia alta, passou de 9% para 15%. O juro básico aumentou 1,75 ponto percentual neste ano. Além disso, o custo de captação dos bancos de médio porte também foi pressionado pela elevação das taxas pagas aos investidores pelos Certificados de Depósito Bancário (CDB) nos grandes bancos de varejo. O crédito consignado, que crescia a taxas chinesas, vem desacelerando.(págs. 1 e C8)Estados se unem contra piso salarial
Os Estados declararam guerra contra a lei que instituiu o piso salarial nacional de R$ 950 para o magistério público da educação básica. A norma foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os Estados não são contra o valor de R$ 950, mas dizem que mudanças introduzidas no projeto original pelos parlamentares vão elevar muito os custos salariais. Em alguns Estados e municípios, a vigência do piso pode levar ao descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que fixa em 49% e 54% da receita líquida, respectivamente, o limite para os gastos salariais do Poder Executivo. Em Minas, a folha do magistério pode crescer 50%, e em São Paulo a lei exigirá contratação de 80 mil professores.(págs. 1 e A3)Para 77% corrupção é muito grave
A mais ampla pesquisa sobre corrupção no Brasil revela que para 77% dos entrevistados sua prática é um problema muito grave, e que para 73% ela cresceu nos últimos cinco anos. Ao mesmo tempo, o levantamento realizado pelo Instituto Vox Populi constata que para 75% há maior apuração de casos submersos e não aumento de corrupção. A pesquisa identifica também que os danos da corrupção no país são considerados piores se originários do governo ou dos empresários. E tanto menores se têm como origem os atos do cotidiano dos brasileiros, vítimas que se consideram do Estado e do capital.
Entre as instituições, a lógica se inverte: a Câmara de Vereadores é percebida como mais corrupta que o Senado.A pesquisa é o primeiro produto do Centro de Referência do Interesse Público da Universidade Federal de Minas Gerais, que publicará o livro "A Corrupção: Ensaios e Críticas", reunindo ensaios de 61 acadêmicos. No livro, as críticas vão desde o foco excessivo no funcionalismo público, que releva a relação entre público e privado, até as distorções provocadas pelos rankings de corrupção de instituições como o Banco Mundial, que se baseiam antes na percepção de dirigentes empresariais que na existência de imprensa livre.(págs. 1 e Eu&Fim de semana)Substituição de Rachid na Receita tem duas versões
Para a substituição de Jorge Rachid por Lina Maria Vieira no comando da Receita Federal do Brasil havia ontem duas versões desencontradas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou a pelo menos um ministro do Palácio do Planalto que Rachid pediu para sair. A versão contada pelo ex-secretário a amigos e assessores próximos é outra. Ele conta que foi demitido e comunicado que seria substituído por Lina Maria Vieira, superintendente da Receita na 4ª Região Fiscal. No Diário Oficial, consta que sua exoneração foi feita "a pedido".
As versões desencontradas de Mantega e Rachid têm uma razão e ainda podem criar algum constrangimento para o ministro da Fazenda. Desde que assumiu o ministério, em março de 2006, Mantega planejava demitir os dois remanescentes da equipe de seu antecessor, Antonio Palocci - Bernard Appy, então secretário-executivo da Fazenda, e Jorge Rachid. O desejo nunca era concretizado porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gostava dos dois e, na prática, obrigava Mantega a mantê-los nos cargos.(págs. 1 e A2)São Martinho tem um novo comandante
O grupo paulista São Martinho decidiu profissionalizar totalmente sua gestão. João Guilherme Ometto, acionista da usina, deixa a presidência da companhia para assumir o conselho de administração. O bastão vai para Fábio Venturelli, ex-Dow Química e atual vice-presidente do grupo. Venturelli assume o comando com uma missão: triplicar o tamanho da companhia até 2020, quando espera consumir 30 milhões de toneladas de cana por ano. Para essa expansão, conta com recursos de US$ 2 bilhões. Com três usinas em operação, a São Martinho deverá construir uma quarta unidade - o local ainda não foi definido - e buscar novos parceiros estrangeiros. Hoje a Mitsubishi Corporation detém 10% da usina Boa Vista, unidade do grupo em Goiás.(págs. 1 e B12)A fase de ouro da aviação executiva
Os ventos sopram a favor da aviação executiva mundial, que em dez anos vai dobrar o tamanho de sua frota. Previsões da Embraer, quarta maior fabricante de jatos do mundo, indicam que as empresas do setor entregarão até lá 13,15 mil aeronaves, número quase igual à frota atual, de 13 mil. No Brasil, esse mercado crescerá 10% ao ano, estima a Associação Brasileira de Aviação Geral.
A desvalorização do dólar barateou o preço dos jatos, que custam hoje metade do que há cinco anos, diz Luiz Carlos Affonso, vice-presidente da Embraer. Pesa também, dizem os executivos do setor, a ampliação de atividades como construção e mineração, que exigem deslocamento rápido e preciso dos que comandam as grandes companhias. A falta de infra-estrutura na aviação comercial é um estímulo adicional.(págs. 1 e B1)Minérios saem do granel para os contêineres
Alta dos fretes de navios graneleiros, demanda chinesa e dólar enfraquecido criaram um elo da cadeia de transportes tido até há pouco como "inimaginável" -minérios historicamente embarcados a granel, como o de ferro, agora cruzam os mares em contêineres. Para tipos menos nobres, como o minério fino, o frete em contêineres custa mais que o valor da carga. O crescimento das importações brasileiras, principalmente da Ásia, fez com que sobrassem contêineres vazios no país.(págs. 1 e B8)Venezuela nacionaliza banco
A Venezuela vai estatizar a unidade do banco espanhol Santander no país o terceiro maior venezuelano em depósitos. O Banco de Venezuela tinha sido comprado pelo Santander do governo em 1996. (págs. 1 e A9)Mais comércio com o Peru
O fluxo de comércio é investimento brasileiro com os peruanos deve continuar crescendo aceleradamente, beneficiado pela abertura, provavelmente em 2009, da rodovia interoceânica sul, prevê o presidente da Oderbrecht no Peru, Jorge Barata. (págs. 1 e A12)Private equity dribla crise
Os fundos de private equity que investem em empresas de emergentes praticamente não sentiram os impactos da crise do mercado de crédito. Os fundos levantaram US$ 35 bilhões no primeiro semestre. (págs. 1 e C1)Desvalorização cambial
O dólar teve alta de 0,06% ontem. Que não atrapalhou os fundos estrangeiros vendidos na BM&F em US$ 8,3 bilhões a variação cambial foi negativa em 2,13% no mês. (págs. 1 e C2)Idéias: Claudia Safatle
Aumento brutal da arrecadação poderia ter melhor uso que o de sustentar maiores gastos. (págs. 1 e A2)Idéias: Márcio Garcia
O empréstimo pela TJLP, feito pelo BNDES, custa caro para os contribuintes brasileiros. (págs. 1 e A11)------------------------------------------------------------------------------------
Gazeta Mercantil
Governo anuncia mais R$ 3 bi em crédito para exportador
O governo ampliou a ajuda para empresas que atuam no comércio exterior e têm sido afetadas pela desvalorização do dólar em relação ao real, que neste ano acumula mais de 11,5%. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem a liberação de mais R$ 3 bilhões para os setores prejudicados. A decisão faz parte da Medida Provisória 429, aprovada em maio, que ampliou os recursos para a nova política industrial. Na ocasião, a linha de crédito, chamada Revitaliza, teve os valores elevados de R$ 3 bilhões para R$ 12 bilhões. Os recursos virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), numa linha com taxa de juro fixa de 7% anuais, destinada a investimento, com prazo médio de pagamento de dez anos. O prazo de carência é de dois anos e há bônus de adimplência de 20%. Segundo Mario Augusto Gouve, assessor- técnico do Tesouro Nacional, essa é a segunda fase do programa. Inicialmente, foram liberados R$ 3 bilhões, já esgotados nos bancos. Agora, estamos autorizando que os bancos liberem mais R$ 3 bilhões. (págs. 1 e B1)Troca no fisco
Lina Vieira substituiu Jorge Rachid na Receita Federal. (págs. 1 e A8)Complexo Madeira
Tribunal de Contas da União (TCU) aceita alterações feitas no projeto Jirau. (págs. 1 e C2)Investimentos
Bovespa fecha o mês em queda de 8,4%. (págs. 1 e B3)Boi mais caro reduz margem de frigoríficos
O preço do boi no Brasil, um dos mais altos do mundo, reduziu as margens das indústrias processadoras de carne, que começam a demitir funcionários diante de uma ociosidade média de cerca de 50%. O preço é puxado pela escassez do animal, causada pelo forte abate de vacas há alguns anos. A indústria vive uma crise sem precedente com a falta de boi, diz Zilmar Moussalle, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs). No semestre, houve queda de 25% das vagas do setor no estado. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Pessoa, o preço de US$ 57 da arroba é incompatível com a exportação devido ao câmbio e o consumidor não absorve o repasse de custo. Pelo quarto semestre consecutivo, o JBS-Friboi teve prejuízo (R$ 364,4 milhões) por causa da queda nas margens. (págs. 1 e C7)Chávez irá nacionalizar o Santander
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem à noite que vai nacionalizar a operação do Santander no país, Banco de Venezuela, após uma tentativa de compra por um investidor local que não foi autorizada pelo governo. O presidente disse que iniciará imediatamente a negociação para determinar o preço. Eles queriam vender o banco a um banqueiro venezuelano, que pediu permissão, autorização, porque assim está nas leis. E eu, como chefe de Estado, digo não, agora venda o banco ao governo, disse. O Santander tem 96% do Banco de Venezuela, terceira maior instituição financeira do país em depósitos e a quarta em carteira de crédito, segundo a Softline. Em 1994, o Estado nacionalizou o banco, mas em dezembro de 1996 a instituição foi leiloada. O Santander comprou na ocasião 93,38% das ações da instituição. (págs. 1 e A11)EUA têm PIB negativo e recessão parece mais perto
O alto custo dos combustíveis, a crise no mercado imobiliário e a retração no consumo fizeram com que o PIB norteamericano tivesse expansão de apenas 0,9% no primeiro trimestre de 2008, revisto para baixo, em comparação com um aumento de 1% divulgado anteriormente. E o PIB do quarto trimestre de 2007 também foi ajustado drasticamente para baixo, recuando 0,2%, sua primeira queda durante o atual clima econômico ruim.Isso tornará um pouco mais fácil para a Agência Nacional de Pesquisa Econômi- ca (NBER, na sigla em inglês) declarar que a economia está em recessão, caso os outros indicadores mensais que focaliza permaneçam fracos, como esperamos que aconteça, disseram economistas do Goldman Sachs. O ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, afirmou que o país está à beira de uma recessão. Ficarei surpreso se isso não acontecer. (págs. 1 e A12)Indústria reduz ritmo
Sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que a atividade industrial mostra sinais de arrefecimento, em meio a dificuldades de acesso ao crédito, juros altos e estoques elevados. (págs. 1 e A6)Na contramão da volatilidade
Enquanto ações de concorrentes despencam na Bovespa, a construtora JHSF exibe alta de 22% com portfólio diversificado. Também o Pão de Açúcar, após dois anos de queda, se destaca entre as varejistas. (págs. 1 e B3)Lei das S.A. movimenta auditorias
As auditorias estão faturando mais por causa da Lei 11.638/07, a nova lei das S.A. A Boucinhas & Campos + Soteconti Auditores, por exemplo, registrou crescimento de 30% neste ano. (págs. 1 e A10)Cresce lucro das seguradoras
As seguradoras brasileiras começam a divulgar balanços com alta no lucro do primeiro semestre do ano. Nos EUA e Europa, as perdas predominam em razão da volatilidade das bolsas e das catástrofes. (págs. 1 e B2)Opinião: Marcio A. L. Cypriano
A inflação de demanda, responde-se com mais produção e mais produtividade. E, neste ponto, o país que ofereceu uma resposta imediata e eficaz, na área agrícola, foi o Brasil. (págs. 1 e A3)Opinião: Klaus Kleber
A concessão de grau de investimento ao Brasil, que gerou euforia, parece agora fogo de palha. A Bovespa cai há semanas e os investimentos diretos para o Brasil vêm diminuindo. (págs. 1 e A2)Opinião: Marcelo Copello
O mundo do vinho é cheio de glamour, cores e aromas, mas o que poucos conhecem são as pragas que atingem os vinhedos e comprometem a bebida, como o pulgão filoxera.(págs. 1 e C12)------------------------------------------------------------------------------------
Estado de Minas
Lei seca ajuda a salvar 24 vidas nas BRs em Minas
Número de mortos nas rodovias federais que cortam o estado cai de 109 para 85, uma redução de 22%, em pleno mês de férias. É o primeiro levantamento feito pela Polícia Rodoviária desde a entrada em vigor da legislação que proíbe motoristas de dirigir após tomar bebida alcoólica. (págs. 1 e 6)Montadoras lideram expansão da indústria. (págs. 1 e 20)
Os profissionais raros em BH... e os fantasmas do Congresso (pág.1)
Desembargador manteve contato com as Farc. (pág.1)
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Jornal do Commercio
Oito bandidos morrem em tiroteio com a polícia.
Operação da PF e do BOPE do Rio Grande do Norte interceptou uma quadrilha que se preparava para assaltar um banco no interior potiguar. Seis dos mortos eram pernambucanos: quatro de Cabrobó, um de Petrolina e um de Caruaru. (págs. 1 e 10)Cesta básica sobe em 16 capitais.
Maior alta nos sete primeiros meses do ano foi registrada em Curitiba (30,4%). Recife ficou em 2º lugar (26,9%). (pág. 1)Reajuste do TJPE
Projeto prevê aumento de 42,5% dos salário dos servidores do Tribunal de Justiça em cinco anos, sendo 10% já retroativo a maio. (Pág. 1)------------------------------------------------------------------------------------
Sinopse 02/08/2008 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás
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