quinta-feira, agosto 21, 2008

Sinopse 21/08/2008 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás




SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS













21 de agosto de 2008


O Globo


STF proíbe a contratação de parentes nos 3 poderes

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, estender ao Executivo e ao Legislativo a proibição de contratação de parentes. No Judiciário, o veto já existe há três anos, devido a uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, mas muitos funcionários vinham conseguindo liminares para continuar nos cargos, alegando que a proibição não estava expressa em lei. Os ministros do STF ressaltaram que os princípios constitucionais da moralidade, da impessoalidade e da eficiência administrativa falam mais alto. Hoje, a Corte votará o texto da súmula vinculante, obrigando todos os tribunais do país a seguir sua orientação. A proibição do nepotismo valerá para toda a administração pública, incluindo estados e municípios. Ela deve ser estendida até a parentes de terceiro grau. (págs. 1 e 3)

Criar milícia pode virar crime federal

A Câmara aprovou projeto que classifica como crime a criação de milícias e grupos de extermínio. Numa favela do Rio, uma milícia matou sete moradores para culpar o tráfico e, supostamente, favorecer uma candidata a vereadora. (págs. 1 e 13)

Panorama Político

Ministério da Justiça anistia agora ex-veradores e cofres da Previdência pagarão o pato. (págs. 1, Ilmar Franco e 2).

Estréia na TV com omissões e exageros

Na estréia da propaganda eleitoral no rádio e na TV, candidatos a prefeito do Rio omitiram fatos de sua biografia e superfaturaram suas realizações administrativas como secretários ou os feitos de seus padrinhos políticos. (págs. 1 e 8)

Setor privado reage à Petrobras

Empresas privadas não aceitam que a Petrobras fique com as áreas não licitadas no Pré-Sal. Haveria favorecimento a acionistas privados, que têm 60% do capital da empresa. (págs. 1, 23 e 24 e editorial “Febre em Brasília”)




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Folha de S. Paulo


Decisão do STF proíbe nepotismo

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, proibir a contratação de parentes nos três Poderes da união – com exceção para indicação de ministros de Estado e secretários estaduais, municipais edo DF. Ou seja, não há impedimento para que um presidente da República escolha parentes como titulares de ministérios. Com a decisão, o tribunal editou sua 13º súmula vinculante, cujo texto deverá ser definido hoje. A orientação vale também para nomeações anteriores ao julgamento. Assim que o texto for aprovado, o Ministério Público poderá protocolar no Supremo reclamações sobre casos de descumprimento da decisão. “Deixamos ainda mais claro, ainda mais explícito que o nepotismo é proibido em toda a administração pública brasileira”, disse o ministro Carlos Ayres Britto. A corte afirmou que a prática contraria a Constituição. O texto será inspirado em outros, como a resolução do Conselho Nacional de Justiça segundo o qual nepotismo é empregar “cônjuge em linha reta ou por afinidade, até terceiro grau”. Para chegar à decisão, o STF julgou uma ação que pedia a declaração de constitucionalidade da resolução do conselho e um recurso do Ministério Público sobre casos de nepotismo na cidade de Água Nova (RN). (págs. 1 e A4)

Lula afirma que aprovará licença maior para as mães

O presidente Lula disse que vai sancionar o projeto de ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses. Segundo ele, é mais barato “investir para cuidar das mulheres no pós-parto” que gastar com tratamentos de crianças doentes. Ele reclamou de rumores de que poderia vetar a lei por pressão do setor produtivo e pelo impacto fiscal (R% 800 milhões ao ano). (págs. 1 e B14)

Ministro rejeita elevar capital da Petrobras

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) rechaçou proposta atribuída à Petrobras de promover aumento de capital da empresa de até R$ 100 bilhões, relata Guilherme Barros, para elevar a participação da União de 40% para 60% na estatal. Segundo Lobão, 20% dos acionistas minoritários teriam que concordar em não exercer o direito de aumentar seu capital na empresa. Sobre a criação de uma estatal para explorar o pré-sal, ele disse não ver perdas para a Petrobras. (págs. 1 e B3)

Candidatos distorcem dados na estréia do horário eleitoral

Os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo distorceram dados da estréia de seus programas eleitorais em rádio e TV. Eles superdimensionaram realizações, esconderam falhas e não mencionaram a participação de parceiros em obras já executadas ou prometidas. Pelo menos três candidatos mostraram entrevistas e depoimentos simulados de supostos eleitores. (págs. 1 e A7)

Editoriais

Leia "A bonança e a reforma", sobre recorde de arrecadação; e "Doador oculto", acerca de finanças da campanha. (págs. 1 e A2)

Governo de SP loteia diretorias na área de ensino

O governo estadual loteou entre aliados, as diretorias regionais de ensino de São Paulo, órgãos técnicos que implementam programas educacionais em todo o Estado. Das 91 diretorias de ensino, pelo menos 39 têm padrinhos políticos entre dirigentes partidários prefeitos e parlamentares. A Casa Civil diz repassar a Educação currículos enviados por políticos, mas que a avaliação é técnica. (págs. 1 e C1)

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O Estado de S. Paulo


STF veta nepotismo nos 3 poderes

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, por unanimidade, vetar a prática do nepotismo no Executivo, Legislativo e Judiciário. O tribunal vai agora editar uma súmula estabelecendo que é proibido contratar parentes de autoridades e funcionários para cargos de confiança em todo o serviço público federal, estadual e municipal. Pela interpretação do Supremo, esse tipo de contratação desrespeita quatro princípios constitucionais: legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência. Por avaliar que o nepotismo fere a própria Constituição, os ministros do STF concluíram que não é necessária a aprovação de uma lei específica para impedir a prática. “Não vale mais confundir tomar posso no cargo com tomar posso do cargo. Como se fosse um feudo, uma propriedade privada, um patrimônio particular”, disse o ministro do STF Carlos Ayres Britto. Deverão ser excluídos da proibição apenas os chamados cargos de governo, como os de ministro de Estado, secretário estadual e secretário municipal. A decisão do Supremo dói tomada durante julgamento de um recurso em processo contra a nomeação do irmão do vice-prefeito de Água Nova (RN) para o posto de motorista da prefeitura. (págs. 1 e A4)

Royalties dos supercampos de óleo terão nova partilha

O governo quer mudar a forma de apropriação dos royalties pagos pelas empresas petrolíferas a Estados e municípios. Para os campos de petróleo da camada do pré-sal, a idéia é criar nova forma de distribuir recursos. (págs. 1 e B10)

Gastos com acidentes em estradas caem R$ 48 milhões

Em 2 meses da vigência da lei seca, a redução em 13,6% no número de mortes nas rodovias federais fez com que o País deixasse de gastar R$48,4 milhões. São Paulo foi o Estado com maior economia: R$ 11,5 milhões. (págs. 1 e C1)

Câmara aprova lei que torna a adoção mais rápida

A Câmara aprovou projeto que estabelece nova lei de adoção. Ela dá mais rapidez a processos, cria cadastro nacional para facilitar o encontro de menores e limita em dois anos a permanência da criança em abrigo. (págs. 1 e A21)

Automóveis: Peugeot é acusada de sonegar tributo

Fiscais da Receita Federal fazem busca na fábrica do Rio. (págs. 1 e B18)

Notas e Informações: Uma lição para o governo

Enquanto o governo discute como recolher e gastar a sonhada riqueza do pré-sal, o presidente do BNDES tenta mostrar como o País poderá ocupar posição destacada na economia global. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil


Em defesa do petróleo do Rio

Todos os candidatos a prefeito do Rio manifestaram-se contra a alteração nas regras de distribuição dos royalties do petróleo. Fernando Gabeira, Solange Amaral e Marcelo Crivella atribuíram a manobra a interesses de São Paulo. O governador Sérgio Cabral discute hoje com o colega do Espírito Santo, Paulo Hartung, uma estratégia comum de resistência. O presidente Lula disse que não se definiu sobre a criação da estatal do pré-sal. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3 e Economia A17)

Lula vai sancionar licença-maternidade de seis meses

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vai sancionar o projeto que amplia a licença-maternidade de quatro para seis meses. Aprovada pelo Congresso, a mudança corria o risco de ser vetada devido ao impacto fiscal, calculado em R$ 800 milhões anuais. (págs. 1 e Economia A19)

STF proíbe nepotismo nos três poderes

O Supremo Tribunal Federal decidiu que o nepotismo está proibido no Executivo, Legislativo e Judiciário. A contratação de parentes continua permitida para ministros e secretários estaduais e municipais. (págs. 1 e País A10)

Receita acusa Peugeot de fraude

A peugoeot no Brasil é acusada pela Receita Federal de fraude envolvendo a importação e a venda de veículos de alto padrão. O esquema, negado pela montadora, permitia sonegar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e outras contribuições federais. (págs. 1 e Economia A19)

Marlan Jr.: deputado cobra ação

Em discurso na Câmara, o deputado Edmilson Valentim pediu investigação dos casos de tráfico de influência do advogado Marlan de Moraes Marinho Júnior. Na Uerj, alunos também cobram explicações. (págs. 1 e País A7)

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Correio Braziliense


Pânico e morte em Ceilândia

O assalto a uma farmácia na Avenida Hélio Prates tornou-se um drama de cinco horas. Roger do Arte Pinto, 23 anos e foragido da Papuda, manteve a vendedora Regina Chaves e seis pessoas como reféns no estabelecimento. A tensão chegou ao ápice no momento em que o Bope resgatou uma das vítimas e invadiu a farmácia. Roger disparou contra os policiais. Morreu atingido na cabeça por um atirador de elite. Os funcionários da loja saíram ilesos. (págs. 1, 33 a 35)

Nepotismo na mira do STF

Supremo edita súmula estabelecendo graus de proibição para contratação de parentes. (págs. 1 e 7)

Efraim é sócio oculto do lobista

Documento prova elo entre o senador Efraim Morais (DEM-PB) e o lobista Eduardo Ferreira, envolvido nas fraudes em licitação do Senado. (págs. 1, 2 e 3)

Casal gay não pode adotar

Por pressão das bancadas religiosas, Câmara retira homossexuais da Lei Nacional da Adoção. (págs. 1 e 13)

Bom ensino é premiado

As 65 escolas do DF que ganharam as melhores notas na avaliação nacional do Ideb recebem medalhas e diplomas. (págs. 1 e 38)

Assassinato no comício

José Venceslau da Costa, candidato a vereador pelo PP, é baleado na

cabeça em Águas Lindas. (págs. 1 e 8)


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Valor Econômico


Receita das elétricas cresce apesar de tarifas menores

A revisão tarifária jogou para baixo o preço da energia elétrica para o consumidor, mas o aumento do consumo no país elevou em 6,4% as receitas líquidas das companhias abertas de distribuição, geração e transmissão de energia no segundo trimestre. As margens, porém, foram comprimidas, o lucro líquido caiu e os custos aumentaram. Juntas, essas empresas tiveram uma receita líquida de cerca de R$ 20 bilhões no período, de acordo com levantamento feito pelo Valor com 25 companhias - já consideradas as holdings que abrigam geradoras e distribuidoras sob uma mesma empresa. A Eletrobrás ficou de fora do levantamento, pois seus resultados distorcem os números do setor.



A dívida líquida total caiu 14% e o lucro líquido, 3,2%, para R$ 3,5 bilhões. Os custos subiram 11%, com desembolsos de R$ 12,8 bilhões. Essas despesas refletem o preço da energia no mercado à vista, que subiu. E esse é um fator que beneficia diretamente as companhias geradoras. A Tractebel, maior geradora privada do país, vende quase metade de sua energia no mercado livre. Seu lucro líquido caiu no segundo trimestre, mas por mero efeito contábil, já que em 2007 distribuiu juros sobre o capital próprio, que permite um abatimento no Imposto de Renda. Sem esse efeito, teria lucrado 10% mais.



A AES Eletropaulo teve sua revisão periódica em julho de 2007. As tarifas caíram em média 8,42% e o lucro, 42%. Em 2008, a empresa teve um reajuste de 8%, que praticamente anula o efeito da queda do ano passado. O mesmo vai acontecer com a Energias do Brasil. As distribuidoras Bandeirante Energia, Enersul e Escelsa tiveram revisões negativas. Para manter o resultado, a empresa teve de reduzir em 16% os custos gerenciáveis (gastos com pessoal, materiais, serviços etc.). Com um novo reajuste de tarifas, as receitas devem melhorar. Os investidores apostam no setor principalmente em busca de dividendos, pois boa parte das companhias distribui quase 100% do resultado semestralmente. O setor elétrico vem sendo destaque no ano, frente a um Ibovespa que caiu 13,32%. Das 20 maiores altas na bolsa até ontem, sete são do setor de energia, com retornos superiores a 11%. (págs. 1 e D3)


Eleições fraturam coalizão no ES

Estado do Sudeste que mais aumentou sua participação no PIB nacional, durante um governo que une os arqui-rivais nacionais PT e PSDB, o Espírito Santo assiste, nas eleições municipais, à ruptura da coalizão política que deu ao governador Paulo Hartung (PMDB) a maior votação proporcional do país em 2006.

Com 60% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope desta semana, o prefeito de Vitória, João Coser (PT), ex-sindicalista e primo pobre de uma das famílias mais poderosas da cafeicultura nacional (Grupos Coimex e Unicafé), tem uma reeleição considerada tranqüila.



Hartung apóia o prefeito, mas não consegue conter a guerra nos bastidores de seu governo entre o vice Rodrigo Ferraço e o deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas, ambos do PSDB. Casados com duas irmãs, os dois tucanos ambicionam suceder Hartung e levam sua disputa aos palanques das 78 prefeituras do Estado e aos jornais. Para carregar ainda mais o clima político, o ex-deputado estadual José Carlos Gratz, que chegou a ser preso sob a acusação de liderar o crime organizado no Estado, dá sinais de que pretende retomar sua carreira política. (págs. 1 e A14)




Na Noruega, o Estado investe no petróleo

O governo terá de tomar uma decisão delicada se pretende mesmo seguir o modelo norueguês na exploração de petróleo: ou saca dinheiro do Tesouro para investir na exploração de novos poços, ou, sem pôr dinheiro próprio, procura sócios privados que aceitem um parceiro nessas condições, porque o negócio é muito lucrativo. É o que afirmam especialistas noruegueses como o geólogo Gunnar Soiland, principal engenheiro e coordenador de projetos do Diretório Nacional de Petróleo (NPD), o equivalente norueguês da ANP.





O modelo norueguês é inaplicável ao Brasil sem grandes adaptações. Na Noruega, as companhias petrolíferas não vão a leilão para adquirir concessões. É o governo quem decide quais empresas - sempre em grupo - irão pesquisar, desenvolver e explorar os blocos. Quando uma área é considerada "estratégica" pelos técnicos do NPD e pelo ministério de Energia, as empresas privadas, para ganhar a licença, têm de aceitar no grupo a estatal Petoro, que administra os ativos do governo no setor. A Petoro também investe no campo com base em um orçamento fixado pelo ministério. (págs. 1 e A5)


Chávez puxa exportações de lácteos

As exportações de lácteos batem recordes em 2008, graças à Venezuela de Hugo Chávez. Nos primeiros sete meses do ano, o país comprou US$ 141 milhões, quase metade dos US$ 291 milhões vendidos pelo Brasil no exterior. No mesmo período de 2007, as encomendas venezuelanas foram de apenas US$ 8,8 milhões. As vendas para a Venezuela, especialmente de leite em pó, ganharam força no fim do ano passado, durante a crise de escassez de alimentos no país vizinho. A Venezuela produz 1 bilhão de litros de leite por ano, mas a demanda chega a 2,5 bilhões, diz Jacques Gontijo, presidente da cooperativa Itambé, a empresa que mais vende para o país. (págs. 1 e B12)




Inflação desacelera

O IGP-M registrou deflação de 0,12% na segunda prévia do mês, ante uma inflação de 1,79% um mês antes. É o menor índice nessa comparação desde abril de 2006. No ano, o IGP-M acumula alta de 8,5% e de 13,8% em 12 meses. (págs. 1 e A3)

ICMS maior para carros

Os Estados do Nordeste querem elevar a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos automóveis dos atuais 12% para 17% nas operações interestaduais. A proposta será levada à próxima reunião do Confaz, em setembro. (págs. 1 e A3)

Tranqüilidade à mesa

A concorrência no ramo de shoppings leva os centros de compras a se preocupar mais com os alimentos servidos em restaurantes. A Labor 3, da área de segurança alimentar, já atende o Morumbi e o D&D, em São Paulo, e agora expande os serviços ao interior, diz Cláudia Malotti. (págs. 1 e B5)

Minério de ferro

A ArcelorMital, maior produtor de aço do mundo, comprou as jazidas de minério de ferro da London Mining, em Itatiaçu (MG), por US$ 510 milhões, incluindo dívidas. Em três anos, a mina receberá mais de US$ 700 milhões em investimentos, para chegar a 10 milhões de toneladas/ano. (págs. 1 e B6)

Recorde na internet

O Tesouro Direto, ambiente de negociação de títulos públicos pela internet, bateu seu recorde de vendas em julho, com R$183 milhões. O número de investidores cadastrados chegou a 126,8 mil, um aumento de 40,4% em 12 meses. (págs. 1 e D2)

O preço da segurança

Ganhar na bolsa sem o risco de perder o principal investido é o pelo dos fundos de capital protegido, que atraíram R$2,5 bilhões, só neste ano. Mas os resultados decepcionaram: 7,2% em 12 meses, frente a um CDI de 11,34% e os 10,6% do Ibovespa. (págs. 1 e D2)

Idéias: Eliana Cardoso

Queda das commodities pode trazer desvalorização cambiais e crescimento menor. (págs. 1 e A2)

Idéias: Maria Inês Nassif

Banalização da tortura na ditadura contaminou o país. (págs. 1 e A6)

Idéias: Sérgio Vale

Queda das commodities pode levar a zero o superávit da balança comercial em 2010. (págs. 1 e A13)

Balança está mais sensível ao câmbio

Com o forte aumento de exportações e importações, mudanças suaves na taxa de câmbio tendem a produzir impactos mais significativos sobre a balança comercial. Uma eventual piora nas condições de financiamento externo não deve requerer uma desvalorização muito acentuada do real para que se promova uma correção razoável do saldo da balança. Estudo de Daniel Ribeiro, da Credit Suísse Hedging Griffo, estima que, com um dólar médio de R$ 1, 60 no ano que vem, o saldo comercial deve ficar em US$ 7,7 bilhões, muito abaixo dos US$ 21 bilhões projetados para este ano. Se o dólar ficar em R$ 1,70, o superávit já sobe para US$ 16,4 bilhões e se atingir R$ 1,80, seria de US$ 24 bilhões. (págs. 1 e A3)

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Gazeta Mercantil


Como combater o efeito colateral do marketing farmacêutico

Preocupados com o assédio dos laboratórios farmacêuticos sobre os médicos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) trabalham na criação de um protocolo que oriente a relação entre médicos e laboratórios. “As restrições visam impor um limite ao valor do brinde oferecido ao médico e de que forma ele pode exercer menor influência na hora de receitar um medicamento, e não uma marca”, informou o vice-presidente do CFM, Roberto D’Ávila. De acordo com o executivo, protocolos com esse objetivo já foram criados em países como Portugal e Espanha. A idéia não é proibir a prática, mas sim normatizar o que pode ser feito, disse o vice-presidente do CFM. A ação do conselho complementa resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que coloca alguns parâmetros para delimitar as propagandas dos fabricantes de remédios. “Hoje somos um dos setores mais regulamentados da economia”, afirma Ciro Mortella, presidente executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), que representa os laboratórios. O problema é que a influência da indústria sobre os médicos começa bem antes de eles entrarem nos consultórios. Uma pesquisa feita por Daisson José José Trevisol, professor e coordenador da unidade hospitalar de ensino da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), mostrou que o assédio ocorre desde os bancos das faculdades. “No início, é só um trabalho de fixação de marca, depois as coisas começam a ficar mais intensas, chegando a brindes como palm tops, inscrição para congressos e outros benefícios”, explica o professor. O mais interessante é que, entre os professores médicos, 53,6% consideraram que nunca ou raramente são influenciados pela indústria farmacêutica, mas 53,7% afirmaram acreditar que seus colegas são. (págs. 1, C1 e C2)

Deflação

IGP-M cai 0,12% na 2º prévia de agosto. (págs. 1 e A5)

Ações da BM&F Bovespa estréiam com alta de 7,5%

As ações unificadas da BM&F Bovespa subiram 7,5% em seu primeiro dia de negociação no mercado, fechando o pregão cotadas a R$ 11,84. Parte da alta foi atribuída por especialistas à possibilidade de que as ações passem a integrar as carteiras do Índice Bovespa e do Morgan Stanley Capital International (MSCI), que levam em consideração níveis de liquidez e o número de ações em livre circulação no mercado. O diretor-presidente da nova bolsa, Edemir Pinto, disse ontem que a empresa pretende consolidar sua atuação regional com parcerias que possibilitem a dupla listagem de empresas de capital aberto estrangeiras em seus países de origem e no Brasil. Ele descarta, por enquanto, aquisições na América Latina. Com a chegada da BM&F Bovespa ao pregão, o Novo Mercado, mais exigente nível de governança corporativa a que são submetidas as empresas listadas no País, passa a ter 102 integrantes. (págs. 1 e B1)

Investimentos elevam em 25% o PIB do Pará

A governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT), lidera um projeto de desenvolvimento que combina grandes empreendimentos industriais e extrativismo sustentável. “O Pará é a bola da vez no crescimento econômico da Amazônia”, afirmou a governadora. Além dos US$ 5 bilhões que a Companhia Vale do Rio Doce anunciou recentemente, a governadora conta com uma onda de investimentos que inclui vários empreendimentos de grande porte, como uma siderúrgica da Cosipar em parceria com a Nucor, já dada como certa, e uma fábrica de cimento do grupo Votorantim, em negociação. Para preparar a infra-estrutura logística, o presidente Lula destinou R$ 2 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A meta é elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do estado em 25% até 2010. (págs. 1 e A6)

Boi brasileiro ficou mais barato

Uruguai substitui o Brasil no ranking do gado mais caro do Mercosul (págs. 1 e C11)

Chope para motoristas

Desde a Lei Seca, as vendas de cerveja sem álcool cresceram acima dos 60%. Empresas como Femsa e AmBev aproveitam o embalo e lançam ainda este mês opção de chope não alcoólico. Págs. 1 e C2)

Súmula contra nepotismo

O Supremo Tribunal Federal vai aprovar, ainda hoje, súmula vinculante, que proíbe a prática do nepotismo na administração pública, em qualquer um dos três poderes. (págs. 1 e A10)

Prisão de Kia está suspensa

O Supremo Tribunal Federal suspendeu a prisão preventiva do iraniano Kiavash Joorabchian, ex-presidente da MSI, antiga parceira do Corinthians. (págs. 1 e A10)

Tesouro direto bate recorde

As vendas de títulos públicos federais para pessoa física pelo Tesouro Direto somaram R$183 milhões em julho, alta de 262,9% em relação a julho de 2007. (págs. 1 e B3)

Brasil ganhará mais peso nas decisões da GM

O Brasil tende a ganhar mais importância na estratégia global da General Motors. O presidente da GM no Brasil, Jaime Ardila, afirmou que a matriz nos Estados Unidos diminuirá sua influência sobre as operações mundiais em detrimento dos países emergentes, onde as vendas crescem. Responsável por 35% do volume de produção, a matriz nos Estados Unidos cairá para 25% até 2012. E, de 50% do faturamento, recuará para 40%. “No que depender do Brasil e do Mercosul, estamos preparados para crescer. Temos quatro fábricas na região”, afirmou o vice-presidente da GM no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto. Mesmo que nas projeções da GM o Brasil tenha um crescimento de vendas mais moderado a partir de 2009, na casa de 5% ao ano até 2012, o País saltará de uma taxa de 1 carro para cada 7 habitantes para 1 carro para 6 brasileiros. Ardila está convicto de que os fundamentos da economia brasileira estão em bom caminho. “Mas é claro que, depois de um crescimento vigoroso, puxado por crédito, renda e demanda reprimida, teremos uma expansão mais moderada”, diz. (págs. 1 e C5)

Opinião: Augusto Nunes

É só no Brasil que dá jabuticaba, e também uvaia, araçá e o chico-magro. Mas é só no Brasil que existem “coisas” do tipo Incra e Ibama. (págs. 1 e A11)

Opinião: Nelson Rocco

Investidores desavisados reclamam da recente queda da Bovespa, mas o movimento de alta e baixa é intrínseco da renda variável. (págs. 1 e A2)

Opinião: Rodrigo da Rocha Lourdes

Em um sistema partidário viciado, como o brasileiro, uma reforma de real impacto deve partir da adoção do voto distrital. (págs. 1 e A3)

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Estado de Minas


Desespero, morte e vida

Avião cai em Madrid com 172 pessoas a bordo. Famílias enterram 14 bóias-frias em Minas. Crime passional causa pânico na UFMG. PM mata assaltante que mantinha reféns em Brasília. Bebês são salvos quase por milagre (pág.1)


Lula vai manter licença de seis meses para mães (págs. 1 e 16)


Parentes vão perder cabides de emprego

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal estendeu aos poderes Executivo e Legislativo a proibição do nepotismo já em vigor no Judiciário. Está vetada a contratação de familiares até terceiro grau nos órgãos públicos da União, estados e municípios. (págs. 1 e 3)


Segurados de plano de saúde têm vitória (pág. 1)


MG economiza R$ 9,2 milhões com redução de acidentes (pág. 1)


TCE manda prefeitura romper contrato suspeito (pág.1)


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Jornal do Commercio


Tragédia em Madri

Avião da Spanair com 172 pessoas a bordo saiu da pista e pegou fogo no aeroporto de Barajas, deixando 153 mortos. Era a segunda tentativa de decolagem do piloto da aeronave. Companhia não informou a nacionalidade das vítimas. (págs. 1, 12 e 13)

Redução de 13,6% nos acidentes com dois meses de lei seca (pág. 1)


Operação desmonta grupos de extermínio

De policiais a candidatos a vereador, foram presos 43 acusados de 36 homicídios, somente este ano, em Jaboatão. Ainda há dez foragidos. (págs. 1 e 4)

Prefeitura do Recife impedida de reduzir ISS de prestadoras (págs. 1 e 7)


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Sinopse 21/08/2008 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás

 



 

 

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