sábado, fevereiro 21, 2009

Agência Brasil - Funai afirma que 8 toneladas de alimento perderam a validade durante o protesto - Direito Administrativo

 
19 de Fevereiro de 2009 - 20h43 - Última modificação em 19 de Fevereiro de 2009 - 23h48


Funai afirma que 8 toneladas de alimento perderam a validade durante o protesto

Vinicius Konchinski
Enviado Especial

 
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Dourados (MS) - A responsável pelo programa de segurança alimentar da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Dourados (MS), Lizandra Chuaiga, afirmou hoje (19) que 4 toneladas de feijão e 4 toneladas de  fubá que seriam entregues a índios da região venceram durante os 21 dias de protesto que fechou o escritório regional do órgão.

Segundo Chuaiga, os alimentos seriam utilizados nas 13 mil cestas básicas que a Funai entrega mensalmente.

“Serão 4 mil cestas básicas sem fubá e feijão”, disse Chuaiga, apontando para lotes inteiros de fubá que venceram no dia 6 de fevereiro.

“A Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] é quem entrega o alimento para gente e já avisou que não tem como repor.”

De acordo com ela, só a partir do mês que vem, a entrega dos alimentos deve ser normalizada.

O protesto que fechou a Funai foi realizado por um grupo de indígenas que pedem a exoneração da atual chefe do escritório regional de Dourados, Margarida Nicoletti. Por três semanas, eles acamparam em frente ao prédio da Funai e só deixaram o local após a Polícia Federal cumprir um mandado de reintegração de posse expedido pela Justiça Federal.

Hoje, em entrevista à Agência Brasil, a índia guarani-kaiowá Dirce Veron, umas das manifestantes, afirmou ser injusto culpar o protesto pelo atraso na entrega das cestas básicas e pela perda das 8 toneladas de comida.

Ela afirmou que, em nenhum momento, os cerca de 40 índios que acamparam em frente à Funai impediram a entrada de servidores no órgão e disse também que, se os alimentos venceram, é porque já tinham seu prazo de validade quase expirado.

“Um quilo de feijão e 1 quilo de fubá não estragam em 20 dias”, afirmou.

Dirce e outros indígenas permanecem desde segunda-feira (16), quando deixaram a Funai, acampados em um praça em frente ao escritório regional do órgão. Segundo ela, eles não deixarão o local até que Nicoletti seja afastada da chefia.



 


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