sábado, fevereiro 21, 2009

Agência Brasil - Sindicalistas tentam encontro com Lula para pedir readmissão na Embraer - Direito do Trabalho

 
20 de Fevereiro de 2009 - 18h53 - Última modificação em 20 de Fevereiro de 2009 - 18h53


Sindicalistas tentam encontro com Lula para pedir readmissão na Embraer

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Dois representantes de movimentos sindicais de São José dos Campos (SP) estiveram hoje (20) à tarde no Palácio do Planalto, na tentativa de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para pedir que ele intervenha na demissão dos 4,2 mil trabalhadores anunciada ontem pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer).

“Queremos que o governo intervenha imediatamente, que o governo chame a Embraer para readmitir os trabalhadores. Tem muito dinheiro público do BNDES [Banco do Desenvolvimento Econômico e Social] na Embraer”, disse o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, ao chegar ao Planalto, acompanhado do presidente do sindicato, Adilson dos Santos.

Na avaliação de Prates é possível discutir medidas alternativas, que evitem as demissões. “A Embraer é a empresa que tem maior jornada entre as indústrias aeronáuticas de todo o mundo. É possível reduzir a jornada para 40 horas, sem haver redução de salários, é possível outras alternativas, é possível dar licença remunerada, outras medidas que não a demissão”, explicou.

O presidente do sindicato, Adilson Prates, não descartou a possibilidade de paralisação dos trabalhadores caso as demissões não sejam revistas. “Se uma medida não vier, aí vamos ter que mobilizar os trabalhadores e parar a Embraer”.

Por não terem marcado horário previamente com Lula, os sindicalistas foram recebidos apenas por um assessor da Presidência. Segundos os sindicalistas, uma reunião foi pré-agendada para a próxima semana. “Se não formos atendidos vamos voltar a Brasília com uma caravana de trabalhadores”, afirmou Luiz Prates.

A Embraer demitiu ontem (19), 4,2 mil trabalhadores, a maioria deles da fábrica localizada em São José dos Campos (SP). As demissões equivalem a 20% do efetivo dos cerca de 21 mil trabalhadores da empresa. A justificativa da Embraer é a de que as exportações, que são responsáveis por 90% das receitas da empresa, estão sendo afetadas pela crise financeira internacional.

Um comunicado divulgado pela empresa afirma que a crise tornou “inevitável efetivar uma revisão de sua base de custos e de seu efetivo de pessoal, adequando-os à nova realidade de demanda por aeronaves comerciais e executivas”.

Ainda ontem, após o anúncio das demissões, sindicalistas já se reuniram com o presidente Lula e contaram que ele manifestou desacordo com as dispensas e afirmou que irá chamar representantes da empresa para uma conversa.

A Embraer é uma das maiores fabricantes de aviões de mundo. Já produziu 4.995 aeronaves, que hoje operam em 78 países nos cinco continentes e tem projetos financiados com recursos públicos do BNDES. A Embraer foi criada como empresa estatal e anos depois, privatizada.



 


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