30 de Novembro de 2009 - 16h25 - Última modificação em 30 de Novembro de 2009 - 16h46
Técnica pericial pode ajudar a comparar valores recebidos por Arruda com os declarados à Justiça
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Os peritos da Polícia Federal dominam uma técnica que permite estimar a quantia máxima de dinheiro que aparece nos vídeos da Operação Caixa de Pandora. A operação da PF foi deflagrada a partir de denúncias do envolvimento do governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM) e de parlamentares da base aliada na Câmara Legislativa em um esquema de compra de apoio político.
A partir da estimativa, pode ser possível cruzar informações e ver se os valores declarados na campanha do governador à Justiça Eleitoral correspondem aos que aparecem nas imagens.
“Há uma técnica chamada Vídeo Grametria, que nos permite identificar com boa precisão o tamanho dos maços e, com isso, a quantidade de cédulas. Além disso, podemos identificar formas e colorações e, por meio delas, estimar o valor máximo de dinheiro que aparece nas imagens”, explicou o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) Octavio Brandão, à Agência Brasil.
Ele ressaltou que a aplicação de todas as técnicas citadas depende da qualidade do vídeo. “Se for de boa qualidade, poderemos inclusive dizer que, com certeza, não há notas de R$ 100 e, com isso, baixar o valor máximo que pode haver ali, em dinheiro”, disse o perito.
“Mas para fazermos esses exames é necessário que, antes, conste a solicitação no pedido do laudo pericial”, esclarece Brandão. O Ministério Público deve enviar nos próximos dias os vídeos da Operação Caixa de Pandora ao Instituto Nacional de Criminalística (INC).
Edição: João Carlos Rodrigues![]()
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