domingo, janeiro 31, 2010

Agência Brasil - Acordos de livre comércio e associação entre países mostram novo desenho geopolítico mundial - Direito Internacional

 
29 de Janeiro de 2010 - 15h16 - Última modificação em 29 de Janeiro de 2010 - 15h40


Acordos de livre comércio e associação entre países mostram novo desenho geopolítico mundial

Paula Laboissière
Enviada Especial

 
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Salvador - A assinatura de novos acordos de livre comércio e o fortalecimento do grupo de países formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia e China – o chamado Bric – foram apontados como os dois sinais que mostram um novo cenário que se desenha na estrutura geopolítica mundial, por participantes da mesa Sul-Sul como Alternativa, no Fórum Social Temático da Bahia.

O subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Carlos Lopes, lembrou que, no ano 1.000, os países do Hemisfério Sul chegaram a representar 82% da população e, sobretudo, da riqueza mundial. Após a Revolução Industrial, entretanto, houve uma troca de cenários. Mas agora, no período considerado pós-crise econômica, o especialista acredita que haverá a recuperação dos países do Sul liderados pela China.

“Os países do Bric vão assumir a liderança mundial junto aos Estados Unidos em 2050. Não falta muito tempo para que a China seja o primeiro líder. É a emergência de um novo poder no Sul, com uma camada de aspecto econômico, mas outras camadas igualmente interessantes”, disse.

Ele elogiou, ainda, a criação do G20 – bloco de países ricos e principais países em desenvolvimento. Para Lopes, o surgimento do grupo era “uma necessidade” já que o G7 e mesmo o G8 já não são capazes de resolver problemas de origem econômica sem a participação dos emergentes. “Essa é uma ralidade completamente ultrapassada”, destacou.

Para o economista argentino e professor da Universidade de Buenos Aires, Jorge Beinstein, acordos de livre comércio como o que foi estabelecido no início deste ano entre a China e outros países asiáticos demonstram a importância de se apostar na alternativa Sul-Sul. Segundo ele, a medida vai afetar diretamente 1,9 bilhão de pessoas.

“Há um fenômeno de declínio dos Estados Unidos. Não é uma partição em quatro ou cinco potências. O que presenciamos é a decadência da unipolaridade, um processo de despolarização, de aparição de espaços de liberdade e de desenvolvimento”, analisou Beinstein.



Edição: Lana Cristina  


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