domingo, janeiro 31, 2010

Agência Brasil - Menos afetadas pela crise, pequenas empresas sustentaram geração de empregos em 2009 - Direito do Trabalho

 
29 de Janeiro de 2010 - 14h47 - Última modificação em 29 de Janeiro de 2010 - 14h47


Menos afetadas pela crise, pequenas empresas sustentaram geração de empregos em 2009

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - As micro e pequenas empresas, menos atingidas pelos efeitos da crise econômica mundial, foram responsáveis pelo saldo positivo de geração de empregos formais do país em 2009. Enquanto esse setor da economia encerrou o ano com 1,023 milhão de novas vagas, as médias e grandes empresas chegaram ao fim de 2009 com 28.279 postos a menos.

A constatação faz parte de uma análise realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na semana passada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O levantamento apontou que foram criados, ao todo, no país, 995.110 novos postos de trabalho.

Segundo a gerente de estudos e pesquisas do Sebrae, Raíssa Rossiter, essa contribuição reflete o crescente papel econômico e social que os negócios de menor porte vêm assumindo ao longo da última década.

“As micro e pequenas empresas vêm contribuindo cada vez mais com a geração de emprego e renda no país, mas no ano passado, pela primeira vez, foram as responsáveis pelo saldo positivo", disse. "Elas compensaram as perdas verificadas entre as grandes companhias, que por dependerem mais da demanda do mercado global foram diretamente afetadas pela crise.”

A gerente do Sebrae acredita que esse movimento foi impulsionado por medidas adotadas pelo governo nos últimos anos, que permitiram a ampliação do poder de compra da população. Entre elas, estão o aumento do salário mínimo, a expansão do crédito e a implementação de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

“Como a base das micro e pequenas empresas é exatamente o mercado interno, elas são beneficiadas e promovem um fenômeno consistente e sustentável de geração de emprego”, acrescentou.

A pequena empresária Glorimar Sarro, dona de uma clínica de estética na zona oeste do Rio de Janeiro, conta que experimentou um ano de demanda aquecida e precisou contratar três novos funcionários em 2009.  “Tive um aumento de 40% na procura pelos nossos serviços. Antes, tinha quatro funcionários, mas quase dobrei para dar conta de tudo e aproveitar esse bom momento”, disse.
 



Edição: Enio Vieira  


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