25 de Novembro de 2008 - 19h21 - Última modificação em 25 de Novembro de 2008 - 19h21
Brasil tem que permanecer vigilante no combate à exploração sexual infantil, alerta secretária
Da Agência Brasil
Brasília - O Brasil está maduro o suficiente para compreender a importância do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, embora a complexidade do problema, juntamente com novos cenários do mundo moderno, como o acesso à internet, imponha desafios a esse combate.
Avaliação foi feita hoje (25) pela secretária-executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Neide Castanha, em entrevista à Rádio Nacional.Neide, que está no Rio de Janeiro, onde participa do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, considera a situação atual do país, em relação ao assunto, paradoxa.
Ela destacou que, desde a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Prostituição Infantil, em 1993, na Câmara dos Deputados, o Brasil vem buscando a mobilização da sociedade e a responsabilidade dos poderes públicos para combate o problema. "Se comparado com outras iniciativas de outros países, o Brasil é um dos países que, há mais tempo, saiu debatendo essa problemática", observou.
Ela também citou o Plano Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, criado no ano 2000. Segundo ela, o plano foi fruto da luta de diversas instituições e de setores do governo contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, nos últimos 15 anos.
Mas, apesar dos avanços, em debates e movimentos que buscam envolver a sociedade na discussão por uma solução para o problema, a secretária revelou que o país ainda está longe de encontrar as soluções. Segundo ela, um dos principais motivos para o quadro atual é justamente a celeridade que o assunto exige para o seu enfrentamento.
"Cresce, a cada dia, a consciência e o compromisso da sociedade e do Poder Público dizer não à exploração sexual. Ao mesmo tempo, são tão velozes as armadilhas e as novas redes que vão atrás de roubar a sexualidade dessa infância, de usurpar da vulnerabilidade humana para fazer disso seu negócio e seu lucro, que nós temos, sim, que dobrar nossos esforços, convocar novos atores e segmentos para dizer que nós somos uma sociedade que não vai tolerar esse tipo de violência", disse.
Neide afirmou que, para manter as conquistas já realizadas, é necessário que a população não esqueça do assunto, colocando-a em pauta a todo instante. Segundo ela, é fundamental que a sociedade mantenha vigilância no combate à violência. "Não podemos achar que estamos com a guerra ganha", argumentou.
O 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes começa hoje (25) e termina na próxima sexta-feira (28).
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