28 de Novembro de 2008 - 19h16 - Última modificação em 28 de Novembro de 2008 - 19h17
Organizadores querem compromisso com plano de ação aprovado em congresso sobre exploração sexual
Mariana Jungmann
Enviada Especial
Rio de Janeiro - Levar adiante as propostas de ação resultantes do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é o principal desafio apontado pelos organizadores do evento encerrado hoje (28) no Rio de Janeiro.
As propostas, elaboradas a partir das dicussões realizadas no encontro foram consolidadas na Declaração e Plano de Ação do Rio de Janeiro para Prevenir e Eliminar a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
“O seguimento desse congresso é muito importante. É preciso seguir com foco muito forte na exploração sexual comercial e todo tipo de abusos, inclusive familiar, contra crianças”, disse o diretor regional do UNICEF na América Latina e Caribe, Nils Kastberg, ao fazer um balanço dos três dias de congresso.
O diretor elogiou a participação dos adolescentes nos grupos de discussão dizendo que "eles foram as estrelas de todos os seminários, com sua participação tão ativa”.
O presidente do NGO Group, Lennart Reinus, também ressaltou a importância de que as discussões tenham seguimento. “O documento de resultados é algo que devemos nos comprometer a seguir, tanto governos, quanto sociedade”, afirmou.
A presidente do Ecpat Internacional, Amiha Abueva, disse esperar que “até 2013 os mecanismos de troca de informações sobre pessoas que praticam abusos estejam implementados regionalmente”.
A coletiva de imprensa contou ainda com a presença da jovem colombiana Michele Correa. A expectativa dela é que as escolas passem a tratar de educação sexual. “Estou no 1º ano do Ensino Médio e nunca tive uma aula de sexualidade”, alertou.
De acordo com a subsecretária dos direitos da criança e do adolescente da Secretaria Especial de Diretos Humanos da presidência da República, Carmém Oliveira, 3,5 mil pessoas passaram pelo encontro, entre elas 55 ministros de Estado, de 170 países.
O Brasil foi representado por seis ministros, além de parlamentares, governadores e prefeitos. O presidente Lula também participou da abertura do Congresso, quando sancionou da lei 11.829/08, que tipifica melhor os crimes de pedofilia na internet.
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