quarta-feira, novembro 26, 2008

Agência Brasil - Jovens querem maior participação nas políticas de combate à exploração sexual - Direitos Humanos

 
26 de Novembro de 2008 - 13h50 - Última modificação em 26 de Novembro de 2008 - 14h42


Jovens querem maior participação nas políticas de combate à exploração sexual

Mariana Jungmann
Enviada especial

 
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Rio de Janeiro - Adolescentes de todo mundo estão reunidos no 3º Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro, para discutir e apresentar propostas de políticas voltadas à proteção da infância. Mais de 280 jovens estão participando de oficinas, painéis, palestras e reuniões com autoridades e instituições internacionais.

“É a primeira vez que está sendo levado em consideração a opinião dos adolescentes. Até agora, tratava-se do enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes sem escutá-los”, avalia Rodrigo Corrêa, que está no congresso coordenando o trabalho de dez adolescentes da ONG Oficina de Imagens.

De acordo com ele, esses jovens não são necessariamente vítimas, mas agentes de prevenção e de divulgação. “Eles são preparados pelas suas instituições para fazer a preparação de outros jovens. Acreditamos que fazendo essa corrente vamos conseguir minimizar o problema”, explica o jovem de 23 anos que saiu de Belo Horizonte para participar do congresso. Segundo Corrêa, entre as coisas que os adolescentes aprendem nessas instituições está o poder sobre o próprio corpo e a consciência sobre o que é abuso sexual.

Para passar adiante essa percepção do problema, a adolescente Leila Silva, 17 anos, integrante do Projeto Sentinela, acredita que as escolas têm papel fundamental. “Uma das minhas propostas é que se trate desse assunto nas escolas. Hoje, isso não é falado durante o processo de formação do jovem."

O cambojano Ol Sopheak, 18 anos, também se empolga ao falar do congresso. Segundo ele, esse é um assunto importante no Camboja e espera que os governos presentes no Rio de Janeiro não façam ações apenas durante o evento. “Espero que os governos do mundo todo entendam a importância de olhar para suas crianças."

Sopheak também acredita que o Brasil é um exemplo para os países em desenvolvimento. “Sonho com o dia em que meu país vai ser desenvolvido como o Brasil.”



 


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