terça-feira, fevereiro 03, 2009

Agência Brasil - Aumento do seguro-desemprego é menor que o da cesta básica, diz Dieese - Direito do Trabalho

 
3 de Fevereiro de 2009 - 17h02 - Última modificação em 3 de Fevereiro de 2009 - 17h14


Aumento do seguro-desemprego é menor que o da cesta básica, diz Dieese

Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O reajuste do seguro-desemprego, de 12,048% para 2009, publicada no Diário Oficial da União de ontem (02), é menor que o aumento da cesta básica na maior parte da capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no ano de 2008. A informação é do supervisor do escritório regional da entidade, em Brasília, Clóvis Scherer.

De acordo com o economista, das 17 capitais pesquisadas, apenas em cinco delas (Belém, Goiânia, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju) o custo dos alimentos essenciais foi inferior ao aumento do seguro-desemprego. Na capital federal, por exemplo, a cesta básica em dezembro de 2008, ficou em R$ 236,15, o que significa uma elevação de 22,21% em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 193,23.

Segundo Scherer, com o valor médio do benefício do seguro-desemprego informado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, de R$ 564,40, pode-se comprar, em Brasília, 2,39 cestas básicas, ou 342 litros de leite ou 119 quilos de feijão ou ainda 96 quilos de pães.

A Resolução nº 587, do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), definiu que, com o reajuste, o menor valor pago ficará em R$ 465,00 e o maior será R$ 870,01.

Ainda segundo o Dieese, o tempo médio que um trabalhador fica desempregado é de 62 semanas, ou seja, por mais de 15 meses, enquanto o pagamento é feito por no máximo cinco meses. O aumento do auxílio-desemprego é sempre vinculado ao do salário mínimo. Todos as parcelas são pagas com base no aumento, independente da data em que o trabalhador entrou com o pedido.

Foram corrigidas também as faixas de enquadramento para o cálculo do valor do benefício, que depende do salário médio dos últimos três meses trabalhados. Quem ganhou até R$ 767,60 receberá 80% de seu salário médio. O trabalhador que recebeu um salário médio entre R$ 767,71 e R$ 1.279,46 receberá 50% do montante do salário médio que exceder os R$ 767,60, acrescido de um valor fixo de R$ 614,08. Quem ganhou na média mais do que R$1.279,46 receberá R$ 870,01.





 


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