terça-feira, fevereiro 03, 2009

Agência Brasil - Metalúrgicos da GM discutem proposta para manutenção dos empregos - Direito do Trabalho

 
31 de Janeiro de 2009 - 20h42 - Última modificação em 1 de Fevereiro de 2009 - 10h22


Metalúrgicos da GM discutem proposta para manutenção dos empregos

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Mais de l.600 empregados da montadora General Motors foram chamados a comparecer amanhã, às 10h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, na região do ABC paulista, para participar da elaboração de uma proposta em favor de manutenção de emprego. Para avisar a categoria sobre a assembléia, a entidade, vinculada à Força Sindical, enviou telegramas a l.633 metalúrgicos, que estão em férias remuneradas e têm regime de contrato determinado.

O presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, informou que a maioria deles têm contratos vencendo agora em fevereiro. “Dependendo do caso, o empregado pode negociar a prorrogação, mas isso se já não tiver tido antes uma renovação”, explicou o líder sindical.

Como as atividades no setor vêm diminuindo, Silva avalia ser importante a presença dos trabalhadores na assembléia para que possam discutir uma proposta a ser encaminhada à montadora. No entanto, ele evitou adiantar que tipo de sugestão pretende pôr em votação, limitando-se a dizer que a proposta saíra da reunião.

Em recentes acordos firmados com a intermediação de outra entidade ligada à Força Sindical, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, ficou estabelecido que mais de cinco mil metalúrgicos do setor automotivo terão perdas salariais, com redução da jornada de trabalho, em troca de permanência no emprego.

O Ministério Público do Trabalho teme que tais acordos estejam descumprindo a legislação. Por isso, marcou audiência para segunda-feira, às 14h, a fim de analisar o acordo feito pela Valeo Sistema Automotivo Ltda com seus empregados.

Em nota publicada pelo Ministério Público, nos últimos dias 28 e 29, a procuradora-chefe da instituição, Oksana Maria Dziura Boldo, informal que metalúrgicos de São Paulo e de Mogi das Cruzes relataram estar havendo “pressão dos empregadores sobre os trabalhadores”.

A nota, porém, não cita nomes e nem revela se os problemas estão ocorrendo de forma generalizada no setor ou em determina empresa. Ainda segundo o comunicado, os metalúrgicos apresentaram documentos com estudos preparados com a ajuda de técnicos e economistas do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o ajuste da jornada de trabalho, salário e estabilidade “pelo período em que a situação econômica emergencial das empresas estiver afetada”.

 



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