Texto publicado terça, dia 24 de janeiro de 2012Justiça Federal condena 13 por fraudes ao INSSA 5ª Vara Federal de Guarulhos (SP) condenou 13 pessoas, entre elas um delegado da Polícia Civil de São Paulo, acusadas de integrar uma quadrilha que fraudava o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), causando prejuízos superiores a R$ 9 milhões aos cofres públicos. O Ministério Público Federal denunciou o grupo depois de apurar que cerca de 300 benefícios, entre aposentadorias e auxílio-doença, foram concedidos irregularmente entre os anos de 2009 e 2010.
Os réus foram condenados pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato e corrupção ativa e passiva. Oito deles tiveram a pena estipulada entre oito e 11 anos de reclusão, dois servidores públicos foram condenados à perda o cargo e cinco, a cumprir prisão em regime semiaberto, com penas de sete a oito anos. O MPF recorreu, pedindo o aumento das penas.
Segundo o MPF, as investigações, que culminaram com a deflagração da Operação Evidências, começaram em 2009, quando um servidor da previdência teria usado programas de computador para obter, de forma ilegal, a senha de outros servidores do INSS, principalmente médicos peritos. De acordo com a acusação, as senhas furtadas serviram para inserir no sistema que perícias tinham sido realizadas para a concessão ou prorrogação de benefícios, principalmente auxílio doença. A quadrilha entrava em contato com o beneficiário, que teve pedido negado, para oferecer o serviço. Em média, cada benefício custava entre R$ 3 mil e R$ 4,5 mil. O servidor do INSS recebia entre R$ 2,5 mil a R$ 3 mil de comissão. Além de carro de luxo, diz o MPF, o servidor acumulou patrimônio desproporcional com seus vencimentos do INSS.
O MPF de Guarulhos também havia denunciado 15 segurados da Previdência Social por se valer dos serviços prestados pela quadrilha. No curso da ação, o MPF pediu a suspensão condicional do processo, decisão acolhida pelo juiz do caso, Guilherme Roman Borges.
No início do processo, a Justiça Federal decretou a indisponibilidade dos bens dos 13 acusados presos, além do sequestro de contas bancárias dos réus. A sentença determinou ainda a alienação dos bens apreendidos. Segundo o MPF, as interceptações telefônicas, autorizadas judicialmente, revelaram a intenção da quadrilha em intimidar outros servidores que pudessem comprometer as fraudes. O delegado da Polícia Civil, diz a acusação, chegou a propor “dar um susto” em quem interferisse.
Sob encomenda
Segundo o Ministério Público Federal em Guarulhos, há relação dos condenados com outros criminosos, responsáveis por um roubo na agência do INSS da cidade em maio de 2010. De acordo com a denúncia, cinco criminosos invadiram a agência para roubar o caixa eletrônico, mas pretendiam na ação destruir possíveis provas da Operação Evidências. Um computador que seria utilizado para fraudes foi levado pelo banco. Os cinco assaltantes foram condenados a penas que variam de sete e 13 anos de reclusão. O vigilante da agência foi condenado a sete anos de reclusão, em regime semiaberto, pela participação no roubo e por corrupção passiva.As interceptações telefônicas da investigação mostraram que ao menos três dos condenados pelo roubo se associavam a outras pessoas para assaltos em prédios públicos e privados. De acordo com o Ministério Público, há possível ligação do banco com outras organizações criminosas, entre elas a facção que comandaria os presidiários paulistas. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-SP.
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quarta-feira, janeiro 25, 2012
Consultor Jurídico - Justiça Federal condena 13 por fraude ao INSS superior a R$ 9 milhões - Notícias de Direito
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