terça-feira, setembro 30, 2008

Agência Brasil - Kennedy Nunes propõe metrô privado para resolver trânsito em Joinville - Direito Eleitoral

 
25 de Setembro de 2008 - 05h42 - Última modificação em 25 de Setembro de 2008 - 05h42


Kennedy Nunes propõe metrô privado para resolver trânsito em Joinville

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Para melhorar o trânsito de Joinville, município com 500 mil habitantes e uma das economias mais prósperas de Santa Catarina, o candidato a prefeito pelo PP, Kennedy Nunes, quer implementar uma linha de metrô de superfície ligando as zonas sul e norte da cidade. “Entre essas duas áreas é que ocorre a maior parte do tráfego diário, pois temos uma concentração populacional na parte sul da cidade e uma concentração de empresas na parte norte”, destacou.

De acordo com Kennedy Nunes, a intenção é realizar a obra somente com recursos privados. “Existem empresas internacionais interessadas em implementar metrô no Brasil. Algumas empresas japonesas, por exemplo, estão entre Joinville e Florianópolis para trabalhar com linhas de metrô. Acho que, para o nosso município, é uma opção viável”, afirmou o candidato. Para ele, vencida a fase de licitação, em dois anos e meio será possível ter o metrô circulando.

“Nossa proposta é instalar o metrô de superfície. Dessa forma, não precisaremos fazer desapropriação, não será necessário abrir a linha. Usaremos as vias já existentes”, detalhou. A obra, de acordo com Kennedy Nunes, teria um custo de R$ 60 milhões e a linha teria uma extensão de nove quilômetros. Com o metrô em funcionamento, Kennedy Nunes propõe ainda a reformulação das linhas de ônibus, para que circulem de forma integrada. “A linha passaria a circular das estações para os bairros, dando mais agilidade e mais conforto para os usuários”, destacou.

Kennedy Nunes é candidato à prefeitura de Joinville pela segunda vez. Ele também concorreu em 2004, obteve 44.413 votos, mas não se elegeu. Aos 18 anos, se candidatou pela primeira vez a vereador e, para isso, teve que pedir uma autorização ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que não tinha completado 18 anos na época da inscrição das candidaturas. Em 1998, assumiu o primeiro mandato como vereador e, em 2001, foi reeleito. Em 2006, foi eleito deputado estadual.

O candidato também defendeu o subsídio público no preço da passagem de ônibus. “Temos uma das passagens mais caras do Brasil e nenhum centavo de subsídio público. Minha intenção é pegar a metade do que se gasta atualmente no gabinete do prefeito  e converter em subsídio. Atualmente, o gabinete do prefeito tem uma dotação orçamentária no valor de R$ 12 milhões mensais. Com a metade disso investida na passagem teríamos condição de reduzir dos atuais R$ 2,50 para R$ 1,80 o preço do bilhete”, detalhou.

Na área de educação, o candidato do PP pretende dar autonomia financeira para as escolas do município. Isso significa que cada escola teria seu orçamento e direcionaria esses recursos para as áreas que ela considera prioritárias.

“É comum ver escolas precisando de pequenas obras de manutenção, de materiais escolares e a prefeitura não fornecendo os recursos para suprir essas necessidades. Com o diretor administrando os recursos, ele poderá ter mais agilidade para investir no que realmente é necessário. Poderá ainda comprar os ingredientes perecíveis da merenda escolar no próprio bairro”, explicou.

Essa descentralização, na opinião de Kennedy Nunes, não vai contribuir para que ocorra corrupção com os recursos da educação. “Pelo contrário, quem vai fiscalizar a aplicação dos recursos são os próprios pais, os representantes das comunidades, que poderão se organizar em forma de conselhos”, disse. “E não há fiscal melhor porque trata-se do principal interessado na prestação de serviço de qualidade. Além do mais, é um fiscal de fora da administração, o que o torna mais isento”, completou.

Outra proposta de Kennedy Nunes é reduzir o preço que se paga pela água em Joinville. Ele disse que após a municipalização do serviço, que ocorreu há dois anos, houve uma aumento de 40% no preço pago pelo metro cúbico de água. “A companhia municipal de abastecimento tem atualmente um faturamento de R$ 7,5 milhões mensais. A atual administração alega que é para que a companhia tenha poder de endividamento, para que se possa fazer obras de saneamento. No entanto, esse poder de endividamento pode ser o da própria prefeitura e não feito com o dinheiro da população. O valor que se paga pelo metro cúbico de água pode ser 30% menor. Essa redução não vai comprometer a qualidade do abastecimento  nem a saúde financeira da empresa”, considerou.





 


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