SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
28 de setembro de 2008
O Globo
Manchete: Crise ameaça investimentos em infra-estrutura no Brasil
O enxugamento do crédito provocado pela crise financeira global encareceu os empréstimos e ameaça os investimentos em infra-estrutura no Brasil, essenciais para o crescimento do país. Especialistas, representantes do setor privado e integrantes do governo temem a redução dos investimentos em energia, transportes e telecomunicações. São áreas que, junto com saneamento, planejam investir cerca de R$ 304 bilhões até 2011. No comércio varejista, empresários também já admitem que a turbulência internacional vai reduzir o volume de encomendas e afetar as vendas. (págs. 1, 33 a 41)Meirelles: bancos estão sólidos
O presidente do BC, Henrique Meirelles, diz que os bancos brasileiros estão sólidos e poderão reduzir o impacto da crise no crédito interno. Apesar da confiança, ele acha inevitável a desaceleração do crescimento. (págs. 1 e 35)------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Governo prevê expansão menor em 2009
Apesar de o ministro Guido Mantega (Fazenda) prever um crescimento econômico de 4,5% no próximo ano, setores do governo já avaliam que essa taxa pode ficar na casa dos 4%, talvez até menos, com o agravamento da crise financeira mundial, informam Valdo Cruz e Kennedy Alencar. (...) (pág. 1 e Dinheiro)Obama vence debate, dizem pesquisas
As primeiras pesquisas sugerem que Barack Obama saiu-se ligeiramente melhor do que John McCain noprimeiro debate entre os dois. (...) (págs. 1 e A20)Editoriais
Leia Copia e cola, acerca de promessas eleitorais; e O diploma e os ministros, sobre formação de jornalistas. (págs. 1 e A2)------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Crise vai impor controle mais rígido do sistema financeiro
A crise nos EUA pôs em xeque o liberalismo financeiro e o modelo de crescimento apoiado no consumo, dizem especialistas. O mundo financeiro dos últimos 25 a 30 anos morreu, afirmou Otaviano Canuto, do BID. O ex-banqueiro Charles Morris considera que o consumo (nos EUA) precisa cair uns 5% ou 6% do PIB, é um novo modelo. Aloísio Araújo, da FGV-Rio, resume: A idéia de que é muito difícil regular o sistema financeiro, e de que ele tem capacidade de se autocorrigir, se revelou equivocada. Assim, as mudanças regulatórias deverão afetar toda a cadeia operacional dos bancos, começando com o crédito. No Brasil, a turbulência foi sentida no mercado de câmbio e de crédito, o que pode ameaçar os investimentos. (págs. 1, B1 e B11)Corrida para fechar o pacote
Congressistas corriam ontem para alinhavar o plano de resgate do sistema financeiro e anunciá-lo hoje, antes da abertura dos mercados. Mais importante que o custo da ajuda é o que fazer com ela, diz o analista Sebastian Mallaby. (págs. 1, B1 e B5)Equador vota Constituição que dá mais poder a Correa
Os equatorianos vão hoje às urnas para votar o projeto de Constituição defendido pelo presidente Rafael Correa para refundar o país. Seguidor do venezuelano Hugo Chávez, Correa terá os poderes ampliados, até mesmo no Judiciário, caso a Carta passe. (págs. 1, A22 e A24)Notas e Informações
Putin se serve de Chávez Putin serve-se da Venezuela para mostrar aos EUA que a estabilidade econômica e política da Rússia lhe permite se fazer presente além de sua esfera de influência. (págs. 1 e A3)Gabeira é 3º, à frente de Jandira em pesquisa
Fernando Gabeira (PV) passou Jandira Feghali (PCdoB) e assumiu o terceiro lugar na preferência do eleitor para a prefeitura, segundo pesquisas. O Datafolha registrou um triplo empate técnico entre Marcelo Crivella (PRB), Gabeira e Jandira na disputa pelo segundo lugar. No Ibope, Crivella tem 14 pontos a mais que Gabeira. Em ambas, Eduardo Paes (PMDB) lidera. (págs. 1 e 8)------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Brasil: melhor do que China, Rússia e Índia
O furacão da crise financeira global não vai ser tão devastador para o Bric grupo formado pelas economias emergentes de Brasil, Rússia, Índia e China. Analistas brasileiros e americanos apostam que os quatro vão continuar crescendo, na contramão da recessão mundial. E que o Brasil lidera, ao lado da China, as previsões otimistas, lastreado por um conjunto de fatores estruturais, no qual o sistema bancário tem destaque. (págs. 1 e E3)Diretor da PF pode reassumir
Romero Menezes, o diretor-executivo da Polícia Federal que foi preso por suspeita de vazamento de informações e corrupção, deve ser chamado a reassumir seu posto. Nada surgiu que confirme as principais acusações levantadas contra ele. (págs. 1 e A10)------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Brasília inchada... ... e desigual
A degradação e a vergonha no centro de Brasília, com prostituição de menores e comércio de drogas, expostas nas páginas do Correio esta semana, são reflexos de algo bem maior: o crescimento desordenado da cidade e seus arredores. De 1980 para cá, a população do país cresceu 54,6%; a do Distrito Federal, 108,6%. Levantamento do IBGE mostra que a desigualdade social na capital, ao contrário do que ocorreu no Brasil, aumentou no ano passado: enquanto na média nacional os 10% mais ricos têm 40% da renda, no DF eles abocanham quase 50%. Os mais pobres, por sua vez, detêm apenas 11% da renda, contra 15% no país. (págs. 1, 30, 32 e 35 a 37)Lula reconhece: Teria sido pior do seu jeito
Ao lembrar os 20 anos da promulgação da Carta Magna, presidente diz que seria muito mais difícil governar hoje se tudo que o PT queria na época tivesse sido aprovado. Ex-presidente José Sarney, que convocou a Constituinte, reclama do texto. (págs. 1 e Tema do Dia, págs. 2 a 8)Crise global BC já admite tomar medidas mais duras
Instituição avisa a Lula que país crescerá menos em 2009 e prepara terreno para agir contra efeitos da crise imobiliária americana. Nos EUA, Bush abre o jogo: contribuinte vai pagar a conta de US$ 700 bilhões para socorrer bancos. (págs. 1, 22, 25 e 27 a 29)Atraso Escravidão revive de cara nova e cresce
A cada quatro horas, o Brasil registra um flagrante de exploração desumana no trabalho. Liderado pelo Centro-Oeste, com 45% dos casos, ranking da vergonha aumenta também no Sudeste e em Alagoas. (págs. 1, 14 e 15)PT desponta como favorito nas principais cidades do país
A uma semana da eleição, o PT surge como favorito no maior número de capitais e cidades grandes. Há petistas no páreo em 33 dos 79 principais municípios. PMDB e PSDB estão bem situados em 22 e 20 cidades, respectivamente. Já batizado entre políticos de G-79, as 79 cidades têm relevância porque abrigam 46,8 milhões de eleitores. Hoje o PT governa 17 dessas cidades. (págs. 1 e A12)------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Crédito de curto prazo para empresas mingua
Depois de ter secado as fontes externas de crédito, a crise de liquidez no sistema financeiro internacional atinge em cheio as linhas em reais de curto prazo. "As linhas de crédito à exportação secaram, mas também percebemos um aumento no custo do capital de giro", diz João Nogueira Batista, presidente do frigorífico Bertin.
Segundo João Henrique Marchewsky, presidente da Buettner, indústria de confecções sediada em Brusque (SC), a empresa estudava operações estruturadas como securitização de recebíveis para alongar o perfil do endividamento, mas já recebeu recomendação dos bancos para adiá-las. "Está tudo em banho-maria".
Marchewsky disse ter levado "um susto bem grande" ao perceber o aumento nas taxas de juros dos Adiantamentos de Contrato de Câmbio e Cambiais Entregues (ACC e ACE). Há poucos dias, a empresa pagava entre 6% e 7% ao ano nessas linhas, que na quarta-feira passaram a 16,5%. O executivo também já vê diferença nas taxas do capital de giro praticadas pelos bancos, que passaram nos últimos dias de 20% ao ano para em torno de 25%.
Para a Predilecta, fabricante de atomatados e doces no interior do Estado de São Paulo, a taxa de desconto de duplicatas subiu entre 20% e 30%. "Até o mês passado, a taxa estava em 1,1% ao mês e agora passou para algo entre 1,3% e 1,4%", disse Antônio Carlos Tadiotti, sócio da companhia.
A Cia. do Terno, uma das maiores varejistas de vestuário masculino do país, notou o encarecimento das linhas de financiamento de capital de giro. Nas transações garantidas por recebíveis, o custo aumentou 32%, segundo Pedro Paulo Drummond, presidente da empresa. "Há 90 dias, pagávamos juros de 1% ao mês e, agora, a taxa está em 1,32%", diz o executivo.
A julgar pelo humor das instituições financeiras, as empresas podem esperar por mais restrições. Bancos consultados pelo Valor informaram que estão reduzindo os limites para pessoas jurídicas e elevando os juros em 15% nas operações renovadas. Para o próximo ano é esperada uma desaceleração ainda mais forte, disse Kedson Macedo, diretor-executivo de micro e pequenas empresas do Banco do Brasil. (págs. 1, C1 e C2)Sarney no centro dos embates no Maranhão
Muito mais do que em outros Estados, as eleições no Maranhão mantêm um colorido próprio: as disputas nos principais colégios eleitorais refletem o embate entre o governador Jackson Lago (PDT), antigo aliado petista e hoje próximo do PSDB nacional, e os candidatos da base lulista, atualmente na órbita da família Sarney, principal sustentáculo de Lula no Estado. "Aqui tem dois partidos: Sarney e anti-Sarney. Não existe PSDB, não existe partido", diz Lago, que se aproximou do PSDB desde a posse. (págs. 1 e A14)União estuda defender bancos no STF
O governo avalia a possibilidade de ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação denominada "Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental" para tentar conter as decisões judiciais que determinam o pagamento de perdas na caderneta de poupança decorrentes de vários pacotes econômicos, como o Plano Verão, de 1989.
A Advocacia-Geral da União começou a trabalhar nesse assunto depois que a Febraban procurou autoridades, do Ministério da Fazenda ao Palácio do Planalto, para sensibilizar o governo de que esse não é um problema unicamente dos bancos nem deve ser tratado caso a caso.
O passivo estimado pelo setor - considerando-se todos os correntistas que tinham depósitos de poupança nos meses de janeiro e fevereiro de 1989, quando o Plano Verão mudou o indexador da economia - é de mais de R$ 100 bilhões. O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, disse ao Valor que as ações dos correntistas deveriam ser julgadas improcedentes. (págs. 1 e C10)Idéias
Adilson de Oliveira: transformação do potencial do pré-sal em realidade depende de consenso político. (págs. 1 e 10)Idéias
Claudia Safatle: problemas que o governo brasileiro terá de enfrentar com a crise internacional. (págs. 1 e A2)Ibama agora aprova usinas no Araguaia
O Ibama mudou de opinião e agora deve aprovar a construção de duas usinas hidrelétricas no Rio Araguaia, sete anos depois do leilão realizado ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. A construção das usinas foi inicialmente proibida pelo Ibama, mas o órgão está reavaliando os pedidos de licenciamento ambiental, novamente apresentados pelas empresas neste ano. Os entendimentos com os ministérios do Meio Ambiente e das Minas e Energia ocorreram após a posse do ministro Carlos Minc.
Na semana passada, o Ibama entregou ao consórcio Gesai, liderado pela Vale e que arrematou a usina de Santa Isabel, um termo de referência com as linhas-mestras para o licenciamento prévio. A EDP Energias do Brasil, que ficou com a usina Couto Magalhães, deve receber o documento em outubro. (págs. 1 e B9)Mudanças na energia spot
O governo estuda mudanças nas regras do mercado atacadista de energia para reduzir as variações bruscas de preço no mercado spot. Uma das propostas é adotar uma média móvel de cinco semanas para o preço do megawatt-hota. (págs. 1 e A4)Indústria ambiental
A retomada dos investimentos em saneamento básico e os empreendimentos do PAC alavancam as vendas da indústria de máquinas e equipamentos para o setor ambiental, diz Gílson Cassini Afonso, presidente do sindicato dos fabricantes. (pág. 1)Negócio das arábias
A corrente de comércio com os países árabes já soma US$ 13,7 bilhões no ano, até agosto, superando os negócios realizados em todo o ano passado. Desde 2003, as exportações brasileiras para esses países aumentaram mais de 120%. (págs. 1, B7 e B8)Isenção do PLR
Decisões judiciais anulam autuações da Receita contra empresas que não recolheram contribuição previdenciária sobre valores pagos a títulos de participação nos lucros e resultados (PLR). (págs. 1 e E1)Copebrás vai investir US$ 1 bi em Catalão
Segunda maior fabricante de matérias-primas para fertilizantes do país, a Copebrás, controlada pelo grupo Anglo American, decidiu ampliar o projeto de expansão de seu complexo em Catalão (GO). Em estudo há pelo menos três anos e inicialmente orçado em US$ 180 milhões, o plano tornou-se mais ambicioso e agora deverá absorver pelo menos US$ 1 bilhão. A capacidade de produção deverá passar das atuais 1,3 milhão de toneladas de concentrado de fósforo por ano para cerca de 3 milhões.
"O objetivo, agora, é mais do que dobrar o tamanho da empresa como um todo", diz Cristiano Melcher, diretor-executivo da Copebrás. A revisão está relacionada ao crescimento da demanda doméstica por adubos e aos elevados preços do insumo. Apesar das incertezas provocadas pela crise financeira, Melcher não prevê problemas para levantar recursos e financiar a ampliação, até porque a Anglo American teve vendas globais superiores a US$ 30 bilhões em 2007. (págs. 1 e B12)Economia real já sofre nos Estados Unidos
Os danos causados pela crise financeira em Wall Street já atingem a enfraquecida economia americana, as famílias e as empresas sob a forma de crédito escasso e juros mais altos. Isso pode aumentar o desemprego e corroer lucros.
A demanda por produtos manufaturados teve queda acentuada em agosto. As vendas de casas novas chegaram ao menor nível mensal dos últimos 17 anos e, na semana encerrada em 20 de setembro, os pedidos de seguro-desemprego atingiram o maior volume desde os atentados de 11 de Setembro, em 2001.
As autoridades americanas acreditam que as enormes intervenções do governo, somadas ao pacote de socorro que está sendo negociado no Congresso, vão suavizar o impacto da crise. A economia também mostrou resistência surpreendente nos últimos 25 anos, o que pode voltar a prevalecer. Mas o aperto de crédito já atinge a economia. A GE divulgou ontem o que pode ser a primeira de várias previsões de queda no lucro. (págs. 1 e C3)Crise americana
Os pedidos de bens duráveis às indústrias americanas diminuíram 4,5% em agosto, a maior queda registrada neste ano. Analistas esperam uma retração menor, de 2%. Excluída a redução de 8,9% nos bens de transporte, os pedidos caíram 3%, o maior recuo em 19 meses. (págs. 1 e A11)Sadia perde R$ 760 mi com dólar
A Sadia teve uma perda financeira de R$ 760 milhões com instrumentos derivativos de dólar. O prejuízo, segundo a empresa, foi liquidado com recursos do caixa, que acumulava R$ 2 bilhões no fim de junho. Embora o anúncio sobre a perda tenha sido feito ontem, após o encerramento do pregão, as ações da empresa fecharam em queda de 2%, num dia em que o Ibovespa teve alta de 3,98%.
A perda é superior ao potencial lucro líquido anual da Sadia e deve jogar o balanço de 2008 no vermelho. No primeiro semestre, a empresa teve lucro líquido de R$ 334,7 milhões. O diretor financeiro, Adriano Ferreira, foi demitido, informou ao Valor o presidente da companhia, Gilberto Tomazoni. (págs. 1 e D1)------------------------------------------------------------------------------------
Gazeta Mercantil
Manchete: Disputas políticas adiam aprovação de ajuda a bancos
Não houve acordo ontem após a reunião de emergência entre os congressistas dos dois principais partidos dos Estados Unidos com o governo George W. Bush e os candidatos Barack Obama e John McCain. Segundo agências de notícias, as discussões foram marcadas por profundas divisões entre democratas e republicanos quanto às condições do pacote-ajuda de US$ 700 bilhões para o sistema financeiro do país proposto pelo governo Bush.
Republicanos e democratas haviam adiantado que um projeto de lei autorizaria o pacote solicitado, mas que o Congresso tinha intenção de desembolsar a quantia em parcelas. Também disseram que haverá limites para os pacotes de remuneração dos executivos cujas empresas pedem assistência do governo, além de um mecanismo para o governo receber participação em algumas companhias para que os contribuintes tenham oportunidade de ter lucro caso elas prosperem.
O anúncio de que haveria o acordo repercutiu no mercado acionário, tanto em Nova York como em São Paulo. As bolsas, que já operavam em alta, subiram ainda mais. O índice Dow Jones fechou com valorização de 1,82%, e o Nasdaq, de 1,43%. A Bovespa teve ganho de 3,98%. (págs. 1, A12, B1, B2 e B3)Dilma: crédito é da Odebrecht
Em resposta à ameaça equatoriana de não pagar US$ 242 milhões ao BNDES, a ministra Dilma Rousseff disse que o banco não tem relação com o Equador, mas com a Odebrecht . Não vamos complicar a situação. (págs. 1 e A11)Queda recorde no desemprego
A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE foi de 7,6% em agosto, a segunda melhor da série histórica desde 2002. A estimativa de economistas é de fechar o ano com a média recorde de 8% de desocupação. (págs. 1 e A4)Pré-sal ajuda a pequena empresa
As descobertas da camada pré-sal beneficiaram alguns setores, como o das pequenas e médias empresas, que têm deixado a condição de importadoras para ingressar no mercado externo. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)Brasil terá álcool de celulose em 2010
A corrida tecnológica pelo álcool de segunda geração, o combustível verde obtido a partir de resíduos do bagaço de cana ou de qualquer outros vegetal, poderá ser vencida pelo Brasil em um ano e meio. Foi o que garantiu o presidente para a América Latina da dinamarquesa Novozymes, Pedro Luiz Fernandes. Segundo informou, será possível iniciar a produção deste tipo de álcool em escala comercial em 2010, a um custo mais baixo que o álcool convencional.
Há um ano, a Novozymes, maior produtora de enzimas industriais do mundo, e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de São Paulo, assinaram acordo para selecionar a enzima mais adequada para a hidrólise do bagaço da cana-de-açúcar.
Desde a assinatura do acordo, a pesquisa evoluiu para a utilização de dois tipos de enzima. Nós já encontramos a mistura óptima, como se costuma denominar em química. Os estudos estão na etapa em que se busca a melhor forma de utilizar uma enzima em cada etapa de produção ou as duas simultaneamente, informou.
Segundo Fernandes, a tecnologia da empresa aponta para uma solução, cujo custo será inferior ao da produção de álcool convencional. Com certeza, na medida em que ganhar escala, o álcool de celulose será mais barato que o produto atual. Com essa tecnologia, o Brasil poderá triplicar a produção de etanol sem necessidade de ocupar novas áreas agrícolas.
A Novozymes faz essa pesquisa em escala mundial. Os Estados Unidos têm o mesmo interesse de produzir o álcool de celulose a partir dos resíduos do milho. São mais de 110 cientistas envolvidos na sede da empresa na Europa, nos EUA (a empresa tem parceria com a Universidade de Washington) e no país. Pelo que tem de biomassa, o Brasil é o player do futuro neste tipo de combustível. (págs. 1 e C8)Anac autoriza a união Gol-Varig
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a união societária entre a Gol e a Varig, decisão que na prática permite à Gol usar sinergias entre as duas marcas. O Sindicato dos Aeronautas teme demissões. (págs. 1 e C1)Novo ADR da Eletrobrás
A Eletrobrás aguarda para hoje a aprovação do colegiado da Bolsa de Valores de Nova York para o lançamento de ADRs de nível 2. A informação é de Márcio Zimmermann, presidente do Conselho de Administração da estatal. (págs. 1 e B4)Opinião
Klaus Kleber: Com um câmbio realista e com o drawback verde-amarelo, o superávit comercial tende a melhorar, ao contrário das previsões. (págs. 1 e A2)Opinião
Paulo Skaf: O Ciesp, que está comemorando 80 anos, hoje é mais voltado para o interior de São Paulo, cujo PIB é 10% superior ao do Chile. (págs. 1 e A3)Opinião
Xico Graziano: Distribuir para todos os postos o diesel S-50 é a única medida capaz de compensar o custo ambiental do relaxo federal com a matéria. (págs. 1 e A3)Seguro de rodovias gera briga de R$ 2,7 bilhões
O leilão de cinco novos lotes de rodovias paulistas, marcado para outubro, promete esquentar a competição entre as companhias especializadas em seguro-garantia, produto que dará respaldo aos R$ 8 bilhões que as empresas candidatas são obrigadas a investir em 30 anos de concessão.
De acordo com a JMalucelli Seguradora, líder no segmento-garantia com 55% do mercado, a apólice que acompanha a execução do empreendimento atingirá R$ 2,7 bilhões e prêmios de R$ 40 milhões nos primeiros anos. Alexandre Malucelli, vice-presidente da empresa, está confiante na expansão dos negócios da companhia. Detemos nove das 13 concessões paulistas e temos 12 resseguradoras nos apoiando, afirma.
Já na visão de Tatiana Moura, da corretora Marsh, a disputa será mais acirrada por causa da abertura do mercado de resseguros, em abril. As seguradoras começam a brigar por preços de prêmios, que antes eram tabelados. É o primeiro grande edital no novo ambiente, as seguradoras não falam em guerra de preços, mas na prática elas vão se engalfinhar pela concessão, e os preços dos prêmios pagos pelas concessionárias deverão cair, diz. (págs. 1 e B3)------------------------------------------------------------------------------------
Veja
Depois do desastre...
* O custo da operação resgate
* O futuro do mundo financeiro
* A falta de um líder político
* A falência das previsões
* O dicionário da crise
Henry e Ben no escuro O mundo sonha para que da Pearl Harbor financeira no coração do capitalismo nasça uma economia menos sujeita a terremotos e bolhas especulativas. Por enquanto, é apenas um sonho, e só se saberá se isso é possível quando a crise superar sua atual fase aguda, a do pesadelo. (págs. 66 a 73)
Procura-se um estadista Na hora em que os EUA enfrentam uma das piores turbulências da história, Bush, o pato manco, sofre com sua falta de liderança política e, para piorar, ninguém parece pronto para assumir seu lugar. (págs. 76 a 78)
A Abin manuseou escutas telefônicas Agentes da Abin confirmam que trabalharam com escutas telefônicas dentro das dependências do órgão em Brasília e em São Paulo. O material chegava em CDs, era transcrito e, depois, transformado em relatórios secretos de inteligência. Representante dos servidores da agência diz que os espiões do governo foram enganados. (págs. 104 a 107)
A maré vermelha do Recife O petista João da Costa teve a candidatura impugnada por usar a máquina municipal na campanha. Ainda assim, continua como favorito. (págs. 108 e 110)
O ministro da mordaça Tarso Genro tenta restringir a liberdade de imprensa, com projeto que pune quem divulga grampos. (pág. 112)
Expulso por Chávez José Miguel Vivanco, diretor da organização de direitos humanos Human Rights Watch, conta, pela primeira vez em detalhes, como foi deportado da Venezuela por divulgar relatório sobre as arbitrariedades do governo chavista. (págs. 114 a 116)
Pode bater, que o gigante é manso O presidente do Equador expulsa a Odebrecht do país, seqüestra os bens da empresa e ameaça dar calote no BNDES. E mais uma vez o Brasil apanha sem reclamar. (págs. 118 e 119)
A força que vem do vento Com a construção de catorze novos parques eólicos no Ceará, o Brasil começa a levar a sério a produção de eletricidade a partir dessa tecnologia limpa. (págs. 132 e 134)------------------------------------------------------------------------------------
Época
Exclusivo: As cartas de Machado de Assis
A correspondência inédita do maior escritor brasileiro revela as ambições de um jovem impetuoso, boêmio e mulherengo
Os obstáculos e as incertezas do plano dos EUA para salvar a economia mundial
O vírus da discórdia A disputa agressiva entre Kassab e Alckmin poderá deixar seqüelas para o segundo turno e para o projeto presidencial de Serra em 2010. (págs. 40 a 42)
Depois das urnas O petista João da Costa até pode vencer, mas enfrentará julgamento por uso da máquina na campanha. (pág. 42)
Nossa política Ricardo Amaral O grande laboratório da transfusão de votos A transferência de prestígio nas eleições municipais dá uma idéia do que poderia ocorrer com Dilma em 2010. (pág. 43)
O poste que brilhou Ex-guerrilheiro, ex-empresário, ex-secretário de Lula e de Aécio, o ex-desconhecido Marcio Lacerda, do PSB, estréia em eleições unindo PT e PSDB. (págs. 44 e 45)
Tentativa de mordaça A pretexto de combater a grampolândia, um projeto do governo atinge a liberdade de expressão. (págs. 49 e 50)
Entrevista Fausto De Sanctis Pediram que eu voltasse atrás O juiz afirma que sofreu pressão para recuar no caso que levou à prisão de Daniel Dantas. (págs. 60 a 62)
Tolerância zero A crise global vai atingir crescimento e arrecadação. Que tal cortar os gastos e reduzir a dívida pública? (págs. 64 a 66)
No caminho do bem A exploração sexual de crianças jovens é um problema grave nas estradas brasileiras. Saiba como uma ONG usa os caminhoneiros para combater esse mal. (págs. 75 e 76)
Com quem vai ficar a conta? O choque entre o Congresso americano e os planos de Bush e Paulson adia a solução da crise financeira e deixa em suspenso o futuro da economia global. (págs. 100 a 104)------------------------------------------------------------------------------------
ISTOÉ
Médiuns
*A ciência comprova que o cérebro deles é diferente
* Por que algumas pessoas desenvolvem esse dom
Entrevista Exclusiva
Zélia, a ministra do Confisco, não recomenda a poupança
Eleição
Os candidatos imbatíveis que podem levar no 1º turno
Entrevista Zélia Cardoso de Mello Não recomendo a poupança A ex-ministra do confisco diz que prefere fundos de renda fixa e avalia que o Brasil está preparado para sofrer menos com a crise financeira americana. (págs. 6, 10 e 11)
Confusão suprema Ofício de procuradora a restaurante de Brasília mostra que o Ministério Público investiga jantar de advogados de Daniel Dantas com assessores do presidente do STF. (págs. 36 a 40)
A um passo da maioria absoluta De dez a 16 capitais poderão eleger seus prefeitos já no primeiro turno. Nas demais, a disputa deverá ser acirrada. (págs. 42 a 45)
Não foi a pista ISTOÉ revela o que diz a perícia final sobre a tragédia do vôo TAM 3054, que matou 199 pessoas, no maior acidente aéreo do País. (págs. 76 e 77)
O Exército contra o cidadão Militares cerceiam direitos básicos de moradores de aldeia em Niterói. (págs. 96 e 97)
A medicina indígena vai à universidade Médicos criam primeiro curso do País de especialização em saúde dos índios. (págs. 100 e 101)
A última cartada Após apelo do presidente George W. Bush, Congresso negocia e modifica pacote de US$ 700 bilhões para tentar salvar o mercado americano do colapso total. (págs. 104 e 105)
Jogada eleitoreira Às vésperas de referendo, presidente do Equador expulsa construtora brasileira e ameaça dar calote no Brasil. (pág. 107)
A hora de comprar armas O governo decide: o reaparelhamento das Forças Armadas com equipamentos de alta tecnologia vai estar vinculado ao desenvolvimento da indústria brasileira. (págs. 112 e 113)
A potência de Furnas No maior ciclo de crescimento de sua história, a empresa constrói sete usinas hidrelétricas e seis linhas de transmissão. (Publieditorial Grandes questões nacionais págs. 1 a 46)------------------------------------------------------------------------------------
ISTOÉ Dinheiro
Como salvar seu dinheiro
Um guia de sobrevivência para seus investimentos na selva do mercado financeiro
Odebrecht
A construtora vira refém do governo do Equador
Crise global
Os investidores não desistem do Brasil
Entrevista Patrice Etlin O Brasil ainda continua cheio de oportunidades. (págs. 24 a 28)
O magnetismo continua? Enquanto a economia real segue atraindo bilhões de dólares em investimentos, os bancos nacionais sofrem um pequeno aperto de crédito e ganham um alívio do BC. (págs. 36 a 38)
Onde foi parar o FMI? Nem dinheiro nem conselhos. A crise que interessa é a da própria identidade. (pág. 39)
Paulson, o homem de US$ 700 bilhões Secretário do Tesouro ganha um cheque em branco para comprar ativos podres dos bancos, mas ainda é cedo para dizer que a crise acabou. (págs. 40 a 42)
Os ricos do Centro-Oeste Como a região se tornou a mais próspera do País, abrigando milionários e os melhores salários do funcionalismo público. (págs. 44 a 46)
Mania de grandeza - Candidatos prometem obras que nem sempre cabem nos seus orçamentos. (págs. 48 a 50)
Por que a Rússia não merece estar nos Brics Com um capitalismo mafioso, comandado por ex-agentes da KGB, o país já assusta os investidores internacionais. (págs. 57 e 58)
A internet entra na campanha Proposta de tornar São Paulo uma cidade digital ganha o centro dos debates. Será que isso é possível? (págs. 60 a 62)
As armas da França Empresas do país europeu são favoritas a abocanhar a melhor parte dos contratos e fornecer equipamentos para as Forças Armadas. (págs. 78 e 79)
A Odebrecht vira refém Às vésperas de um referendo no Equador, o presidente Rafael Correa ocupa uma hidrelétrica construída pela empreiteira, proíbe a saída de brasileiros e ameaça dar calote no BNDES. (págs. 80 e 81)
Mais um vazamento Anúncio precipitado de que os trabalhadores poderiam voltar a usar o FGTS para comprar ações da Petrobras e financiar o pré-sal levou o governo a congelar uma boa idéia. (pág. 82)------------------------------------------------------------------------------------
CartaCapital
Ele não salva ninguém
* A não ser executivos de Wall Street, que querem continuar a receber bônus polpudos, mesmo após falirem
* O pacote do governo Bush, aceito com resistência pelo Congresso dos EUA, ameniza, mas não resolve a crise
* No Brasil, o BC alivia o caixa de bancos de médio porte, e as empresas começam a sentir os efeitos da restrição ao crédito no mercado internacional
Faroeste à brasileira MS A resolução do histórico impasse das terras guarani esbarra na fronteira do agronegócio. À Funai cabe o papel de mediar o conflito entre indígenas e produtores rurais. (págs. 10 a 16)
A tigrada desconfia EUA O eleitor médio chia, e o Congresso exige um pacote mais transparente. (págs. 24 a 28)
Sextante Antonio Delfim Netto O Brasil e o mundo Nossa dependência física do exterior é menor do que no passado. Não havendo catástrofe, temos chance de uma recuperação mais rápida do que os demais países. (pág. 29)
O fim da bonança Brasil Os recursos começam a secar no exterior e o governo tenta evitar a redução do crédito ao consumo e à produção. (págs. 30 e 31)
Alckmin no tudo ou nada São Paulo O tucano enfrenta dificuldades e covistas ensaiam apoio a Marta Suplicy. (págs. 32 e 33)
Vermelho cor de batom Porto Alegre Quem vai ao segundo turno, Manuela DÁvila ou Maria do Rosário? (págs. 34 e 35)
Tropeço na reta final Recife Líder nas pesquisas, o petista João da Costa tem a sua candidatura ameaçada. (pág. 36)
Lacerda in, Jobim out Grampo O ministro da Defesa recolhe-se, e um de seus auxiliares pede demissão. (págs. 37 e 38)
Linha de Frente Wálter Fanganiello Maierovitch O terrorismo de Jobim O ministro sempre promoveu, no curso da sua vida pública, ações violentas, oportunistas, injustas, sem compromisso social e contrárias à ética. (pág. 39)
Quebra de monopólio Américas Latinos buscam apoio na Rússia, na China ou entre si, em desafio à hegemonia dos EUA e à Doutrina Monroe. (págs. 42 a 45)
Trópico de Câncer Gianni Carta A Justiça seletiva da rainha Três anos após o assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes, o inquérito do caso só vai concluir se a ação da polícia foi legal ou não. Nenhum policial poderá ser culpado pelo crime. (pág. 46)Aumentar gastos públicos não serve para remediar crise econômica
Não há dúvida de que a crise terá impacto no Brasil. Seus efeitos sobre o comércio internacional e o acesso ao crédito externo significam redução da nossa capacidade de crescimento. Ampliar os gastos públicos não evita esse impacto, apenas obriga o setor privado a fazer um ajuste ainda mais severo. O aumento da poupança pública é um dos poucos instrumentos que podem colaborar. (Marcos Lisboa, págs. 1 e B4)------------------------------------------------------------------------------------
Sinopse 28/09/2008 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás
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