20 de Novembro de 2008 - 12h32 - Última modificação em 20 de Novembro de 2008 - 12h32
Demora para aprovar estatuto é empecilho na luta contra o preconceito, avalia Paim
Da Agência Brasil
Brasília - No Dia da Consciência Negra (21), o senador Paulo Paim (PT-RS) avalia que a demora da Câmara dos Deputados para votar o Estatuto da Igualdade Racial é um empecilho na luta contra o preconceito. “O estatuto está lá há anos. Não adianta só falar do tema e não votar. Nós aprovamos por unanimidade no Senado e a Câmara nada”, diz Paim, autor do texto original
O senador lembra que os Estados Unidos aprovaram o seu estatuto na década de 60. "Quarenta e oito anos depois, eles elegem um presidente negro [Barack Obama]. Eu espero que o Brasil não tenha que esperar todo esse tempo para que isso aconteça aqui”, disse o parlamentar em entrevista ao programa Redação Nacional, da Rádio Nacional.
Paim destacou que o estatuto prevê medidas e políticas públicas para combater a discriminação contra afrodescendentes e lembrou que o racismo ocorre muitas vezes de forma velada no Brasil. “Eu sofria o racismo e só ouvia dizer que ele não existia. A exclusão do negro ainda existe, e nós sabemos, em todo o território nacional.”
Para o senador, o Dia da Consciência Negra é uma data para reflexão contra todo tipo de racismo e deveria ser feriado nacional. “Contra a orientação sexual, contra a mulher, contra o idoso. Todos aqueles que são de uma forma discriminados têm o dia 20 de novembro para fazer uma reflexão.”
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