30 de Outubro de 2008 - 16h16 - Última modificação em 30 de Outubro de 2008 - 16h20
Mantega pede a parlamentares que não aumentem gastos com o funcionalismo
Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (30), em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o gasto com o funcionalismo federal, em torno de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB), é perfeitamente administrável e está “abaixo dos gastos de administrações anteriores”.
Guido Mantega disse ainda que espera que o Congresso Nacional fique atento para que não se aumente os gastos da Previdência Social, e que conta com a compreensão dos senadores para que derrubem o projeto de lei nº 296, de 2003, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que prevê o fim do fator previdenciário.
Ele, no entanto, fez um apelo aos senadores para que esse percentual não aumente. “Eu conto com os senhores para que não aprovem novos gastos com o funcionalismo”, pediu o ministro.Ao falar das conseqüências da crise financeira internacional na economia, Mantega disse que ainda é possível perseguir a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4% e 4,5%, em 2009.
Em resposta ao ministro, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse que a posição da Casa sobre a aprovação de novos gastos públicos deve ser a de analisar caso a caso.
O senador lembrou que a medida provisória que hoje tranca a pauta da Casa, que autoriza a contratação de dois mil servidores para os quadros da Polícia Federal, é um exemplo de gasto necessário, que não se enquadra no apelo do ministro.
"Nós temos que considerar caso a caso. Eu acho que o que se impõe nessa hora é a contenção de despesas de custeio, de gastos correntes com a manutenção da máquina", disse.
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