terça-feira, novembro 25, 2008

Agência Brasil - Mulheres cobram ampliação do atendimento previsto na Lei Maria da Penha - Direitos Humanos

 
22 de Novembro de 2008 - 15h09 - Última modificação em 22 de Novembro de 2008 - 15h09


Mulheres cobram ampliação do atendimento previsto na Lei Maria da Penha

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - Moradoras da Cidade Estrutural (DF) participam de campanha de combate à violência contra a mulherBrasília - Moradoras da Cidade Estrutural (DF) participam de campanha de combate à violência contra a mulher
Brasília - Organizações não-governamentais, sindicatos e movimentos feministas promoveram hoje (22) ato público na Estrutural, cidade localizada a 15 quilômetros de Brasília, dentro da campanha mundial 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, iniciada no Brasil no último dia 20.

O período concentra atividades de conscientização sobre a gravidade do problema social. No caso brasileiro, a principal bandeira é a busca da implementação efetiva, em todo o país, das garantias da Lei Maria da Penha - que cria mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher - sobretudo na qualidade do atendimento prestado às vítimas."

A gente entende que tem muitos desafios ainda para implementar a lei, no sentido de um atendimento humanizado e adequado em todas as delegacias de polícia, e não só nas especializadas no atendimento às mulheres. Elas [as delegacias especializadas] são em número pequeno, apenas 403, o que é muito pouco em um país com mais de 5.600 municípios. Mas se todas as delegacias derem o atendimento que a Lei Maria da Penha coloca, com certeza as mulheres vão denunciar muito mais”, afirmou Marlene Libardoni, diretora executiva da ONG Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento (Agende), responsável pela coordenação da campanha.

Segundo a ativista, é nos pequenos municípios que as mulheres enfrentam mais dificuldades, pela escassez de delegacias e a existência de juizado único. Para ela, uma alternativa é a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, que mereceria maior divulgação. “De qualquer município, a qualquer hora do dia e da noite ou no fim de semana, a mulher ou alguém que assiste um ato de violência pode ligar e acionar uma proteção para a vítima.”

Uma das novidades da campanha neste ano é o relato de 16 pessoas que promoveram atitudes eficazes para o cumprimento da Lei Maria da Penha. Foram convidados artistas, policiais, juízes e funcionários de serviços de atendimento.

Joelma Chaves de Souza, atendente do Ligue 180, disse ter ficado lisonjeada com o convite e espera que o seu exemplo incentive as mulheres que sofrem violência a buscar seus direitos.

“Que elas possam ter a coragem de denunciar, ligar e ir até à delegacia contra esse agressor ,que agride fisicamente, moralmente, psicologicamente. A gente que trabalha no atendimento ajuda até mesmo a salvar a vida de uma pessoa”, ressaltou.


 


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