sábado, novembro 15, 2008

Agência Brasil - Neto de João Goulart diz que anistia é "desagravo público" - Direitos Humanos

 
15 de Novembro de 2008 - 15h56 - Última modificação em 15 de Novembro de 2008 - 16h26


Neto de João Goulart diz que anistia é "desagravo público"

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Natal (RN) - O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, cumprimenta o neto de Jango, Cristofer Belchior Goulart, durante sessão de julgamento do pedido de anistia do ex-presidente João Goulart pela Comissão de Anistia do Ministério da JustiçaNatal (RN) - O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, cumprimenta o neto de Jango, Cristofer Belchior Goulart, durante sessão de julgamento do pedido de anistia do ex-presidente João Goulart pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
Natal - O neto no ex-presidente João Goulart, deposto pela ditadura militar em 1964 e reconhecido hoje (15) pelo governo como anistiado político Cristhofer Goulart afirmou que o ato representa um “desagravo público para um presidente constitucional que foi deposto por um golpe inconstitucional”.

A decisão de anistiar João Goulart foi tomada durante julgamento da Comissão de Anistia Política do Ministério da Justiça, realizado em Natal (RN), durante a 20ª Conferência Nacional dos Advogados do Brasil.

Ele, lembrou que Jango, como era conhecido o avô, foi o único presidente brasileiro a morrer no exílio. “Que o Brasil preste uma homenagem àquele presidente que sequer teve luto oficial na data do seu falecimento. Morreu em 1976, e o silêncio foi a versão oficial do governo ditatorial que na época tinha medo da comoção popular pela morte daquele que era a personificação da queda da democracia brasileira.”

A viúva do ex-presidente, Maria Tereza Goulart, responsável pelo pedido de anistia a Jango, também foi anistiada. Ela receberá reparação econômica na forma de pensão mensal, além de uma indenização.

Jango foi eleito vice-presidente de Jânio Quadros em 1960. No ano seguinte, com a renúncia de Quadros, assumiu a presidência e foi deposto em 1964 pelos militares que então assumiram o poder. O ato marcou o início da ditadura militar no país.

O ex-presidente teve os direitos políticos cassados por dez anos e partiu para o exílio, onde permaneceu até sua morte em 1976, na Argentina. Antes, viveu no Uruguai.


 


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