4 de Novembro de 2008 - 21h41 - Última modificação em 4 de Novembro de 2008 - 21h41
Para Unger, crise exige “audácia e imaginação” do governo para preservar empregos
Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, disse hoje(4), em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que o governo brasileiro deve se empenhar em buscar soluções inovadoras, em parceria com outras nações, para que o efeito da atual crise econômica sobre o setor produtivo e os empregos seja minimizado. A receita foi dada pelo ministro ao ser questionado se a redução da taxa de juros seria uma medida adequada para o momento para estimular novos investimentos.
“Sou um adversário histórico da política monetária predominante no país. Mas estou tratando nas alternativas institucionais para o Brasil , não precisamos nos fixar nisso. O que eu proponho é nos construírmos junto com os Estados Unidos e outras nações sul-americanas inovações institucionais que democratizem as oportunidades econômicas e educativas em proveito da maioria trabalhadora de nossos países”, defendeu Unger. “Os requisitos essenciais para isso são audácia e imaginação, dois recursos que nos tem faltado”, criticou.
O ministro minimizou a importância do resultado das eleições presidenciais americanas para o cenário econômico enfrentado pelo Brasil.
“A discussão da crise financeira internacional é dominada por dois temas superficiais: a regulação dos mercados financeiros e a volta da política fiscal e monetária expansionista. Falta o tema mais importante, que é reorganizar a relação entre o sistema financeiro e o sistema produtivo, para pôr as finanças a serviço da produção, em vez de permitir que o potencial produtivo da poupança da sociedade se esgote num cassino. Não precisamos esperar os EUA para isso. Nossa obrigação é propor”, argumentou Unger.
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