sábado, março 14, 2009

Agência Brasil - Congresso da Contag pode acabar com a hegemonia da CUT na confederação - Direito do Trabalho

 
13 de Março de 2009 - 18h51 - Última modificação em 13 de Março de 2009 - 18h51


Congresso da Contag pode acabar com a hegemonia da CUT na confederação

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Termina amanhã (14) o 10º Congresso Nacional da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), que vem sendo realizado em Brasília desde quarta-feira (11). No último dia de encontro, os 2.604 delegados presentes elegerão Alberto Broch para a sucessão de Manoel José dos Santos.

A troca de comando da Contag, existente há mais de 45 anos e hoje representando cerca de 20 milhões de trabalhadores do campo, pode ser acompanhada da desfiliação da confederação da Central Única dos Trabalhadores, a CUT. A Contag está vinculada à central sindical há 14 anos (desde o 6º congresso, realizado em 1995). A decisão da desfiliação pode ocorrer ainda hoje (13) à noite.

A tese da desfiliação é defendida pelos delegados vinculados às federações de trabalhadores na agricultura do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de Minas Gerais e da Bahia e à Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), formada por uma dissidência do PCdoB.

De acordo com Hilário Gottselig, atual presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Santa Catarina (Fetasc) e ex-tesoureiro e secretário-geral da Contag, a tese da desfiliação já foi debatida no último congresso. A pauta volta à tona porque há insatisfação das federações e sindicatos da base com a CUT.

Segundo Gottselig, muitos representantes dos trabalhadores se ressentem da central não considerar a Contag como a única interlocutora dos trabalhadores campesinos, há reclamação pela CUT não defender a unicidade sindical e restrições à CUT por ser mais representativa de movimentos urbanos como os metalúrgicos, bancários e funcionários públicos.

Para o atual presidente da Contag, Manoel José dos Santos, que é ligado ao PT e defende a manutenção da filiação à CUT, a tese da desfiliação representa um “retrocesso”. Para ele, a vinculação à maior central sindical do país fortalece a Contag.

A troca de comando na Contag ocorrerá em maio. Atualmente, a confederação repassa 6% de sua receita para a CUT. Conforme Hilário Gottselig, a taxa de contribuição da CTB é de 3%. Seis centrais sindicais, entre elas a CTB, são reconhecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego que, em 2011, fará um crivo das centrais e manterá o reconhecimento àquelas que tiverem maior representatividade.



 


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