SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
02 de março de 2009
O Globo
Crise força empresas a financiar fornecedores
A crise global está fazendo com que grandes companhias instaladas no Brasil intervenham na atividade de seus fornecedores em prol da saúde da cadeia produtiva. Concessão de empréstimos mais baratos e capacitação profissional e técnica estão entre as estratégias adotadas para ajudar pequenas firmas a se manterem em tempos de escassez e encarecimento do crédito bancário. Um exemplo é o valor das linhas de financiamento oferecidas por Vale e Petrobras e seus parceiros, que pode chegar a R$ 4,7 bilhões no ano. Longe de ser filantropia, a atuação das grandes empresas, que vêm ocupando espaços deixados por bancos e consultorias, é vista por especialistas como necessária à sobrevivência do negócio e pode ser um caminho para amenizar os efeitos da crise, como o desemprego. (págs. 1 e 16)Americano diz que família de brasileira mente
O americano David Goldman, que briga na Justiça para levar o filho que teve com uma carioca para Nova Jersey, disse que a família da mãe do menino mente. Segundo David, autoridades dos EUA, como Hillary Clinton, sabem que ele fala a verdade. (págs. 1 e 11)------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Crise desacelera alta de alimento e reduz inflação
A crise econômica mundial diminuiu a pressão interna sobre os alimentos, derrubando os preços e ajudando a reduzir a inflação, informa Mauro Zafalon. A queda se deu principalmente no atacado, mais influenciado pelo mercado externo. O recuo da soja na Bolsa de Chicago, por exemplo, leva à redução do preço do óleo nos supermercados.
Em julho de 2008, com a economia a pleno vapor e grande demanda mundial, os alimentos chegaram a acumular alta de 40,25% em 12 meses, segundo índice calculado pela FGV.
Após a crise, a falta de crédito e as dificuldades de empresas e países em formar estoques forçaram a baixa, e o índice até fevereiro recuou para 3,17%.
A queda atingiu também commodities como trigo e milho. Alimentos que são comercializados apenas internamente, porém, mantêm a variação de preços conforme a sazonalidade.
O comportamento futuro dos produtos está indefinido, mas analistas prevêem inflação de cerca de 4% em 2009, o que pode facilitar a redução de juros. (págs. 1 e B1)Proposta do Congresso pode gerar rombo de R$ 1,2 bilhão
As Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado estudam acabar com a verba indenizatória mensal de R$ 15 mil paga aos congressistas e incorporar parte do recurso (R$ 8.000) aos salários, que subiriam para R$ 24,5 mil.
A proposta, que ganhou força após a decisão de divulgar a prestação de contas da verba, geraria gasto extra de pelo menos R$ 1,2 bilhão por ano a Estados e municípios, provocado pelo efeito cascata nos salários de Assembleias e Câmaras. (págs. 1 e A4)PAC prevê gastos de R$ 20 bi em 2009, mas já deve R$ 17 bi
Segundo o Tesouro, o programa acumula contas a pagar de R$ 17,4 bilhões. Os ministérios envolvidos afirmam que as obras não serão afetadas. (págs. 1 e B7)------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Colapso da exportação de emergentes preocupa BCs
O colapso dos fluxos de exportações fez a crise desembarcar com força também nos países emergentes. No caso do Brasil, para piorar, a redução no estoque de crédito dos bancos internacionais de US$ 100,9 bilhões, de junho para setembro, secou o financiamento ao comércio exterior. A tendência para os próximos meses é de que o quadro se complique ainda mais. As conclusões são do Banco de Compensações Internacionais (BIS), o banco central dos bancos centrais, com sede na Basiléia, Suíça, em seu relatório trimestral, publicado ontem. Para a entidade, os emergentes agora se unem à desaceleração global. A instituição observou que essa tendência ficou clara depois que Cingapura anunciou, em janeiro, que o Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre de 2008 caiu 2,6%. Foi o primeiro sinal a confirmar o impacto cada vez mais profundo da desaceleração global, destaca o relatório. Os dados de exportações dos emergentes também mostram o tamanho do problema. Na China, por exemplo, a queda das vendas externas chegou a 29% em janeiro, a maior desde a abertura do país, há 30 anos. O BIS adverte ainda que, apesar de os bancos terem recebido reforço desde a quebra do Lehman Brothers, o buraco até agora não foi tapado e a crise cada vez se aprofunda mais. (págs. 1, B1 e B3)Lago deve ter mandato cassado pelo TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá cassar amanhã o mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e do vice, Pastor Porto, por abuso de poder e compra de votos na eleição de 2006. Com isso, assumirá o governo do Estado a segunda colocada nas eleições, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). O relator do processo, Eros Grau, já deu voto favorável à cassação e à posse de Roseana. E a tendência é a posição ser acompanhada pela maioria dos ministros do tribunal. A senadora, entretanto, tem pré-agendada para o dia 13 uma cirurgia para retirar um aneurisma cerebral. (págs. 1 e A4)Trocar de operadora, o desafio
A partir de hoje vale para todo o País a regra da portabilidade numérica: telefone (fixo ou móvel) pode mudar de operadora sem mudar de número. Mas a disputa pelo cliente deve continuar. Desde fevereiro tento mudar e as operadoras só criam dificuldades, diz o carioca Victor de Madeiros. (pág. 1)------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Somem 200 mil por ano no Brasil
A estatística mostra que um contingente enorme de brasileiros some sem deixar vestígios todos os anos. São mais de 200 mil em todo o país. Desses, 40 mil são crianças e adolescentes, e de 10% e 15% jamais voltarão para casa. A maioria, segundo a Associação Brasileira de Busca e Defesa das Crianças Desaparecidas, é de origem pobre, bem afeiçoadas, de pele clara e mais sem faixa etária definida. (págs. 1 e A4)Brasil x EUA na briga do algodão
Representantes do Brasil e dos EUA travarão disputa decisiva na Organização Mundial do Comércio esta semana pelo fim dos subsídios americanos ao algodão. Na mesa, o corte da ajuda ou a retaliação brasileira. Produtores nacionais preferem a primeira opção. (págs. 1 e Economia A16)Integração com livros em braile
O uso de livros da rede municipal por deficientes visuais integrou-os. No dia 19, mais de 6 mil alunos da educação especial farão a mesma prova de reforço do ensino fundamental. (Págs. 1 e Educação A15)------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Juiz defende pena maior para jovens
Titular da Vara da Infância e Juventude cobra, em entrevista ao Correio, mudanças no estatuto da criança e do adolescente. Ele propõe o aumento do tempo de reclusão de três para até seis anos. (págs. 1 e 17)Dinheiro fácil para a UNE
O repasse do Executivo à União Nacional dos Estudantes (UNE) aumentou em 20 vezes nos últimos cinco anos. A soma de recursos chega a R$ 10 milhões no período. O reforço no caixa coincide com o fim das manifestações e críticas ao governo federal. (págs. 1 e 2)Servidor: Cresce insatisfação no funcionalismo público
Especialistas apontam excesso de burocracia e falta de resultados concretos no dia-a-dia como algumas das causas do descontentamento no serviço público. (págs. 1 e 7)------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: BC está preocupado com a lenta queda da inflação
O Banco Central está preocupado com a lenta queda dos índices de inflação, desproporcional à forte retração da atividade econômica. Enquanto a produção industrial caiu 14,5% em dezembro, a inflação acumulada em 12 meses apresentou uma queda bastante suave, passando de 6,3% para 5,8% entre setembro e janeiro. Outros países que enfrentam forte contração da atividade econômica assistiram a um recuo muito mais intenso dos preços. Nos Estados Unidos, a produção industrial caiu 10% em dezembro, comparado ao mesmo mês do ano anterior, e a inflação em 12 meses passou de 4,9%¨para zero entre setembro e janeiro. Na União Europeia, a produção recuou 12% em dezembro, e a inflação encolheu de 3,6% para 1,1%.
O tema foi abordado em palestra recente do diretor de Política Monetária do Banco Central, Mário Torós, durante um seminário realizado em São Paulo. Ele apresentou dados sobre o comportamento da produção industrial e da inflação em 13 países desenvolvidos e emergentes a partir de setembro. Além do Brasil, também Rússia, Índia, Colômbia e México mostraram menor convergência entre a velocidade de queda da atividade econômica e a dos preços.
Na apresentação, o diretor do BC mostrou que a principal diferença entre um grupo de países e outro é a flexibilidade de preços. Aqueles com preços mais flexíveis, como Estados Unidos e os países da União Europeia, respondem mais rapidamente à desaceleração econômica. Em países com preços mais rígidos, caso do Brasil, os preços demoram mais para cair.
A apresentação de Torós faz parte de um esforço feito pela diretoria do BC para mostrar que, em meio à crise mundial, as economias não apresentam um padrão único de comportamento por isso as respostas de política econômica, sobretudo medidas monetárias, não devem ter necessariamente a mesma direção e intensidade.
No Brasil, as estatísticas de produção, consumo e emprego mostram forte contração da atividade econômica, o que tem intensificado a pressão sobre o BC para que a política monetária convirja para os padrões dos países desenvolvidos isto é, com cortes significativos nos juros básicos, que caíram abaixo das taxas naturais para evitar uma queda mais acentuada da atividade econômica. O BC, por outro lado, tem insistido que, para uma queda maior dos juros, é necessário também que a inflação recue. (págs. 1 e A3)Destaques: Viés de baixa
Com projeções díspares para o crescimento da economia brasileira em 2009, que variam de uma queda de 0,5% a uma alta de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB), economistas independentes tendem a revisar para baixo as previsões diante das dificuldades nos cenários externo e doméstico. (págs. 1 e A2)Retomada petroquímica
As empresas petroquímicas, que desativaram fábricas no fim do ano passado para adequar os estoques à queda da demanda, religaram suas unidades e voltaram a trabalhar acima dos 90% da capacidade, mesmos índices anteriores ao agravamento da crise, em outubro. (págs. 1 e B1)------------------------------------------------------------------------------------
Sinopse 02/03/2009 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás
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