26 de Maio de 2009 - 13h55 - Última modificação em 26 de Maio de 2009 - 14h03
Contag defende reavaliação dos índices de produtividade da terra
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
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Roosewelt Pinheiro/AbrBrasília - Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) participam de uma manifestação hoje (26) na Esplanada dos Ministérios para cobrar do governo federal e de parlamentares agilidade na implementação da reforma agrária no país.
Brasília - Trabalhadores rurais que participam do Grito da Terra fazem passeata contra a diminuição da meta de assentamentos em 2009 e 2010 e a favor da implementação do Programa Nacional de Reforma Agrária
Entre diversas reivindicações, a entidade defende a aceleração dos programas que atendam a reforma agrária e a agricultura familiar, e a reavaliação dos índices de produtividade da terra.
“Isso facilitaria a identificação de áreas improdutivas, para que possam ser destinadas para fins de reforma agrária”, justifica Clementino.“É vergonhoso um país como o Brasil ainda trabalhar com índices de produtividade dos anos 60”, explica o secretário de Política Agrária da Contag, William Clementino.
“O Grito da Terra é a maior mobilização dos trabalhadores rurais ligados à Contag”. Na manifestação, será também sugerida a atualização do Código Florestal, para que trate de forma diferenciada o agronegócio e agricultura familiar.
“Enquanto a agricultura familiar procura garantir a sustentabilidade ambiental, o agronegócio tem se mostrado perverso, no sentido de estar expandindo as fronteiras agrícolas, de estar envenenando o solo, e por estar produzindo de forma insustentável”, argumenta.
“Quem trata bem o meio ambiente precisa ser melhor compreendido, e quem trata mal precisa ser melhor corrigido”, completa.
Outra reivindicação defendida pela Contag é a alteração da MP 8899, que impede a realização de ações de reforma agrária em coberturas de florestas primárias da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal. Segundo o dirigente da Contag, a reforma agrária “não é prejudicial a esses biomas”.
O Grito da Terra é organizado pela Contag em conjunto com sindicatos e federações de trabalhadores rurais.
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