sexta-feira, maio 22, 2009

Agência Brasil - Entidades capixabas querem denunciar situação de presídios à Corte Interamericana - Direitos Humanos

 
21 de Maio de 2009 - 06h10 - Última modificação em 21 de Maio de 2009 - 20h30


Entidades capixabas querem denunciar situação de presídios à Corte Interamericana

Marco Antonio Soalheiro
Enviado Especial

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Wilson Dias/Abr
Vitória (ES)- O padre Xavier Paolillo, representante da Pastoral do Menor e do Movimento Nacional de Direitos Humanos, diz que foi ameaçado de morte depois de fazer denúncia em 2003 sobre situação de presídios capixabasVitória (ES)- O padre Xavier Paolillo, representante da Pastoral do Menor e do Movimento Nacional de Direitos Humanos, diz que foi ameaçado de morte depois de fazer denúncia em 2003 sobre situação de presídios capixabas
Vitória - O Conselho Estadual de Direitos Humanos e a Pastoral do Menor no Espírito Santo cogitam apresentar denúncia sobre a situação degradante dos presídios capixabas à Corte Interamericana de Direitos Humanos, caso o pedido de intervenção federal e o mutirão carcerário previsto pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não surtam efeitos rápidos na contenção do problema.

O presidente do conselho estadual, Bruno Alves de Souza, argumentou, por exemplo, que as obras prometidas para a Casa de Custódia de Viana, onde presos vivem soltos em pavilhões, vão demorar no mínimo seis meses.

O temor é de que as mortes violentas continuem. “Tenho muita dificuldade de achar que a solução virá. Considerando as reiteradas violações, me parece que um caminho deverá ser uma petição  à Corte Interamericana de Direitos Humanos, devido à não disposição do estado em enfrentar o problema de imediato, mas só a longo prazo”, explicou Souza.

Apesar de reconhecer que o atual governo do estado ampliou significativamente os valores investidos no sistema prisional, o representante do conselho critica os resultados obtidos até aqui.

“Por que os  milhões  investidos e o número de vagas abertas não impediram o caos que estamos vivendo? Por que não impossibilitaram no mínimo quatro esquartejamentos em dois anos, além de mortes em unidades de menores? O que é preciso é de uma gestão do sistema prisional que de fato ressocialize”, disse Souza.

As entidades avaliam que mesmo eventualmente negado, o pedido de intervenção federal feito pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) já serviu para despertar a sociedade brasileira para  a gravidade da situação carcerária no estado. 

“Esgotamos internamente as possibilidades de articulação,  mobilização e pressão. Nossa expectativa é de que mesmo que não venha a intervenção, que a pressão para resolver os problemas continue”, disse Souza. 

O padre Xavier Paolillo, representante da Pastoral do Menor e do Movimento Nacional de Direitos Humanos, salientou que o pedido de intervenção  resultou, no mínimo,  na presença de conselhos nacionais para averiguar  a relação entre as condições do sistema carcerário e o aumento da violência no estado. 

“O sistema penitenciário está servindo de alavanca para aumentar índices de criminalidade no Espírito Santo. Essa movimentação dos conselhos serve para pressionar as autoridades a encontrar soluções”, afirmou Paolillo



 


Agência Brasil - Entidades capixabas querem denunciar situação de presídios à Corte Interamericana - Direitos Humanos

 



 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Anúncio AdSense