21 de Maio de 2009 - 13h22 - Última modificação em 21 de Maio de 2009 - 13h22
Presidente do Cade evita comparar Brasil Foods a Ambev
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin, quer evitar comparações entre o processo de fusão da Sadia com a Perdigão e a compra da Antártica pela Brahma, que resultou na criação da Ambev (Companhia de Bebidas das Américas).
Ele destacou que “os tempos são outros” e o sistema da concorrência passou por um profundo amadurecimento institucional desde 2000, quando houve o processo da Ambev.
“Os trâmites processuais estão mais céleres. Para você ter uma idéia, [na época] a média do tempo de análise de casos complexos e simples do Cade era de 159 dias, hoje é de 49, 48 dias.”, disse Badin.
Quanto ao mérito do julgamento sobre a aquisição da Antártica pela Brahma o presidente do conselho prefere não se manifestar por ter sido “decisão de outro conselho, em outro contexto” e, segundo ele, cada caso é um caso.
Ao criar a Ambev, os administradores a anunciaram como uma grande empresa multinacional, mas depois a companhia foi vendida para empresa com sede na Bélgica.
O presidente do Cade garantiu que o caso da Brasil Foods, nova empresa resultante da fusão entre a Perdigão e Sadia, será analisado com todo cuidado e toda a atenção. Ele preferiu não estimar prazos para o julgamento ou qualquer decisão porque as empresas não fizeram a notificação formal ao Cade.
Amanhã, representantes das duas empresas devem ser reunir com os conselheiros do Cade em Brasília, para apresentar números e o formato da nova empresa. Haverá um encontro também com representantes da Secretaria de Acompanhamento Econômico e da Secretaria de Direito Econômico.
Para o consumidor, Badin garantiu que não haverá prejuízos. “A dona de casa pode ficar tranquila que a razão de ser do Cade é protegê-la. Muitas vezes os beneficiários das ações do Cade não sabem que tem no conselho um defensor, um advogado. É exatamente para ele que o Cade trabalha”, disse.
O presidente do Cade disse que o julgamento da criação da Brasil Foods é muito importante por ser uma grande fusão, com empresas grandes e concentração em alguns mercados, mas que não se trata de nada “especialmente desafiador”. Segundo ele, a análise do caso, será feito com a mesma tranquilidade, independência e tecnicidade de outros casos no Cade.
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Agência Brasil - Presidente do Cade evita comparar Brasil Foods a Ambev - Direito do Consumidor
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