quinta-feira, julho 30, 2009

Agência Brasil - Comércio ajuda a reduzir desemprego na região metropolitana de São Paulo, diz pesquisa - Direito do Trabalho

 
29 de Julho de 2009 - 18h16 - Última modificação em 29 de Julho de 2009 - 19h27


Comércio ajuda a reduzir desemprego na região metropolitana de São Paulo, diz pesquisa

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Pela primeira vez no ano, a taxa de desemprego caiu em junho nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. A taxa passou de 14,8% para 14,2% da População Economicamente Ativa (PEA). Isso significa uma queda de 69 mil no total de desempregados, estimado em 1,495 milhões de pessoas. O saldo entre oferta de vagas e corte de pessoal atingiu 31 mil postos de trabalho e 38 mil pessoas saíram do mercado de trabalho.

Os dados são da pesquisa mensal da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O resultado reflete, principalmente, a abertura de vagas no setor do comércio, que contratou, no período, 77 mil trabalhadores, 5,7% a mais do que em maio. As ofertas criadas, no entanto, foram ainda insuficientes para repor as perdas registrados nos últimos 12 meses. Sobre junho do ano passado, existem ainda 70 mil empregados a menos, o que representa uma queda de 4,7% .

Para o coordenador da pesquisa pela Fundação Seade, Alexandre Loloian, uma das hipóteses que justificam a reação positiva do comércio é que “os empresários fizeram um ajuste mais forte do que o necessário em meses anteriores”. O economista disse que o setor pode ter projetado, a princípio, um impacto negativo da crise financeira internacional e alterado o comportamento assim que percebeu efeitos menos expressivos sobre as vendas.

Já a indústria fechou 31 mil vagas, com recuo de 1,9% sobre maio. Na comparação com junho do ano passado, a queda foi mais acentuada (-8,2%) e 141 mil postos de trabalho foram eliminados. Segundo Loloian, esse desempenho é consequência do movimento em baixa registrado sobretudo nos segmentos voltados para as exportações que foram os mais afetados pela crise financeira internacional.

No setor de serviços, que inclui a construção civil e empregos domésticos, houve uma pequena diminuição de 0,4%, mas, sobre junho do ano passado, o total empregado é 3% superior. No conjunto das regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese/Seade (São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Distrito Federal), o setor da construção civil mostra um crescimento de 15,9%.

Assim como Loloian, o diretor técnico do Dieese, Sérgio Mendonça, destaca que todos os sinais da economia interna indicam que o dinamismo vai continuar no setor de serviços. Eles apontam a existência de crédito para o financiamento da venda de imóveis e também reformas e investimentos em obras de infraestrutura. Para Mendonça, tais previsões podem ser estendidas para o ano que vem, quando o mercado deve começar a sentir os efeitos do programa habitacional  Minha Casa, Minha Vida.





Edição: Nádia Franco  


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