quarta-feira, setembro 17, 2008

Agência Brasil - Forças Armadas ocupam favelas do Rio, mas moradores ainda se dizem intimidados - Direitos Humanos

 
11 de Setembro de 2008 - 14h13 - Última modificação em 11 de Setembro de 2008 - 14h13


Forças Armadas ocupam favelas do Rio, mas moradores ainda se dizem intimidados

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Homens das Forças Armadas ocupam desde a manhã de hoje (11) sete favelas cariocas, no primeiro dia da Operação Guanabara. Os militares vão reforçar a segurança durante parte do período eleitoral em 28 comunidades mapeadas pela Justiça Eleitoral, no Rio de Janeiro.

Na Favela Cidade de Deus, zona oeste, o porta-voz do Exército, coronel Luiz André Novaes, explicou que os soldados só vão atuar a pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que montou bases nas favelas ocupadas.

“Existe aqui, e em cada comunidade, a presença do TRE. Existem juízes, que, ao identificar algum tipo de crime eleitoral, podem solicitar a intervenção do Exército”, disse, ao acrescentar que os militares não farão papel de polícia. “A Polícia Militar continua atuando, agora em coordenação com os militares.”

Em Cidade de Deus, cerca de 500 homens, fortemente armados, com apoio de carros blindados e um helicóptero, estão em pontos considerados estratégicos. Os moradores, no entanto, ainda se dizem intimidados pelo tráfico de drogas, mas evitam dar declarações à imprensa.

O motoboy Sérgio Marcos da Silva, que mora no local, se arriscou a dizer que a presença dos soldados, que ficam até próximo sábado (13), não resolverá os  problemas dos moradores. “Para a gente isso não melhora nada. Depois que eles forem embora a comunidade ficará a Deus dará.”

A Operação Guanabara conta com 3,5 mil soldados do Exército e da Marinha. Eles vão patrulhar 27 comunidades do Grande Rio e a cidade de Campos, no interior do estado. A ocupação será itinerante, de modo que as tropas só ficam três dias em cada comunidade, à exceção de Campos.

Até o final da manhã, a situação na zona oeste, que tem três favelas ocupadas, estava tranqüila. O comércio e as escolas funcionavam normalmente. O Exército, responsável pela área, não registrou nenhum tipo de ocorrência. Já os fiscais da Justiça Eleitoral recolheram faixas e bandeiras consideradas irregulares.



 


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