sábado, novembro 15, 2008

Agência Brasil - Acordo nas negociações da OMC pode ajudar a recuperar mercados, diz Amorim - Direito Internacional

 
14 de Novembro de 2008 - 19h10 - Última modificação em 14 de Novembro de 2008 - 19h10


Acordo nas negociações da OMC pode ajudar a recuperar mercados, diz Amorim

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A crise financeira global pode dar novo impulso à atual rodada de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). Essa, ao menos, é a avaliação do governo brasileiro.

Para isso, segundo o ministro das relações Exteriores, Celso Amorim, será preciso chegar a um acordo sobre as modalidades da Rodada Doha até 10 de dezembro.

A preocupação - já demonstrada pelo chanceler antes da eleição para presidente dos Estados Unidos - é de que, caso não haja acordo antes da posse de Barack Obama, o novo governo queira retomar do zero as negociações que já duram sete anos.

“É muito importante que se figure uma questão de prazos, por essa questão do próximo presidente americano. Todos entendemos que é muito mais confortável para o próximo presidente norte-americano pegar um acordo que já foi negociado e apresentar ao Congresso do que ele mesmo ter que negociar todos os itens específicos de um acordo”, afirmou Amorim. “A expectativa é de que, uma vez que seja aprovado um pacote por 150 países, provavelmente o novo presidente levaria adiante”, completou.

Um acordo na Rodada Doha, segundo Amorim, seria um “poderoso estímulo” à recuperação da confiança dos mercados, pois sinalizaria que não haverá recrudescimento do protecionismo.”O comércio é um pouco como a bicicleta. Ou você anda para frente, ou você cai”, comparou Amorim..

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garante que há consciência, entre os membros do G20 financeiro, da necessidade de se estimular o comércio mundial como medida anticíclica. “Manter o comércio mundial ativo e aberto também é uma maneira de aumentar a atividade econômica dos países”, frisou Mantega. “A crise poderá ser um catalisador de acordos que antes não eram possíveis de se fazer”, avaliou.

A expectativa é de que a Rodada Doha seja abordada pelos líderes do G20 financeiro, ainda que informalmente.




 


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