6 de Novembro de 2008 - 17h50 - Última modificação em 6 de Novembro de 2008 - 17h50
Pessoas com necessidades especiais ocupavam 1% dos postos de trabalho em 2007
Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil
Brasília - As informações sobre as pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho foram incluídas, pela primeira vez, na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Os dados divulgados hoje, (6) pelo ministro Carlos Lupi, mostram que, do total de 37,6 milhões de empregos formais em 2007, 1%, ou seja, 348,8 mil postos de trabalho são ocupados por portadores de necessidades especiais.Destes, 50,28% são deficientes físicos; 28,16% auditivos; 2,95% visuais, 2,41% mentais; 1,67% portadores de deficiências múltiplas e 14,02% estão empregados na situação de reabilitados.
De acordo com a RAIS, a remuneração média dos trabalhadores com necessidades especiais é de R$1.389,66, valor superior ao rendimento médio do total de trabalhadores formais, que é de R$1.355,98. Os deficientes auditivos recebem a melhor remuneração do grupo com necessidades especiais, com salários em média de R$1.845,09, e os deficientes mentais têm o menor salário, R$ 728,06.
O ministério também contemplou no levantamento informações quanto ao gênero e à raça. Os dados sobre as mulheres apresentam pontos positivos e negativos. O positivo é que quanto maior a escolaridade feminina, maior é a sua chance de estar empregada. Em 2007, as mulheres com nível superior se colocaram melhor no mercado de trabalho, ocupando 130% mais postos de trabalho do que os homens com a mesma escolaridade.
O lado negativo é que os homens continuam ganhando mais, com salários 56,5% maiores que o das mulheres. “Esta situação prova que existe muita discriminação no Brasil e que é necessária uma mudança cultural”, afirmou o ministro Carlos Lupi.Os dados relativos à raça referem-se apenas aos 28,9 milhões de empregados celetistas. Em 2007, os trabalhadores que se declarararam negros tiveram aumento salarial de 2,98%, o maior aumento nos rendimentos médios. Já os declarados pardos e brancos registraram 2,16% de elevação. Em relação aos rendimentos médios, os trabalhadores classificados como brancos são 55,7% superiores aos dos negros/pardos e 47,9% acima dos considerados pardos.
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