segunda-feira, setembro 24, 2007

Câmeras de vigilância não reduzem crime em Londres, dizem políticos

Fonte:  


Será que mitigar um direito essencial à dignidade da pessoa humana, como a privacidade, em prol de uma suposta segurança, tem retorno?

A privacidade, direito fundamental de quase todas as constituições, hodiernamente tão violada pela tendência mundial da política criminal do inimigo, iniciada logo após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e os seus subseqüentes, traz realmente resultado?

Veja a reportagem a seguir.


http://www.idgnow.com.br

Segurança > Privacidade

Câmeras de vigilância não reduzem crime em Londres, dizem políticos

 

(http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2007/09/21/idgnoticia.2007-09-21.3410582264)

 

Por IDG News Service/França

 

Publicada em 21 de setembro de 2007 às 10h57

 

Paris - Cidade tem mais de 10 mil câmeras em áreas públicas, mas somente um em cada cinco crimes é resolvido por conta da vigilância.

 

A cidade de Londres tem mais de 10 mil câmeras de vigilância instaladas em áreas públicas, mas somente um em cada cinco crimes é resolvido por conta da vigilância, afirmou Dee Doocey, porta-voz do partido Liberal Democrata na Assembléia de Londres, responsável pela determinação de políticas de transporte e policiamento nos 32 distritos de Londres e o centro da cidade.

 

"Nossos números mostram que não há ligação entre o alto número de câmeras de vigilância (CCTV) instaladas e uma redução na incidência de crimes" comparou Doocey. "Distritos com centenas de CCTVs não estão se saindo melhor do que áreas com uma dúzia de câmeras."

 

Os defensores das câmeras de vigilância acreditam que a solução está mais voltada a prevenir do que solucionar o crime. No entanto, embora as câmeras na cidade tenham ajudado policiais a identificar, em poucos dias, os responsáveis pelo atentado a bomba no metrô de Londres, em julho de 2005, não conseguiram evitar o incidente.

 

Nos últimos dez anos, a instalação das CCTVs na cidade de Londres custou mais de 200 milhões de libras (400 milhões de dólares) aos cofres públicos, disse Doocey, que sugere um debate mais amplo sobre o policiamento da cidade.

 


Peter Sayer, editor do IDG News Service, em Paris

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