por Márcio Chaer, Seção: Notícias às 09:36:05.
Na véspera da eleição presidencial, as coisas não andam bem para o lado de Lula. Mais importante que as pesquisas — que dão nítida vantagem para o presidente-candidato — é a interpretação do comportamento e perfil do eleitor. O estreitamento da faixa petista enfrenta dois dados negativos.
O primeiro é que a base mais sólida de Lula é exatamente a massa menos privilegiada intelectualmente. Esse contingente, historicamente, é o que mais tem dificuldades no manejo da urna eleitoral. Como a votação para presidente, pela ordem, é a última na sequência das digitações, o risco de erro cresce. Caso o volume de equívocos anule parte da vantagem petista, crescem as chances de Alckmin passar para o segundo turno. E, na segunda rodada, reza a tradição, a possibilidade de as forças diversas unirem-se contra a candidatura situacionista é grande. Ou seja: não será surpresa se a zebra que até agora só existiu no campo da mitologia, acabe cavalgando com pompa e circunstância pelo prado.
No PSDB, ironicamente, onde Aécio Neves, Serra e Jereissati contavam com a vitória certa do PT — o que os credenciaria para grandes chances ao pico de um segundo mandato petista, a possibilidade de vitória de Alckmin deixa de ser motivo para comemoração.
Não tinha pensando por esse ponto de vista, mas esperar pelo erro dos eleitores pra ganhar uma eleição é um tanto complicado!
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